AGRONEGÓCIO

Primeira-dama destaca impacto para mães cuiabanas com novo CMI

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A vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris, participou da vistoria técnica e entrega da obra do Centro Médico Infantil Antonny Gabriel de Souza Gomes de Moraes (CMI), o primeiro hospital 100% pediátrico da capital, com capacidade para atender 18 mil crianças por mês. A ação aconteceu no domingo (12), Dia das Crianças.

Ao lado da secretária da Mulher, Hadassah Suzannah Beserra de Sousa, Samantha destacou que o novo espaço, além de representar um avanço na saúde infantil, é também uma política pública voltada diretamente às mulheres. “Quando uma mãe sabe que seu filho está bem cuidado, ela está melhor. Essa é uma conquista que reflete cuidado com as crianças, mas também com as mães cuiabanas. Quem depende do SUS merece uma estrutura de qualidade, um hospital de qualidade, um atendimento de qualidade e é isso que o CMI representa”, afirmou.

A secretária Hadassah reforçou o caráter simbólico da inauguração neste 12 de outubro. “Hoje é Dia das Crianças, mas também é um grande presente para as mães. Como secretária da Mulher, me emociona ver um espaço tão lindo, pensado com amor e respeito. Que cada criança atendida aqui receba, além da estrutura moderna, o olhar humano que essa equipe tem para oferecer”, disse.

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O CMI, erguido ao lado do antigo Pronto-Socorro de Cuiabá, recebeu R$ 11,8 milhões em investimentos e foi totalmente reestruturado após anos de abandono. Conta com consultórios, salas de risco, observação, medicação, exames, farmácia, odontopediatria e áreas de descanso para profissionais.

Durante a vistoria, o prefeito Abilio Brunini apresentou a unidade a vereadores, imprensa e à população, e reafirmou o compromisso da gestão em inaugurar o hospital até o final de novembro. O nome da unidade homenageia o pequeno Antonny Gabriel, garoto cuiabano que faleceu após um atendimento precário e cuja história inspirou a criação do centro.

“Cada parede desse hospital carrega uma promessa: a de que nenhuma criança cuiabana vai ficar sem cuidado. O CMI nasce do amor e da memória de Antonny”, disse o prefeito.

Entre aplausos e olhares emocionados, o novo Centro Médico Infantil foi apresentado como símbolo de reconstrução da saúde pública e de fortalecimento das políticas de cuidado — com as crianças, com as mães e com as famílias cuiabanas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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