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TJMT certifica educadores e reforça parceria com Seduc na construção de uma cultura de paz

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Transformar o clima escolar, fortalecer vínculos e ampliar uma cultura de paz dentro das escolas. Foi com esse propósito, e carregando na bagagem três dias intensos de estudos e vivências, que 125 profissionais da educação receberam, na sexta-feira (14), a certificação dos Módulos II e III da Formação Teórica em Justiça Restaurativa e Círculos de Construção de Paz, durante o Seminário “Justiça Restaurativa na Educação e na Ambiência Institucional”, realizado no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A capacitação, promovida pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur), ocorreu entre 11 e 13 de novembro, em três polos simultâneos: Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá, Faculdade de Tecnologia Senai-MT e Fórum de Várzea Grande. Ao longo dos encontros, professores, mediadores e equipes psicossociais vivenciaram dinâmicas sobre empatia, escuta ativa, corresponsabilidade e resolução pacífica de conflitos, pilares que sustentam a proposta restaurativa.

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Formação que transforma o chão da escola

A assistente social da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Marina Marques, define a experiência como “um momento ímpar”. Para ela, a formação amplia o olhar dos profissionais e fortalece novas práticas pedagógicas voltadas à prevenção das diversas formas de violência.

“Pudemos refletir sobre a construção de uma nova cultura escolar. Nosso trabalho é em nível de gestão: apropriamos as metodologias para replicar nas escolas. E os resultados já aparecem nos relatórios disponíveis no site da Seduc, com indicadores de círculos, rodas de conversa e intervenções. O impacto é perceptível: o clima escolar vem mudando, os alunos participam mais e o desempenho melhora.”

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Já na ponta, quem vivencia diariamente os desafios da sala de aula confirma essa mudança. A professora e mediadora Soraya do Lago Albuquerque, da Escola Zélia da Costa Almeida, no Coxipó, diz que a formação é “imprescindível”, especialmente para lidar com alunos que apresentam comportamentos desafiadores.

“Quando acolhemos e conduzimos um círculo, criamos um ambiente de harmonia. Eles passam a confiar. Não brigam mais, procuram ajuda. Dizem: ‘Professora, a senhora disse isso, mas está difícil’. A conversa inicial vira um processo contínuo. É transformador.”

Para Soraya, a parceria entre Justiça e Educação potencializa esse avanço. “Quando essas duas áreas caminham juntas, tudo avança. O Judiciário dá suporte essencial diante das necessidades socioeconômicas presentes na escola.”

Parceria consolidada

Segundo a superintendente de Gestão Escolar da Seduc, Rosângela Roquette, a colaboração entre Seduc, Ministério Público e Tribunal de Justiça vem sendo construída desde 2017, com resultados visíveis.

“Os círculos de construção de paz fazem um trabalho preventivo muito significativo. Por isso, ampliamos a carga horária e o número de mediadores. Começamos com 10 horas semanais e hoje temos profissionais dedicados exclusivamente à mediação, com 30 horas. Em 2026, passaremos de 100 para 140 mediadores.”

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Para ela, o impacto entre os estudantes é direto: “Eles gostam muito. Quando têm dificuldade de relacionamento, já sabem a quem procurar. O mediador vira uma referência.”

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Autor: Roberta Penha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Bens sem uso são disponibilizados para doação a entidades e órgãos públicos de Cuiabá

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A Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá publicou edital que disponibiliza para doação a órgãos públicos e entidades sem fins lucrativos bens considerados inservíveis. A iniciativa permite que itens sem uso pelo Judiciário sejam reaproveitados por outras instituições em suas atividades.

Os bens ofertados são classificados como ociosos, obsoletos, antieconômicos ou irrecuperáveis para as finalidades da unidade judicial. A doação será feita no estado em que os materiais se encontram, mediante assinatura de termo específico.

Podem participar órgãos municipais, estaduais e federais, além de entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos reconhecidas como de utilidade pública em Mato Grosso e organizações da sociedade civil de interesse público.

Para solicitar os bens, os interessados devem encaminhar pedido formal para o e-mail [email protected], no prazo de 15 dias a partir da publicação do edital, informando quais itens desejam e apresentando a documentação exigida, como dados da instituição, comprovação de regularidade e identificação do representante legal.

As solicitações serão analisadas conforme critérios de prioridade, começando pelos órgãos públicos municipais, seguidos pelos estaduais e federais. Na sequência, serão consideradas entidades sem fins lucrativos e organizações da sociedade civil. Em caso de empate, terá preferência quem fizer o pedido primeiro.

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Após a habilitação, as instituições selecionadas serão convocadas para retirar os bens, sendo responsáveis pelos custos de transporte. Caso haja desistência, o item será destinado ao próximo interessado na ordem de prioridade.

Os bens que não forem doados poderão ser destinados à reciclagem ou descarte ambientalmente adequado.

O edital completo está disponível no Diário da Justiça Eletrônico (DJe) da última quarta-feira (29 de abril), na página 16.

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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