AGRONEGÓCIO

Café apresenta ajustes positivos nos preços apesar de dados de exportação

Publicado em

O mercado futuro do café arábica iniciou as negociações desta terça-feira (14) com leves altas nos terminais de Nova York e Londres.

Cenário em Nova York e Londres

Por volta das 09h27 (horário de Brasília), os contratos de julho/24 registravam uma alta de 95 pontos, sendo negociados a 197,05 cents/lbp, enquanto os contratos de setembro/24 apresentavam uma valorização de 85 pontos, cotados a 196,10 cents/lbp. Os contratos de dezembro/24 também registravam alta, com 60 pontos a mais, alcançando 195,10 cents/lbp, e os contratos de março/25 apresentavam uma valorização de 60 pontos, sendo cotados a 194,60 cents/lbp.

Em Londres, o café robusta também registrou ganhos. Os contratos de julho/24 apresentaram uma alta de US$ 17 por tonelada, sendo negociados a US$ 3416, enquanto os contratos de setembro/24 valorizaram US$ 22 por tonelada, atingindo US$ 3348. Os contratos de novembro/24 registraram uma alta de US$ 16 por tonelada, cotados a US$ 3272, e os contratos de janeiro/25 apresentaram uma valorização de US$ 5 por tonelada, alcançando US$ 3171.

Leia Também:  Adevair apresenta projeto para homenagear motorista com nome de rua
Contexto das Exportações

Os preços do café continuam avançando, mesmo com os dados que mostram um recorde nas exportações brasileiras de café no mês de abril. De acordo com o Cecafé, o Brasil exportou 4,2 milhões de sacas no mês passado, registrando também recordes em receita.

Perspectivas e Preparativos no Brasil

No Brasil, os produtores continuam se preparando para o início da colheita. Em algumas regiões, os trabalhos no campo já começaram, confirmando os indicativos de maturação precoce observados anteriormente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

Published

on

As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

Leia Também:  Adevair apresenta projeto para homenagear motorista com nome de rua

A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

Leia Também:  Brasil Mantém Liderança no Mercado Global de Aves

Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA