AGRONEGÓCIO

Produção halal global exige conformidade tecnológica em toda a cadeia, aponta especialista

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A produção de bens e serviços voltados ao consumidor muçulmano, conhecida como indústria halal, enfrenta o desafio de garantir conformidade em toda a cadeia global de suprimentos. Segundo Marco Tieman, cofundador e CEO da malaia HSC Alliance, consultoria especializada em cadeias de bens halal, é necessário ir além das certificações tradicionais e adotar estratégias tecnológicas, como blockchain, para assegurar qualidade, segurança e respeito às tradições islâmicas.

Tieman destacou o papel dos grandes países ocidentais como fornecedores estratégicos para a Organização de Cooperação Islâmica (OCI) e a integração produtiva entre nações muçulmanas e não muçulmanas. “Existe uma integração relevante entre os países muçulmanos e não muçulmanos, o que exige que a produção seja monitorada e certificada de ponta a ponta”, afirmou durante o Global Halal Brazil Business Forum 2025, realizado em São Paulo.

Tecnologia blockchain e certificação halal

Segundo o especialista, ecossistemas produtivos na Ásia e Oriente Médio já combinam certificações halal com tecnologias como blockchain, facilitando auditorias e garantindo rastreamento seguro dos produtos. Além disso, há adaptações em portos para prevenir contaminação cruzada e assegurar que as tradições halal sejam respeitadas.

“Nós temos visto também o papel importante do consumidor muçulmano, que exige que os valores halal sejam respeitados em toda a cadeia de valor. A segurança dos alimentos precisa ser considerada desde o início até o consumidor final”, reforçou Tieman.

Exemplos práticos de conformidade em logística e produção

O CEO da HSC Alliance citou portos na Espanha, Bélgica e Indonésia que instituíram áreas específicas para armazenamento de produtos halal, com identificação de contêineres certificados para consumo muçulmano. Ele também mencionou iniciativas na Indonésia, onde o Banco Islâmico de Desenvolvimento apoiou projetos agroflorestais que garantem uso sustentável da terra, respeito a povos tradicionais e preservação ambiental.

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Outro destaque foi o sistema de rating da certificadora Hallmark, que premia criadores de aves com base em critérios de produção halal, incluindo transporte, serviços financeiros islâmicos e seguros vinculados à cadeia de suprimentos.

Crescimento e futuro da indústria halal

Segundo Tieman, a indústria halal tem apresentado crescimento significativo, mas a expansão exige colaboração em toda a cadeia produtiva. “Esse índice celebra a excelência que vai levar o halal ao próximo nível. Para expandir os princípios de conformidade, precisamos trabalhar juntos”, concluiu.

Sobre o Global Halal Brazil Business Forum 2025

O evento é realizado pela Câmara Árabe-Brasileira e pela Fambras Halal, com patrocínio de empresas como MBRF (Marfrig/BRF), Modon, Seara Alimentos, Eco Halal, Emirates, Grupo MHE9, Prime Company, Carapreta Carnes Nobres e SGS. O fórum segue em São Paulo até amanhã (29), reunindo empresários e especialistas do setor halal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Das urnas à lavoura: nova edição mostra o que está em jogo para o agro

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A Revista Pensar Agro lança nesta sexta-feira (18.09) uma nova edição em português e inglês, com as eleições de 2026 como tema de capa. A publicação chega ao novo número com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, resultado que demonstra o interesse de leitores brasileiros e estrangeiros pelas transformações do agronegócio nacional.

A reportagem principal analisa como a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados pode interferir no ambiente em que produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores desenvolvem suas atividades.

Crédito rural, seguro, tributação, infraestrutura, pesquisa, defesa agropecuária, segurança jurídica e comércio exterior estão entre as áreas influenciadas pelas decisões tomadas pelo poder público. Embora o voto não determine o clima ou as cotações internacionais, ele pode alterar custos, regras, investimentos e as condições de competitividade do setor.

A matéria estabelece uma relação entre a responsabilidade do eleitor e as escolhas realizadas diariamente pelos integrantes da cadeia produtiva. No campo, uma decisão equivocada sobre plantio, financiamento, manejo ou comercialização pode comprometer uma safra e espalhar prejuízos por diferentes atividades. Na política, as consequências também podem atravessar vários ciclos produtivos.

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A edição orienta o leitor a avaliar não apenas as promessas apresentadas durante a campanha, mas também o histórico dos candidatos, a viabilidade de suas propostas e os efeitos que cada decisão poderá produzir sobre o agronegócio.

A publicação mostra que escolher representantes sem compreender as necessidades da produção pode resultar em aumento de custos, dificuldades de acesso ao crédito, insegurança jurídica, perda de mercados e redução dos investimentos. Em sentido contrário, políticas bem estruturadas podem melhorar a infraestrutura, estimular a inovação e criar condições para o crescimento das diferentes cadeias.

Outro destaque é o artigo do colunista Cláudio Júnior Oliveira sobre as três principais pressões enfrentadas pela aviação agrícola brasileira: custos, regulação e política. A análise aborda o impacto dos combustíveis, dos juros e da energia, além das mudanças regulatórias e tributárias que atingem a atividade.

O texto examina ainda a utilização de aviões, helicópteros e drones na proteção das lavouras. A defesa dessas tecnologias está associada à segurança operacional, à qualificação profissional, ao cumprimento de critérios técnicos e à apresentação de evidências sobre sua eficiência produtiva e ambiental.

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A aviação agrícola exerce papel importante no controle de pragas e doenças e no combate a incêndios, especialmente em áreas extensas ou em situações que exigem rapidez. Ao mesmo tempo, o setor precisa ampliar a transparência e demonstrar que produtividade e responsabilidade ambiental podem avançar juntas.

Os demais colunistas apresentam análises sobre tendências, riscos e oportunidades capazes de influenciar o presente e o futuro do agronegócio. Os textos procuram oferecer informações e diferentes perspectivas para auxiliar produtores, profissionais e empresas na tomada de decisões.

A publicação simultânea em português e inglês amplia a circulação do conteúdo produzido no Brasil e facilita o acesso de leitores estrangeiros às discussões sobre produção de alimentos, fibras, energia, sustentabilidade e segurança alimentar.

Com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, a Revista Pensar Agro reforça sua presença além das fronteiras nacionais. A nova edição mantém a proposta de combinar informação, análise e conhecimento para contribuir com decisões cada vez mais qualificadas dentro e fora do campo.

Você lê a versão em português clicando aqui.

You can read the English version by clicking here.

Fonte: Pensar Agro

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