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Brasil segue entre líderes mundiais com safra projetada em 3,73 milhões de ton.

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A safra brasileira de algodão para 2025/26 deve atingir 3,73 milhões de toneladas, conforme indicam as mais recentes estimativas de grandes consultorias do setor. Essa produção nacional é impulsionada pelo aumento de área plantada em várias regiões e por uma demanda doméstica consistente. O cenário se beneficia de custos mais baixos de matérias-primas e da maior competitividade das indústrias têxteis brasileiras, fatores que tendem a manter o consumo interno aquecido ao longo do ciclo.

Esses números mantém o Brasil entre os três maiores produtores mundiais da fibra, atrás apenas de gigantes globais como China e Estados Unidos. O patamar reforça o destaque do país no cenário internacional e sustenta sua relevância tanto para o abastecimento doméstico quanto para as exportações.

Mesmo diante desse contexto favorável, ajustes regionais são esperados. O principal estado produtor do país deve registrar uma leve redução de área plantada, enquanto outras regiões tradicionais, como o Nordeste, projetam estabilidade nos níveis de cultivo. Essa dinâmica reforça o equilíbrio produtivo entre os diferentes polos algodoeiros do Brasil.

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O desempenho da safra 2024/25, já colhida, também merece destaque, superando as expectativas anteriores com uma produção estimada de 4,15 milhões de toneladas. O resultado foi puxado por rendimentos acima do esperado em áreas importantes, além de ganhos pontuais em outras regiões produtoras.

No comércio exterior, a previsão é de que o Brasil mantenha exportações robustas, com embarques ao redor de 3 milhões de toneladas por safra, consolidando o país entre os principais exportadores globais no decorrer de 2025 e início de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

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O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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