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Universo Pecuária 2025 destaca educação e turismo no Pampa Gaúcho

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A terceira edição do Universo Pecuária – Futuro, Negócios e Sustentabilidade ocorrerá entre os dias 5 e 8 de novembro no Parque de Exposições Olavo de Almeida Macedo, em Lavras do Sul (RS). A programação do evento inclui fóruns dedicados ao turismo regional e às escolas técnicas, reforçando o papel do conhecimento e da integração territorial no desenvolvimento sustentável do Pampa Gaúcho.

No primeiro dia, o destaque será o Fórum de Turismo, enquanto o Fórum das Escolas Técnicas acontece no dia 6.

Fórum de Turismo: integração e desenvolvimento regional

Para a gestora de projetos de turismo do Sebrae/RS, Mirian Silveira Vercelhese, o Fórum de Turismo é essencial para reunir especialistas, gestores públicos e profissionais do setor, discutindo oportunidades e caminhos para o turismo no Bioma Pampa.

“O Fórum busca integrar os atores do turismo e promover um desenvolvimento sustentável e regionalizado, reforçando o papel de Lavras do Sul como destino estratégico no Pampa Gaúcho”, afirma Mirian.

Programação do Fórum
  • 13h30 – 14h30: Painel “Turismo de Natureza” com Roseli Nascimento e Glayson Bencke;
  • 14h30 – 15h30: Painel da Setur e Apatur com Luciane Gomes, Silvana Carvalho e Cristiane Silva;
  • 15h30 – 16h30: Palestra “Tendências para o Setor do Turismo” com Vanessa Schardong;
  • 16h30 – 17h: “Pauta Lavras do Sul”, com Fernanda Carvalho;
  • 17h: Palestra “Entre a Nascente e o Futuro: o Turismo de Natureza como força de desenvolvimento no Pampa” com Eliza Ermida.
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Fórum das Escolas Técnicas: conhecimento que transforma territórios

A gestora de Políticas Públicas do Sebrae/RS, Mônica de Alencastro Guimarães, destaca que o Fórum das Escolas Técnicas reunirá estudantes e educadores para debater inovação, futuro e o papel das escolas técnicas no desenvolvimento regional.

“Será o primeiro fórum com a participação de todas as escolas técnicas da região da Campanha e Fronteira Oeste”, explica Mônica. O encontro ocorrerá na Arena de Remates do Universo Pecuária, a partir das 8h30min.

Realização e parcerias estratégicas

O evento é promovido pelo Sindicato Rural de Lavras do Sul, com correalização de Cotrisul, Farsul, Senar, Sebrae e Prefeitura Municipal de Lavras do Sul. A execução é da SIA – Serviço de Inteligência em Agronegócios, com patrocínio de CEEE Equatorial, Banrisul, Sicredi, BRDE, Badesul e o Núcleo de Produtores de Terneiros de Corte de Lavras do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tarifa de 25% dos EUA ameaça exportações brasileiras e exige reação imediata das empresas

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A possível aplicação de uma tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu um alerta entre exportadores e autoridades brasileiras. A medida, proposta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), ainda está em fase de consulta pública e audiência, mas já exige atenção das empresas que mantêm negócios com o mercado norte-americano.

Embora a lista preliminar contemple exceções relevantes, como café, carne bovina, energia, metais, terras raras e componentes aeronáuticos, especialistas alertam que os impactos podem ultrapassar a questão tarifária e atingir diretamente a competitividade das empresas brasileiras.

Investigação envolve temas além das tarifas

Segundo Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Internacional Empresarial, o processo conduzido pelos Estados Unidos possui alcance mais amplo do que uma simples discussão sobre tarifas de importação.

A investigação inclui temas estratégicos como comércio digital, meios de pagamento, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, políticas anticorrupção e questões relacionadas ao desmatamento.

Na avaliação do especialista, o avanço da investigação pode criar um ambiente de maior insegurança regulatória para empresas brasileiras que atuam no comércio internacional, exigindo monitoramento constante e planejamento antecipado.

