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Embarques de carne de frango alcançam novo recorde em novembro, apesar de moderação nos números

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A expectativa inicial apontava para números mais expressivos, especialmente considerando que, até a terceira semana do mês, a média diária de embarques se aproximava das 20,5 mil toneladas, sugerindo um volume mensal não inferior a 400 mil toneladas. No entanto, nos últimos nove dias úteis de novembro, os embarques se limitaram a 14,6 mil toneladas diárias, resultando no menor volume mensal dos últimos nove meses, superando apenas os números de fevereiro passado (353,422 toneladas) neste ano.

Apesar dessa moderação nos números, não se configura como um desempenho desfavorável. A análise dos últimos 16 anos, de 2007 a 2022, revela que novembro consistentemente registra o terceiro menor volume do ano. Isso se deve, em grande parte, à formação dos estoques destinados ao consumo nas festividades, já estabelecidos pelos importadores do produto nesta fase do ano.

Vale ressaltar que, mesmo com a redução em relação ao mês anterior, o volume exportado em novembro estabeleceu um novo recorde para o período, ultrapassando pela primeira vez as 350 mil toneladas em um único novembro.

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Outro ponto a destacar é a relativa estabilidade no preço médio em novembro, apresentando um ganho de 0,34% em relação a outubro. Este é o primeiro resultado positivo nos últimos cinco meses, indicando uma possível retomada dos preços, embora persista uma redução de 14,33% em comparação com novembro de 2022.

Apesar da estabilidade nos preços, a queda no volume em relação ao mês anterior resultou em um recuo mensal de 4,54% na receita. Em comparação com novembro de 2022, a receita foi afetada pela diminuição dos preços, registrando uma queda anual de aproximadamente 12%.

Dados preliminares acumulados nos onze meses indicam um aumento no volume de quase 8%. No entanto, devido ao preço médio inferior em mais de 6% em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento na receita cambial até o momento é inferior a 1%. A perspectiva para dezembro pode influenciar esse cenário, e se a média dos últimos três meses for atingida, a receita chegará ao final de 2023 sem variação expressiva.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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