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Liderança do Brasil no gado de corte impulsiona inovação em nutrição animal para pecuária tropical

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O Brasil consolidou-se como líder mundial nas exportações de carne bovina, respondendo por cerca de 20% do comércio global, com mais de 2 milhões de toneladas embarcadas por ano. O país possui um dos maiores rebanhos comerciais do mundo, com mais de 190 milhões de cabeças, o que coloca a pecuária brasileira em posição estratégica no cenário internacional.

A competitividade da atividade tem sido apoiada por tecnologia, manejo sustentável e nutrição de precisão, elementos que permitem maior eficiência produtiva e bem-estar animal.

Desafios da pecuária em climas quentes

Um dos principais obstáculos para a produção de gado de corte em regiões tropicais, como o Centro-Oeste brasileiro, é o estresse térmico, que pode ocorrer com temperaturas acima de 40°C na primavera e no verão.

Segundo Cartland Cunico, gerente de Produtos Ruminantes de Corte da ADM Brasil, mesmo raças adaptadas ao calor, como o Nelore, podem apresentar sinais de desconforto, que incluem queda no consumo de água e ração, aumento da frequência respiratória e alterações fisiológicas, afetando diretamente o ganho de peso.

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Suplementação e nutrição de precisão como estratégias

A nutrição adequada é fundamental para enfrentar os desafios do calor e da escassez de pastagem. O uso de suplementos proteicos auxilia na digestão e na reposição de nutrientes essenciais, como proteínas e minerais, especialmente durante períodos de seca.

“Com mais de 75 anos de experiência, formulamos produtos que garantem o máximo desempenho do rebanho e ajudam os produtores a prosperar, mesmo em condições de calor extremo ou escassez de pastagem”, destaca Cartland.

Confinamento e dietas balanceadas fortalecem a produtividade

O confinamento tem se mostrado uma estratégia eficiente para minimizar os efeitos da seca e otimizar o ganho de peso do gado. Nesses sistemas, uma dieta balanceada é crucial para prevenir desequilíbrios metabólicos e garantir desempenho previsível.

Atualmente, existem soluções adaptadas para confinamento, semi-confinamento e cabanhas, oferecendo planos nutricionais específicos para diferentes raças e sistemas de produção.

Produtos premium e tecnologias de ponta

A ADM tem ampliado seu portfólio no Brasil, incluindo soluções de nutrição de precisão e rações premium, desenvolvidas para animais de elevado potencial genético, como os da linha Gênese, voltada ao gado de elite.

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Essas formulações combinam alta digestibilidade, vitaminas essenciais, minerais quelatados, leveduras e pré e probióticos, promovendo:

  • Melhor aproveitamento dos nutrientes
  • Controle do estresse térmico
  • Fortalecimento das defesas fisiológicas
  • Plena expressão genética do rebanho

Segundo Cartland, produtos dessa natureza permitem reduzir a necessidade de medicamentos, mantendo o gado saudável e produtivo.

Inovação como diferencial competitivo

A aquisição da Socil em 2019 permitiu à ADM expandir seu leque de soluções, oferecendo produtos eficazes e alinhados às necessidades do mercado brasileiro, reforçando o papel do país como líder global na pecuária de corte.

“A alta demanda por soluções que aumentem a digestibilidade e contribuam para a saúde intestinal e o controle do estresse térmico mostra a importância de tecnologias voltadas para o bem-estar e produtividade do rebanho”, finaliza Cartland.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Safra 2026/27 confirma avanço do crédito privado e reduz dependência do financiamento oficial no agro

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O anúncio do Plano Safra 2026/27 trouxe um novo recorde nominal para o crédito rural empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados a médios e grandes produtores. Apesar do volume expressivo, o crescimento de apenas 1,7% em relação à safra anterior ficou abaixo da inflação acumulada e do avanço esperado para o setor, gerando questionamentos sobre a capacidade do programa de sustentar sozinho a expansão do agronegócio brasileiro.

Mais do que o valor anunciado, o que chama a atenção é a mudança estrutural que vem ocorrendo no sistema de financiamento rural. O crédito privado, impulsionado por instrumentos como CPR, Fiagro, CRA e LCA, assume papel cada vez mais relevante, reduzindo a dependência histórica dos recursos subsidiados pelo governo.