Brasil tem três caminhos para responder à medida

No campo institucional, o governo brasileiro dispõe de diferentes mecanismos para contestar ou negociar a proposta norte-americana.

A primeira frente é diplomática, conduzida por órgãos como o Itamaraty, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Câmara de Comércio Exterior (Camex), que podem atuar diretamente junto ao USTR para tentar modificar ou reduzir os efeitos da medida.

Como a proposta ainda está em fase de consulta pública, existe espaço para negociações e eventuais ajustes antes de uma decisão definitiva.

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A segunda alternativa envolve o sistema multilateral de comércio, por meio da Organização Mundial do Comércio (OMC). O Brasil já manifestou, em episódios anteriores, posicionamento contrário à adoção de medidas unilaterais fora das regras multilaterais estabelecidas pela entidade.

A terceira possibilidade está prevista na Lei de Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025), que criou instrumentos para que o Brasil possa responder a ações comerciais consideradas prejudiciais à competitividade nacional.

No entanto, especialistas alertam que qualquer reação deve ser cuidadosamente calibrada para evitar prejuízos às cadeias produtivas brasileiras, importadores e consumidores.

Empresas precisam revisar contratos e operações

Mesmo sem uma definição sobre a implementação das tarifas, especialistas recomendam que empresas exportadoras iniciem imediatamente uma análise detalhada de sua exposição ao mercado norte-americano.

O primeiro passo é identificar quais produtos poderão ser atingidos pela sobretaxa e avaliar os impactos sobre contratos em andamento e negociações futuras.

Em muitos casos, uma tarifa adicional de 25% pode comprometer a viabilidade econômica de operações já contratadas, especialmente em setores que trabalham com margens reduzidas.

Além disso, torna-se fundamental revisar cláusulas contratuais, estratégias de precificação, alternativas logísticas e possibilidades de diversificação de mercados.

Setores mais vulneráveis podem sentir maior impacto

Os segmentos mais expostos aos efeitos da medida tendem a ser aqueles que exportam produtos não contemplados pelas exceções anunciadas pelos Estados Unidos.

Empresas que atuam em mercados altamente competitivos, com baixa margem de lucro e pouca capacidade de repassar custos aos compradores americanos, podem enfrentar maiores dificuldades caso a tarifa seja efetivamente implementada.

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Por outro lado, setores ligados ao café, carne bovina, energia, mineração estratégica e indústria aeronáutica devem sofrer impacto direto mais limitado devido à exclusão preliminar desses produtos da lista tarifária.

Lista de exceções revela interesses estratégicos dos EUA

Para Ricardo Inglez de Souza, sócio do IW Melcheds Advogados e especialista em Comércio Internacional, a composição da lista de exceções evidencia uma lógica geopolítica e econômica por trás da proposta norte-americana.

Segundo ele, os produtos isentos são justamente aqueles em que os Estados Unidos dependem fortemente do fornecimento brasileiro ou enfrentam dificuldades para substituí-los rapidamente por outros mercados.

Entre os itens preservados estão carne bovina, café, frutas tropicais, petróleo, fertilizantes, aeronaves e componentes aeronáuticos.

Na avaliação do especialista, a medida busca proteger cadeias estratégicas de abastecimento norte-americanas ao mesmo tempo em que aumenta a pressão sobre outros segmentos exportadores brasileiros.

Cenário exige planejamento e gestão de riscos

Enquanto o processo segue em análise nos Estados Unidos, empresas brasileiras com operações internacionais devem reforçar suas estratégias de gestão de risco e acompanhar de perto a evolução das negociações.

Além dos possíveis impactos financeiros, a discussão evidencia o crescente peso das questões geopolíticas, regulatórias e ambientais nas relações comerciais globais.

Para exportadores, a antecipação de cenários, a revisão de contratos e a diversificação de mercados podem ser decisivas para reduzir riscos e preservar a competitividade diante de um ambiente internacional cada vez mais complexo e imprevisível.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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