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Produtor brasileiro segura vendas e soja ganha fôlego no mercado interno, enquanto Chicago sente impacto das tensões entre EUA e China

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Com a atenção voltada às atividades de plantio da safra 2025/26, parte dos sojicultores brasileiros reduziu o ritmo de negociações no mercado spot, o que tem sustentado as cotações da oleaginosa no país. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a menor oferta elevou os preços domésticos e manteve firmes os prêmios de exportação.

A expectativa entre os produtores é de que a demanda chinesa por soja brasileira cresça no último trimestre do ano, impulsionada pelas incertezas nas relações comerciais entre China e Estados Unidos. Do lado da indústria, esmagadoras relatam dificuldades para adquirir novos lotes, diante da escassez de oferta no mercado interno.

Regiões do Sul mantêm estabilidade, mas Paraná se destaca com alta

No Sul do país, o mercado da soja apresenta comportamentos distintos entre os estados. De acordo com a TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul segue com estabilidade e ritmo lento de vendas, reflexo da cautela dos produtores. Nos portos, a saca foi cotada a R$ 135,00, enquanto no interior os preços giraram em torno de R$ 130,00. Em Panambi, houve queda mais acentuada, com o preço de referência recuando para R$ 120,00 por saca.

Em Santa Catarina, o movimento foi de valorização, sustentado pela forte demanda interna. A saca de soja chegou a R$ 136,94 no porto de São Francisco do Sul, reflexo das compras aquecidas de cooperativas e indústrias locais.

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Já o Paraná registrou uma expressiva alta no físico, com dissociação frente ao cenário internacional. As cotações variaram entre R$ 127,00 e R$ 139,00 por saca, dependendo da praça de negociação, com destaque para o porto de Paranaguá, onde o valor atingiu R$ 139,04.

Centro-Oeste mostra estabilidade e plantio acelerado

No Mato Grosso do Sul, o mercado físico manteve-se estável, ainda que com algumas altas pontuais. As cotações giraram entre R$ 124,00 e R$ 124,50 por saca em regiões como Dourados, Campo Grande e Chapadão do Sul. Segundo analistas, o cenário reflete a postura defensiva dos produtores diante da volatilidade externa, ao mesmo tempo em que o plantio da nova safra avança em ritmo acelerado.

No Mato Grosso, principal estado produtor do país, as cotações também permaneceram firmes, variando entre R$ 118,00 e R$ 121,00 por saca. O plantio ocorre de forma cautelosa, com produtores atentos às condições climáticas e ao comportamento do mercado internacional.

Soja sobe em Chicago, mas tensões geopolíticas seguem pesando

Na Bolsa de Chicago (CBOT), a soja iniciou a semana com leves altas após uma sequência de quedas. Por volta das 7h15 (horário de Brasília) desta segunda-feira (13), os contratos mais negociados subiam entre 3,25 e 3,75 pontos, com o vencimento de novembro cotado a US$ 10,08 por bushel. O farelo e o óleo de soja também apresentaram ganhos, sustentando o movimento positivo.

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De acordo com Eduardo Vanin, diretor da Agrinvest Commodities, produtores norte-americanos têm evitado novas vendas à espera de subsídios do governo, o que ajuda a limitar a oferta e dá suporte aos preços. Ainda assim, o ambiente segue pressionado pela piora nas relações comerciais entre os Estados Unidos e a China.

Tensões entre EUA e China derrubam cotações e ampliam incertezas

Na semana anterior, o mercado em Chicago encerrou em queda, com o contrato de novembro recuando 1,52%, para US$ 1.006,75 por bushel. Segundo a TF Agroeconômica, as declarações do ex-presidente Donald Trump sobre possíveis aumentos de tarifas a produtos chineses intensificaram o clima de tensão, pressionando as commodities agrícolas.

O farelo de soja também caiu 0,85%, enquanto o óleo recuou 1,95%. A China, em resposta às restrições dos EUA, anunciou novas tarifas e revisões nas regras de exportação de terras raras, elevando as incertezas no comércio global.

Essas tensões têm afetado diretamente os produtores norte-americanos, que aguardavam a retomada das exportações para o país asiático. No acumulado da semana, a soja registrou queda de 1,11%, ampliando o alerta sobre os efeitos geopolíticos na rentabilidade da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto esportivo em Cuiabá aposta no futebol para transformar vidas de crianças

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O projeto Bom de Bola, Bom de Escola realizou, no início da noite desta sexta-feira, o lançamento das atividades no miniestádio do bairro Pedregal, em Cuiabá. O encontro reuniu alunos, familiares, professores e coordenadores para apresentar o funcionamento das aulas, os critérios de participação e a equipe responsável pelo acompanhamento de cerca de 600 alunos-atletas atendidos pelo programa, distribuídos em quatro polos da capital: Pedregal, Pedra 90, CPA IV e Três Barras, nesta sexta-feira (3).

Os treinamentos no Pedregal começam na próxima segunda-feira (6). A primeira semana será destinada à entrega de uniformes, organização das turmas, conferência de horários e dos tamanhos dos materiais esportivos. Durante o período de férias escolares, a coordenação informou que não haverá cobrança de frequência dos participantes que estiverem viajando ou impossibilitados de comparecer.

