AGRONEGÓCIO

Tecnologia com bactérias reduz dependência de ureia e revoluciona a nutrição das plantas no Brasil

Publicado em

Avanços científicos têm transformado a forma como o campo brasileiro garante o fornecimento de nitrogênio às plantas. O uso de microrganismos capazes de converter o nitrogênio atmosférico — que não pode ser absorvido diretamente pelas raízes — em compostos assimiláveis pelas culturas se tornou uma das principais inovações da agricultura tropical moderna.

Segundo o especialista em desenvolvimento de mercado Alan Bueno, essa prática já é considerada essencial para a sustentabilidade e a eficiência produtiva. Certas bactérias, ao estabelecerem relações simbióticas com as plantas, realizam a chamada fixação biológica de nitrogênio, processo que reduz drasticamente a necessidade de fertilizantes químicos, especialmente a ureia.

Soja é exemplo de eficiência na fixação biológica

Entre as culturas mais beneficiadas pela tecnologia estão as leguminosas, em especial a soja, que desenvolveu uma interação altamente eficiente com bactérias do gênero Bradyrhizobium. Essas cepas selecionadas são multiplicadas em laboratório e aplicadas anualmente no plantio, em conjunto com práticas de manejo que incluem o uso de micronutrientes como o cobalto.

De acordo com consultorias e centros de pesquisa, a relação entre a soja e as bactérias fixadoras é tão eficaz que praticamente elimina a necessidade do uso de fertilizantes nitrogenados. Se esse insumo fosse aplicado de forma convencional, a cultura demandaria cerca de 400 quilos de nitrogênio por hectare, o que equivaleria a uma tonelada de ureia por hectare.

Leia Também:  Produção e exportações de proteínas animais do Brasil devem crescer em 2025, projeta ABPA

Em termos nacionais, isso representaria 48 milhões de toneladas de ureia e um custo estimado em R$ 120 bilhões por ano. Além da economia, o processo biológico evita a emissão de aproximadamente 230 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, reforçando o impacto ambiental positivo da biotecnologia.

Uso de inoculantes avança no campo brasileiro

O sucesso da fixação biológica de nitrogênio também pode ser medido pela ampla adesão dos produtores. Atualmente, mais de 90% da área cultivada com soja no Brasil já utiliza inoculantes à base de Bradyrhizobium. O uso de Azospirillum, bactéria aplicada em outras culturas como milho e trigo, já ultrapassa 30% das áreas plantadas.

Essa prática não apenas reduz custos e emissões, mas também melhora a eficiência do uso de nutrientes e contribui para uma agricultura mais sustentável — um ponto-chave diante da crescente demanda global por alimentos com menor impacto ambiental.

Embrapa lidera pesquisas e patentes sobre fixação biológica

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) tem desempenhado papel central no desenvolvimento dessas tecnologias. Desde a década de 1980, a instituição conduz pesquisas pioneiras sobre a interação entre bactérias e plantas, abrindo caminho para a aplicação prática da fixação biológica em culturas como soja, feijão, milho, trigo e braquiárias.

Leia Também:  Plano Clima tira desmatamento da conta do agro e estabelece metas mais realistas até 2035

Trabalhos mais recentes resultaram inclusive em patentes voltadas à identificação de novas espécies de Bradyrhizobium, aprofundando o conhecimento sobre os mecanismos de fixação e permitindo intervenções mais precisas para potencializar o desempenho das lavouras.

Esses avanços reforçam o protagonismo do Brasil em biotecnologia agrícola e demonstram como a ciência aplicada ao campo é capaz de reduzir custos, emissões e dependência de insumos importados, garantindo produtividade com sustentabilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Prefeitura garante linha especial e gratuita para o evento Classic Pantanal

Published

on

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, é parceira do Classic Pantanal, que acontece em Cuiabá, no Parque Novo Mato Grosso, nesta sexta-feira (8) e sábado (9). O evento reúne carros clássicos do Centro-Oeste em um grande encontro de colecionadores, expositores, marcas, parceiros e o público apaixonado pelo segmento automotivo. E contará com linha de ônibus especial e gratuita, a E01, do Shopping Pantanal até o local do evento, sendo quatro veículos no dia 8 e quatro no dia 9.

A primeira viagem sairá às 15h30 do Shopping Pantanal, sendo que, a cada 40 minutos, outro veículo deve partir com destino ao Parque Novo Mato Grosso. Os veículos encerram as atividades às 2h20 da madrugada do dia 9.

Para os veículos que circularem no dia 9, a última viagem será às 2h10, já no dia 10.

Confira os horários

Sexta-feira (8)

Ponto de partida: Shopping Pantanal

15h30, 16h20, 17h10, 18h, 18h50, 19h40, 20h30, 21h20, 22h10, 23h, 23h50, 00h40, 01h30.

Leia Também:  Exportações de soja e milho em setembro deste ano estão mais altas que em 2022

Retorno do Parque Novo Mato Grosso

16h20, 17h10, 18h, 18h50, 19h40, 20h30, 21h20, 22h10, 23h, 23h50, 00h40, 01h30, 02h20.

Sábado (9)

Partida Shopping Pantanal

09h30, 10h20, 11h10, 12h00, 12h50, 13h40, 14h30, 15h20, 16h10, 17h00, 17h50, 18h40, 19h30, 20h20, 21h10, 22h00, 22h50, 23h40, 00h30, 01h20.

Retorno do Parque Novo Mato Grosso

10h20, 11h10, 12h00, 12h50, 13h40, 14h30, 15h20, 16h10, 17h00, 17h50, 18h40, 19h30, 20h20, 21h10, 22h00, 22h50, 23h40, 00h30, 01h20, 02h10.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA