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Cuiabá intensifica revitalização de quadras esportivas e leva mais lazer e cidadania aos bairros

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Entre agosto e outubro, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel), executou um amplo programa de revitalização de quadras poliesportivas em diferentes regiões da cidade. A iniciativa, realizada em parceria com a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) e a Secretaria Municipal de Obras, tem como meta alcançar 20 quadras reformadas até o fim de 2025.

Até o início de novembro, 11 quadras já haviam sido revitalizadas, beneficiando diretamente cerca de 150 mil moradores em 10 bairros. As ações incluem limpeza completa das áreas, reparos estruturais com aplicação de argamassa para fechar rachaduras, lixamento e nova pintura com demarcação esportiva. Todo o material, a coordenação técnica e o suporte logístico são fornecidos pela Smel, enquanto vereadores e comunidades locais participam ativamente da execução.

“Essas ações reforçam o compromisso da Secretaria de Esportes e Lazer com a valorização dos espaços públicos, proporcionando mais qualidade e incentivo à prática esportiva nas comunidades”, afirma o secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves. Ele destaca ainda que a iniciativa está promovendo uma mudança de mentalidade. “A participação da comunidade e dos vereadores tem mostrado, na prática, que quando a população se envolve, o cuidado com os espaços é muito maior”.

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O investimento é enxuto: cada quadra revitalizada custa em torno de R$ 3 mil, valor referente apenas ao material utilizado. Segundo a Smel, o modelo colaborativo permitiu uma economia significativa. “Hoje, com o valor que antes era gasto para reformar uma quadra, conseguimos revitalizar nove”, explica o secretário.

As obras são definidas em conjunto entre a Smel e os representantes locais, de acordo com a disponibilidade de agenda e as demandas das comunidades. Embora as revitalizações partam de iniciativa da Secretaria, qualquer morador ou entidade pode solicitar a melhoria enviando um ofício à Smel.

Entre os bairros já contemplados estão Pascoal Ramos, CPA I, Alvorada, Imperial, Pedregal, Terra Nova, Pedra 90, Lixeira, Coophema, Jardim Industriário I e Jardim Araçá, com o apoio de vereadores como Samanta Íris, Michelly Alencar, Dilemário Alencar, Ilde Taques, Katiuscia Manteli, Paula Calil e Dra. Mara.

Para o secretário Jefferson Neves, o programa vai além da recuperação física dos espaços: é um investimento social. “Revitalizar quadras é também revitalizar a convivência, o lazer e o sentimento de pertencimento nas comunidades”, resume.

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Com resultados visíveis e uma estratégia de parceria eficiente, a revitalização das quadras tem se consolidado como um exemplo de gestão compartilhada e uso responsável dos recursos públicos, transformando, pouco a pouco, o cenário esportivo e comunitário de Cuiabá.

#PraCegoVer
A imagem que acompanha a matéria mostra quadra esportiva revitalizada no bairro Pedra 90.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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