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Dólar recua e Ibovespa avança com fim do impasse nos EUA e cenário externo mais estável

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Dólar tem leve queda frente ao real

O dólar iniciou a quinta-feira (13) em baixa frente ao real, cotado a cerca de R$ 5,29, acompanhando o movimento de enfraquecimento da moeda norte-americana em relação a divisas de países emergentes.

A queda reflete o otimismo dos mercados internacionais após o fim da paralisação parcial do governo dos Estados Unidos, o chamado shutdown, que trouxe de volta a normalidade nas atividades federais e reduziu incertezas sobre a economia americana.

Ibovespa sobe com maior apetite por risco

A Bolsa de Valores brasileira (B3) também abriu o dia em alta, impulsionada pela melhora no ambiente externo e pela valorização de ativos de risco.

A percepção de um cenário global mais estável, somada à expectativa de continuidade das reformas fiscais no Brasil, favorece a entrada de investidores estrangeiros no mercado acionário nacional.

Fim do shutdown dos EUA anima os mercados

O Congresso dos Estados Unidos aprovou e o presidente sancionou a medida que garante o funcionamento do governo até 30 de janeiro de 2026. A decisão encerra o impasse político que paralisava agências federais e atrasava a divulgação de dados econômicos, como relatórios de emprego e inflação.

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Com o retorno à normalidade, investidores se sentem mais confiantes para retomar posições em mercados emergentes, beneficiando moedas como o real e impulsionando bolsas de valores em países da América Latina.

Indicadores locais: varejo decepciona e BC realiza leilão cambial

No Brasil, o IBGE informou que as vendas do comércio varejista recuaram 0,3% em setembro na comparação com agosto, e avançaram 0,8% ante o mesmo mês de 2024 — resultado abaixo das projeções do mercado, que esperava alta de até 2%.

Além disso, o Banco Central realizou leilão de 45 mil contratos de swap cambial, com vencimento em 1º de dezembro, como parte do programa de rolagem. As operações são acompanhadas de perto por investidores como sinalização da política cambial brasileira.

Panorama recente do mercado

O dólar acumula queda moderada nos últimos dias, enquanto o Ibovespa mantém trajetória positiva. A valorização dos ativos brasileiros ocorre em meio à redução do risco global e à entrada de capital estrangeiro.

  • Cotação atual: cerca de R$ 5,29
  • Faixa recente: entre R$ 5,27 e R$ 5,36
  • Média de 2025: aproximadamente R$ 5,62 por dólar
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja recua em Chicago após volatilidade e pressão logística limita rentabilidade no Brasil

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O mercado da soja iniciou a quarta-feira (20) em queda na Bolsa de Chicago, devolvendo parte dos ganhos acumulados nos últimos dias em meio à forte volatilidade internacional. Os investidores seguem atentos às negociações comerciais entre China e Estados Unidos, às tensões no Oriente Médio e às condições climáticas no Meio-Oeste norte-americano, fatores que continuam ditando o comportamento das commodities agrícolas.

Por volta das 6h40 (horário de Brasília), os contratos futuros registravam perdas entre 5,75 e 6 pontos nos principais vencimentos. O contrato julho/26 era cotado a US$ 12,07 por bushel, com recuo de 2,25 centavos. Já os vencimentos julho e agosto operavam próximos de US$ 12,03 e US$ 12,04 por bushel, respectivamente.

O movimento representa um ajuste técnico após a alta recente, sustentada principalmente pelas expectativas envolvendo possíveis compras agrícolas chinesas nos Estados Unidos. Apesar disso, o mercado ainda não observa sinais concretos de avanço da demanda asiática, o que mantém os agentes mais cautelosos.

Além do cenário geopolítico, o clima nos Estados Unidos segue no radar. O plantio da nova safra americana avança em ritmo acelerado, favorecido pelas condições climáticas relativamente positivas em grande parte do cinturão produtor. O desenvolvimento das lavouras também ocorre de forma satisfatória, fator que reduz espaço para altas mais intensas nas cotações internacionais.

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Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que o plantio da soja avançou de 49% para 67% da área prevista, superando as expectativas do mercado e também o ritmo registrado no mesmo período do ano passado.

No complexo soja, os futuros do farelo também operavam em baixa nesta manhã, acompanhando o milho. Já o óleo de soja apresentava leves ganhos.

Mercado interno tem sustentação, mas logística preocupa

No Brasil, os preços seguem relativamente firmes em algumas regiões, embora os gargalos logísticos e os elevados custos de armazenagem e frete continuem limitando a rentabilidade dos produtores.

No Paraná, a soja no interior era indicada a R$ 123,67 por saca, com leve alta diária de 0,13%, enquanto o porto de Paranaguá registrava R$ 130,57, avanço de 0,66%. Em Ponta Grossa, as indicações chegaram a R$ 128,50 por saca.

A disputa por armazenagem se intensificou no estado diante do avanço da produção de etanol de milho e do início do plantio de trigo, pressionando a logística regional.

No Rio Grande do Sul, os preços apresentaram recuperação nominal, com Santa Rosa e Passo Fundo cotados a R$ 126,00 por saca e o porto de Rio Grande a R$ 131,00. A revisão da safra gaúcha para pouco mais de 19 milhões de toneladas — abaixo da projeção inicial de 21,44 milhões — reforçou a percepção de perdas provocadas pela irregularidade das chuvas ao longo do ciclo.

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O mercado também monitora o risco de paralisações no transporte rodoviário e as incertezas envolvendo o piso mínimo do frete, fatores que elevaram os prêmios de risco no setor.

Em Santa Catarina, a colheita já supera 70% da área cultivada, com preços ao redor de R$ 131,00 no porto de São Francisco do Sul.

Centro-Oeste registra safra recorde, mas enfrenta gargalos

No Centro-Oeste, os números de produção seguem robustos. Mato Grosso do Sul encerrou a safra com volume recorde de 17,759 milhões de toneladas, enquanto Mato Grosso confirmou produção histórica de 51,56 milhões de toneladas.

Apesar da safra elevada, produtores enfrentam dificuldades relacionadas à capacidade de armazenagem, ao alto custo dos fretes e à pressão sobre a infraestrutura logística, cenário que reduz margens e limita oportunidades de comercialização mais vantajosas.

Segundo a Conab, a colheita brasileira da soja já alcança 98,8% da área cultivada, consolidando a reta final dos trabalhos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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