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Sistema Faemg Senar e Cemig Agro fortalecem diálogo com produtores rurais em Ponte Nova

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No dia 30 de setembro, dezenas de produtores rurais de Ponte Nova e municípios vizinhos participaram de uma reunião promovida pelo Sistema Faemg Senar em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Ponte Nova, para debater o Programa Cemig Agro.

O encontro teve como objetivo aproximar a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) do setor produtivo rural, criando um canal direto de comunicação para apresentação de investimentos, esclarecimento de dúvidas e acolhimento de demandas dos produtores.

Cemig Agro busca soluções junto ao campo

A superintendente do Cemig Agro, Cicéli Martins, destacou que o propósito do programa é ouvir as necessidades do campo e transformá-las em soluções concretas.

“O produtor rural precisa ser escutado, e transformar dificuldades em soluções é a missão do Cemig Agro. Estar aqui em Ponte Nova é parte desse compromisso”, afirmou.

Durante o encontro, produtores rurais aproveitaram o espaço para apresentar reivindicações e sugestões. O produtor e vereador de Acaiaca, Eliseyev Teixeira, elogiou a iniciativa e ressaltou a importância do contato direto com a empresa.

“A reunião foi muito importante, porque tirou muitas dúvidas nossas direto com quem resolve. Fiz reclamações sobre o atendimento pelo 116 e sobre o furto de cabos de energia em nosso município, e a Cemig se comprometeu a trocar”, explicou.

O vereador de Urucânia, José Luiz da Anunciação, também participou e levou as demandas das comunidades rurais.

“Os conhecimentos compartilhados aqui refletem as necessidades dos produtores da nossa região. Vou repassar o contato direto do Cemig Agro para todos. Esse programa, com o apoio do Sistema Faemg Senar, vai fortalecer nossa agricultura e gerar desenvolvimento”, destacou.

Parceria fortalece o agronegócio mineiro

A analista técnica do Sistema Faemg Senar e integrante do conselho de consumidores da Cemig, Aline Veloso, ressaltou que reuniões como a de Ponte Nova são fundamentais para o fortalecimento do programa.

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“Os problemas de cada região precisam ser compreendidos pela distribuidora para que as melhorias nas redes e nas equipes de campo sejam efetivas. A expectativa é garantir um fornecimento mais estável de energia, permitindo que o produtor siga produzindo e desenvolvendo sua região”, afirmou.

Cemig anuncia investimentos de R$ 44 milhões

Durante o encontro, o superintendente regional da Cemig, José Roberto Paifer, apresentou os investimentos previstos para a região e as ações em andamento para aprimorar o atendimento no meio rural.

Segundo ele, está prevista para 2026 a construção de uma nova subestação, com investimento estimado em R$ 44 milhões.

“Estamos intensificando a manutenção da rede elétrica e realizando obras de melhoria em cidades como Abre Campo e Rio Doce. Também reforçamos as equipes e a logística para garantir mais qualidade no fornecimento de energia”, destacou Paifer.

Dia de Campo integra capacitação e inovação

A reunião fez parte da programação do Dia de Campo, realizado pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Ponte Nova, em parceria com o Sistema Faemg Senar, Emater e Epamig, com apoio da prefeitura local.

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O evento reuniu mais de 150 participantes de cinco municípios e contou com estações técnicas voltadas à piscicultura de corte e ornamental, cafeicultura, apicultura, bovinocultura de leite e feijão.

O diretor do Sindicato Rural, Chico Augusto, avaliou o encontro como extremamente positivo.

“Foi um dia valioso para os produtores, que puderam trocar experiências, ampliar conhecimentos e interagir com profissionais e instituições que fazem a diferença no agronegócio mineiro”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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