A comunicação com os alunos e responsáveis será feita exclusivamente por grupos de WhatsApp, onde serão repassadas informações sobre horários, eventuais alterações nas atividades e demais orientações do projeto.

Coordenador de projetos do Instituto Dourado e do Cuiabá Esporte Clube, Roney Schultze explicou que o projeto alia a prática esportiva à formação educacional e cidadã, tendo como principal objetivo promover inclusão social por meio do futebol.

“O futebol é uma importante ferramenta para alcançarmos objetivos sociais. Ele promove inclusão, integração e desenvolvimento, além de despertar o interesse das crianças. Nosso foco principal é formar cidadãos, sem deixar de oferecer oportunidades para que talentos sejam identificados e possam seguir carreira no esporte”, afirmou.

Segundo Schultze, o Instituto Dourado atua como braço social do Cuiabá Esporte Clube, sendo responsável pela gestão dos projetos sociais desenvolvidos em parceria com o clube.

Durante a reunião com pais e alunos, o coordenador também destacou que a permanência no projeto dependerá do comprometimento dos participantes tanto nos treinamentos quanto na escola. A frequência mínima exigida é de 75%, além da apresentação do boletim escolar e do acompanhamento da assiduidade nas aulas.

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“O talento é importante, mas a disciplina também. Vamos acompanhar a frequência escolar, o rendimento dos alunos e o comprometimento dentro do projeto. Queremos formar cidadãos e atletas responsáveis”, ressaltou.

Ele informou ainda que os participantes receberão uniforme completo, bolas e squeezes fornecidos por parceiros do projeto. Os materiais permanecerão com os alunos que cumprirem os critérios de participação e frequência estabelecidos.

Formação dentro e fora de campo

Professor do projeto, Yuri Melo explicou que a metodologia vai além do ensino dos fundamentos do futebol.

“O trabalho começa pelo desenvolvimento socioafetivo e motor dos alunos. Também acompanhamos o desempenho escolar, a frequência e o comportamento, sempre em parceria com as escolas e com as famílias. Nosso objetivo é formar cidadãos disciplinados. O desenvolvimento técnico acontece como consequência desse processo”, afirmou.

Segundo o professor, as categorias mais novas terão prioridade no desenvolvimento psicomotor, enquanto os alunos mais velhos passarão gradativamente pelo ensino dos fundamentos do futebol.

Também integrante da equipe técnica, o professor Odil Soares, ex-jogador profissional, destacou a importância da participação das famílias.

“Esperamos construir uma boa parceria entre professores, pais e alunos para contribuir na formação desses jovens. Nosso compromisso é oferecer o melhor trabalho possível durante todo o projeto”, disse.

O professor Moisés, formado em Educação Física, reforçou que o acompanhamento familiar será fundamental para a evolução dos participantes.

“Queremos que os pais acompanhem de perto o desenvolvimento dos filhos. Vamos trabalhar com dedicação, respeitando os sonhos de cada criança e incentivando seu crescimento dentro e fora do esporte”, afirmou.

Sonho de crescer no futebol

Entre os alunos, a expectativa para o início das atividades é grande. O estudante Pedro Henrique, que atua como zagueiro, afirmou que pretende aproveitar a oportunidade para buscar uma vaga nas categorias de base.

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“Meu sonho é entrar em um clube de base. Vou continuar estudando e treinando para isso”, disse.

O aluno Enzo Gabriel espera evoluir tecnicamente durante as aulas.

“Quero jogar bola e melhorar”, resumiu.

Já Davi Armando, de nove anos, acredita que o projeto poderá ajudá-lo a alcançar o sonho de atuar no futebol profissional.

“Quero crescer no futebol e um dia jogar na Europa. Acho que o projeto pode me ajudar porque tem professores bons e disciplina”, afirmou.

Expectativa das famílias

A servidora pública Edileide Vânia de Almeida Santos, mãe de um dos participantes, vê na iniciativa uma oportunidade de desenvolvimento para as crianças.

“A expectativa é muito grande. Esperamos que daqui saiam jovens com um futuro melhor e que o projeto ajude a desenvolver o potencial deles”, disse.

A diarista Ivonete Pereira de Lima, avó de um dos alunos, contou que incentiva o neto a participar de projetos esportivos.

“Ele sonha em ser jogador de futebol, e nós acreditamos que essas oportunidades podem abrir caminhos para o futuro dele”, afirmou.

Esporte como ferramenta de inclusão

Presente no lançamento, a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou a importância da iniciativa para o desenvolvimento social de crianças e adolescentes.

“O esporte ajuda a afastar crianças e adolescentes de situações de vulnerabilidade e incentiva a permanência na escola. O próprio nome do projeto reforça essa proposta: ser bom de bola, mas também ser bom de escola. Nosso objetivo é contribuir para a formação de cidadãos preparados para o futuro”, afirmou.

O lançamento no Pedregal foi o terceiro realizado pelo projeto. A programação será concluída neste sábado (4), às 9h, com o encontro de apresentação no polo do bairro Três Barras.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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