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Cuiabá mantém vacinação em todas as unidades básicas de saúde

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informa que todas as 68 Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão abastecidas com vacinas do Calendário Nacional de Imunização, garantindo a proteção de crianças, adolescentes, adultos e idosos. O atendimento segue normalmente mesmo após o Dia D da vacinação e está disponível também para turistas que estiverem na capital para o show do Guns N’ Roses, nesta sexta-feira (31), na Arena Pantanal.

As unidades estão distribuídas nas quatro regiões da cidade, Norte, Sul, Leste e Oeste, e funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Todas contam com equipes preparadas para orientar a população e aplicar as doses de acordo com a faixa etária e o histórico vacinal.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, reforça que a vacinação é uma das principais estratégias de prevenção de doenças e deve ser mantida atualizada durante todo o ano.
“Mesmo após o Dia D, as unidades continuam vacinando normalmente. A imunização é a forma mais eficaz de prevenir doenças graves e garantir a saúde da população, incluindo os visitantes que chegam a Cuiabá para os grandes eventos”, destacou.

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A secretária de Atenção Primária, Cinara Brito, ressalta que o município está preparado para atender toda a demanda, tanto da população local quanto dos turistas que visitam a capital.
“Todas as nossas unidades estão com estoques abastecidos e equipes disponíveis para atender quem precisa atualizar a caderneta de vacinação. Vacinar é um ato de cuidado coletivo, que protege não apenas quem recebe a dose, mas toda a comunidade”, afirmou Cinara.

Vale ressaltar que, após a aplicação, a vacina leva cerca de duas semanas para se tornar efetiva no organismo. Esse é o tempo que o sistema imunológico leva para produzir anticorpos neutralizantes, responsáveis por garantir a proteção contra o agente infeccioso. Por isso, é importante manter o esquema vacinal em dia e não deixar para se vacinar apenas em períodos de surto ou antes de eventos específicos.

Vacinas disponíveis na rede municipal

O município oferece todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, contemplando diferentes faixas etárias.

Crianças (0 a 9 anos)
BCG, Hepatite B, Penta (DTP+Hib+HB), Poliomielite (VIP), Pneumocócica 10-valente, Rotavírus humano, Meningocócica C e ACWY, Tríplice viral (SCR), Tetraviral (SCRV), Febre amarela, Influenza (gripe), Covid-19, Hepatite A e Varicela.

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Adolescentes e jovens (10 a 24 anos)
HPV quadrivalente, Meningocócica ACWY, Hepatite B, dT (difteria e tétano), Febre amarela, Tríplice viral (SCR), Pneumocócica 23-valente e Varicela (para indígenas e profissionais de saúde).

Adultos (25 a 59 anos)
Hepatite B, dT, Febre amarela, Tríplice viral (SCR), Pneumocócica 23-valente e Varicela (para profissionais de saúde e indígenas).

Idosos (a partir de 60 anos)
Hepatite B, dT, Febre amarela (conforme avaliação médica), Tríplice viral (para trabalhadores da saúde), Pneumocócica 23-valente, Varicela (para indígenas e profissionais de saúde), Influenza (gripe) e Covid-19.

A SMS reforça que manter a caderneta de vacinação atualizada é fundamental para evitar o ressurgimento de doenças já controladas e proteger toda a comunidade.
 

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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