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Embrapa Pecuária Sudeste apresenta tecnologias sustentáveis na COP30 para enfrentar mudanças climáticas

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Durante a COP30, que ocorre de 10 a 21 de novembro em Belém (PA), a Embrapa Pecuária Sudeste apresentará três tecnologias voltadas para a sustentabilidade da agropecuária: Programa Balde Cheio, Guandu BRS Mandarim e Guandu BRS Guatã.

Essas soluções têm foco na adaptação às mudanças climáticas, recuperação de pastagens degradadas e redução de impactos ambientais, alinhando produtividade com preservação do meio ambiente.

Guandu BRS Mandarim: sustentabilidade e produtividade

O Guandu BRS Mandarim, cultivado em consórcio com capins tropicais, mostrou-se uma estratégia eficaz para a produção sustentável de bovinos de corte. Entre os benefícios destacados estão:

  • Melhoria da qualidade do solo, com redução da erosão e incremento na ciclagem de nutrientes.
  • Recuperação de pastagens degradadas, aumentando a oferta de alimento no período seco.
  • Redução do uso de insumos químicos, especialmente fertilizantes nitrogenados.
  • Maior eficiência alimentar, resultando em menor suplementação mineral e redução de até 70% nas emissões de metano por quilo de ganho de peso em comparação com pastagens degradadas.
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Essas características tornam o Mandarim uma ferramenta estratégica para mitigar os impactos das mudanças climáticas na pecuária.

Guandu BRS Guatã: controle de pragas e adaptação ao clima

O Guandu BRS Guatã também contribui para a sustentabilidade, promovendo:

  • Saúde do solo e redução da dependência de insumos químicos.
  • Controle natural de nematoides, incluindo Pratylenchus brachyurus, P. zeae, Meloidogyne javanica, M. incognita e Heterodera glycines, pragas que causam prejuízos bilionários à agricultura.
  • Alta tolerância ao déficit hídrico, permitindo produção em condições de baixa disponibilidade de água, essencial em cenários de eventos climáticos extremos.

O Guatã, portanto, auxilia tanto na produtividade quanto na adaptação da agropecuária às mudanças climáticas.

Programa Balde Cheio: capacitação e aumento da produtividade

O Programa Balde Cheio, premiado recentemente pela FAO, é um programa de capacitação voltado a técnicos e produtores de leite. Presentes em 15 estados, os projetos atendem cerca de 3 mil propriedades com apoio de mais de 70 parceiros.

O programa combina múltiplas dimensões: social, econômica e ambiental, promovendo:

  • Aumento da produtividade anual, quase quatro vezes maior por hectare que a média nacional.
  • Capacitação técnica, com foco em sanidade animal, bem-estar, manejo de pastagens e preservação ambiental.
  • Metodologia prática, em que fazendas se tornam Unidades de Demonstração (UD), onde produtores e técnicos participam de treinamentos teóricos e práticos.
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Segundo André Novo, coordenador do programa e chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste, o Balde Cheio promove soluções customizadas para cada propriedade, considerando seu estágio de desenvolvimento e condições locais.

Tecnologias que conectam produtividade e sustentabilidade

As tecnologias da Embrapa Pecuária Sudeste apresentadas na COP30 reforçam a importância de aliar aumento de produtividade à preservação ambiental, oferecendo ferramentas práticas para que produtores enfrentem os desafios das mudanças climáticas e tornem suas atividades mais resilientes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

PIB do agronegócio cresce 12,2% em 2025 e atinge R$ 3,2 trilhões, com forte avanço da pecuária

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O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro registrou crescimento expressivo de 12,20% em 2025, alcançando R$ 3,20 trilhões e ampliando sua participação para 25,13% da economia nacional. O desempenho foi fortemente impulsionado pelo avanço da pecuária, que liderou a expansão ao longo do ano.

Os dados são do Cepea, da Esalq/USP, em parceria com a CNA.

Quarto trimestre sinaliza desaceleração

Apesar do resultado robusto no acumulado do ano, o quarto trimestre de 2025 apresentou retração de 1,11% em relação ao trimestre anterior, refletindo a perda de fôlego dos preços no setor.

A queda foi generalizada entre os segmentos do agronegócio:

  • Insumos: -2,32%
  • Segmento primário: -0,92%
  • Agroindústrias: -1,48%
  • Agrosserviços: -0,86%

Segundo o Cepea, esse movimento já era esperado, considerando que o forte crescimento observado anteriormente foi impulsionado pela valorização dos preços iniciada no segundo semestre de 2024, que perdeu intensidade ao longo de 2025.

Pecuária lidera crescimento do agro

O grande destaque do ano foi o ramo pecuário, que registrou expansão de 32,55%, enquanto o ramo agrícola avançou 3,40%.

No quarto trimestre, a diferença de desempenho entre os ramos ficou evidente:

  • Agricultura: retração de 2,43%
  • Pecuária: crescimento de 1,81%
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A pecuária foi sustentada principalmente pelo aumento dos preços e pelo maior volume de produção, além do desempenho positivo das exportações.

Produção e preços cresceram juntos — cenário incomum

Um dos pontos mais relevantes de 2025 foi a combinação de alta nos preços com crescimento da produção, o que não é comum no setor.

O chamado PIB-volume, que mede o avanço da produção, cresceu 6,76% no período, indicando expansão consistente da atividade. Historicamente, anos de forte produção costumam ser acompanhados por queda nos preços — o que não ocorreu desta vez.

Esse cenário contribuiu para que 2025 registrasse o segundo maior crescimento da série histórica do PIB do agronegócio.

Desempenho por segmentos

Insumos

O segmento cresceu 5,37% no ano, puxado pelos insumos agrícolas (+12,51%), com destaque para fertilizantes, defensivos e máquinas. Já os insumos pecuários recuaram 11,67%, impactados pela queda nos preços das rações.

Segmento primário

Apresentou forte expansão de 17,06%, com altas tanto na agricultura (+13,09%) quanto na pecuária (+24,16%). O resultado reflete o aumento da produção e, no caso da pecuária, preços mais elevados.

Agroindústria

Cresceu 5,60%, mas com forte contraste interno:

    • Base agrícola: -3,33%
    • Base pecuária: +36,54%
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A indústria pecuária foi impulsionada por preços elevados e exportações aquecidas.

Agrosserviços

Registraram alta de 13,76%, com avanço modesto na base agrícola (+1,13%) e crescimento expressivo na base pecuária (+41,59%), refletindo o dinamismo da cadeia produtiva.

Participação do agro na economia aumenta

Com o resultado de 2025, o agronegócio ampliou sua relevância na economia brasileira, passando de 22,9% do PIB em 2024 para 25,13% em 2025.

Do total gerado:

  • R$ 2,06 trilhões vieram do ramo agrícola
  • R$ 1,14 trilhão foram gerados pela pecuária
Perspectiva: preços ainda são fator-chave

Apesar do crescimento expressivo, o desempenho do agronegócio segue altamente dependente do comportamento dos preços. A desaceleração observada no fim de 2025 indica que o setor pode enfrentar um ritmo mais moderado à frente, especialmente se houver pressão sobre as cotações.

Ainda assim, a combinação entre produção elevada, demanda consistente e protagonismo da pecuária mantém o agro como um dos principais motores da economia brasileira.

PIB do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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