Plano Safra cresce menos e reflete cenário de maior cautela

O novo ciclo do Plano Safra foi lançado em um contexto marcado por margens mais apertadas no campo, aumento da inadimplência em algumas cadeias produtivas e maior seletividade das instituições financeiras.

Dos R$ 525,1 bilhões anunciados, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização da produção, uma redução de 7,2% em relação à safra anterior. Já os recursos para investimentos somam R$ 140,2 bilhões, alta de 38,1%, sinalizando prioridade para projetos de modernização, tecnologia e infraestrutura.

Além disso, houve redução nas principais taxas de juros das linhas de financiamento, acompanhando o início do ciclo de queda da taxa Selic. O crédito de custeio empresarial passou de 14% para 12,5% ao ano, enquanto o Pronamp caiu de 10% para 9%.

Crédito privado ganha protagonismo no financiamento rural

Embora o Plano Safra continue sendo um importante instrumento de política agrícola, sua participação relativa no financiamento do setor vem diminuindo.

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Nas últimas cinco safras, o crescimento do crédito rural ocorreu principalmente por meio de recursos livres, captados a mercado. Enquanto o crédito subsidiado permaneceu praticamente estável, as operações com recursos privados avançaram de forma consistente.

Esse movimento mostra que o agronegócio brasileiro está cada vez menos dependente dos subsídios governamentais e mais conectado ao sistema financeiro e ao mercado de capitais.

A participação dos recursos equalizados — aqueles em que o Tesouro Nacional subsidia parte dos juros — caiu significativamente nos últimos anos, representando atualmente cerca de 22% do total disponibilizado pelo Plano Safra.

Cooperativas ampliam presença no campo

Outro destaque da transformação do crédito rural é o avanço das cooperativas financeiras.

Nos últimos dez anos, a participação dessas instituições nas operações de crédito rural praticamente dobrou. Em diversas regiões do país, especialmente no interior, as cooperativas se tornaram a principal fonte de financiamento para produtores rurais.

Além da proximidade com o associado, essas instituições ampliaram sua capacidade de captação no mercado, fortalecendo sua atuação em um cenário de maior demanda por crédito e menor participação dos bancos tradicionais.

CPR alcança R$ 565 bilhões e lidera expansão do mercado privado

A principal evidência da mudança estrutural está no crescimento da Cédula de Produto Rural (CPR), instrumento que se consolidou como a espinha dorsal do crédito privado no agronegócio.

O estoque de CPR saltou de aproximadamente R$ 170 bilhões para R$ 565 bilhões em apenas seis safras, crescimento superior a 230%. O avanço supera com folga a expansão registrada pelo próprio Plano Safra no mesmo período.

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Paralelamente, outros instrumentos também ganharam espaço. O estoque de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) alcançou cerca de R$ 176 bilhões, enquanto os Fiagros já administram aproximadamente R$ 62 bilhões em ativos distribuídos em centenas de fundos.

Somados a operações de barter e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os mecanismos privados movimentam atualmente cerca de R$ 1,4 trilhão, consolidando uma nova realidade para o financiamento da produção agropecuária.

Desafio para produtores passa a ser gestão financeira

Especialistas apontam que o principal desafio para os próximos anos não será apenas acessar crédito, mas administrar diferentes fontes de financiamento de forma estratégica.

Ferramentas como CPR, barter, Fiagro e operações estruturadas passam a integrar cada vez mais o planejamento financeiro das propriedades rurais. Nesse cenário, gestão de risco, proteção de margem e eficiência operacional tornam-se fatores tão importantes quanto produtividade e tecnologia.

Nova fase do crédito rural já começou

O Plano Safra 2026/27 reforça uma tendência que vem se consolidando no agronegócio brasileiro: o financiamento da produção deixou de depender exclusivamente dos recursos oficiais.

Embora continue relevante, o programa governamental passa a atuar como parte de um sistema mais amplo, formado por cooperativas, mercado financeiro, investidores e instrumentos privados.

A mensagem para o setor é clara: o futuro do crédito rural será construído pela combinação entre recursos públicos e privados. Mais do que acompanhar o tamanho dos anúncios oficiais, produtores, empresas e investidores precisarão observar a qualidade do funding, a gestão dos riscos e a capacidade de execução dos projetos para garantir competitividade nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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