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Feira da Praça da República tem recorde de expositores cinco meses

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A 5ª edição da Feira da Agricultura Familiar e Solidária bateu recorde de participantes na Praça da República, reunindo aproximadamente 90 expositores. Além dos itens tradicionais, muitos comerciantes que não possuem ponto fixo se juntaram ao grupo já consolidado. Boa parte deles já se prepara para o próximo evento, que será realizado na segunda-feira (13), na Praça Alencastro.

“Tivemos um número maior de participantes nas áreas de artesanato, confecção e gastronomia. E ainda não estavam todos os que habitualmente participam, devido às altas temperaturas. Não temos como mensurar o volume total de vendas, já que cada expositor é independente. Mas a variedade de produtos atendeu a diversos gostos e paladares”, explicou o coordenador de eventos da Secretaria Municipal de Agricultura, Luís Alberto Rodrigues Leite.

“Nesse formato ficou ótimo, as tendas e bancas foram bem distribuídas, o que deu uma visão geral de tudo”, destacaram Gracy e Carlos Fernandes, da Di Feira Delícias Regionais, que expõem doces caseiros, temperos, pimentas em conserva, bala baiana de coco e outros produtos típicos.

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Para “a empresária das ruas”, ou Mãe Kaká, como se apresenta, a feira foi abençoada e de bons negócios. “Cheguei um pouco atrasada, mas, depois que expus os produtos, graças a Deus, foi um bom dia de vendas.” Pães, cucas e tortas estão entre as especialidades que ela produz e comercializa no evento.

Zeni Ávila também saiu satisfeita. “Para mim foi uma experiência maravilhosa, onde pudemos contribuir com nossos lanches naturais. Só tenho a agradecer a toda a equipe, liderada pelo senhor Luís, que nos acolheu muito bem”, frisou.

A Prefeitura de Cuiabá realiza o evento por meio da Secretaria Adjunta de Agricultura, vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, e conta com o apoio das Secretarias Municipais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Ordem Pública (Sorp), Limpurb, Águas Cuiabá, Energisa e Polícia Militar.

OUTUBRO TEM MAIS

As próximas edições da Feira da Agricultura Familiar e Solidária estão previstas para os dias 13, na Praça Alencastro, e 20, na Praça Ipiranga.

Interessados em participar podem procurar a coordenação do evento na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, no bairro Poção, em Cuiabá.

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#PraCegoVer
A imagem mostra parte da feira, com diversas tendas de cobertura predominantemente azul, que abrigam os expositores. Prédios históricos compõem o cenário ao fundo e nas laterais.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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