Saúde

Hospitais privados e filantrópicos de sete estados vão ampliar atendimento aos pacientes do SUS pelo Agora Tem Especialistas

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Dez hospitais privados e filantrópicos de sete estados brasileiros vão atender os pacientes do SUS pelo Agora Tem Especialistas. As novas adesões ao programa do governo federal, que visa reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, foram anunciadas nesta sexta-feira (3) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Belém (PA).  

Da capital paraense, Alexandre Padilha participou de um evento online com as instituições que agora participam do programa, ampliando a oferta de serviços de saúde de média e alta complexidade para a rede pública. Elas estão localizadas nos estados do Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Sul.  

Gostaria de agradecer, de forma especial, aos hospitais que já aderiram a essa iniciativa, inédita no SUS, e que reforça a parceria e o compromisso em ampliar o atendimento especializado para a população que mais precisa. Esse resultado é fruto de muito diálogo, responsabilidade e de uma negociação bem articulada com os gestores locais. É um trabalho construído de forma colaborativa e alinhada ao SUS, o que fortalece ainda mais a capacidade de resposta do sistema às necessidades da população”, afirmou o ministro Padilha. 

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Entre os hospitais que anunciaram participação no Agora Tem Especialistas, três são privados:  o Cinthia Charone, em Belém (PA); o Francisco Hospital e Maternidade/Neotin, em Niterói (RJ); e o Santa Terezinha, em Sousa (PB). Os outros sete são filantrópicos: a Santa Casa de Recife e o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), em Recife (PE); a Santa Casa de Sobral e a Santa Casa de Fortaleza, em Sobral (CE) e Fortaleza (CE); a Santa Casa de Porto Alegre, em Porto Alegre (RS); a Beneficente Portuguesa, em Belém (PA); e o Instituto de Oncologia e Ciências Médicas/Feluma, em Belo Horizonte (MG).   

Em contrapartida aos atendimentos prestados em áreas essenciais para o SUS como oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia -, esses estabelecimentos de saúde receberão até R$ 2 bilhões por ano em créditos financeiros, usados para abatimento de dívidas federais, vencidas ou a vencer.   

Troca de dívidas por mais atendimentos para o SUS 

Iniciativa inédita, a troca de dívidas federais por mais atendimentos para os pacientes da rede pública é um mecanismo inovador do Agora Tem Especialistas. Ela integra um conjunto de ações do programa, que mobiliza toda a estrutura de saúde do país, a pública e a privada.  

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Para participarem, os hospitais privados e filantrópicos devem manifestar interesse e informar os serviços que têm a oferecer. Em seguida, após avaliar a capacidade técnica e operacional desses estabelecimentos, o Ministério da Saúde verifica se a oferta de serviços disponibilizada atende às demandas do SUS nos estados e municípios.   

Com o pedido de adesão aprovado, os estabelecimentos de saúde são credenciados e passam a fazer parte de uma espécie de prateleira de serviços, disponibilizada aos gestores de saúde municipais e estaduais. Esses serviços serão usados para suprir as necessidades locais e regionais da rede pública de saúde.  

Atualmente, o Ministério da Saúde analisa 190 manifestações de interesse dos hospitais privados e filantrópicos.  

Talita de Souza 
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil completa 10 anos sem raiva humana transmitida por cães e reforça vacinação antirrábica na fronteira

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O Brasil completa, em 2026, dez anos sem registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes de cães (AgV1 e AgV2). Para reforçar a prevenção e o controle da doença, especialmente nas áreas de fronteira, o Ministério da Saúde realiza neste sábado (22) a abertura simultânea da Campanha de Vacinação Antirrábica Canina e Felina na Fronteira, com mobilizações no Acre, em Rondônia, no Mato Grosso do Sul e na Bolívia, reunindo representantes do Brasil, da Bolívia e do Peru.

Para apoiar a campanha, o Ministério da Saúde disponibilizou vacinas antirrábicas para cães e gatos e materiais para as ações de vacinação nos três municípios brasileiros, além de apoiar atividades na Bolívia e no Peru. Foram fornecidos equipamentos como caixas térmicas, termômetros, cambões, cordas e focinheiras, utilizados para garantir a conservação adequada das vacinas e a segurança dos profissionais e dos animais.

“Essa ação fortalece a vigilância integrada da raiva e a vacinação de cães e gatos em regiões de fronteira, onde a circulação de pessoas e animais entre diferentes países exige ações coordenadas de prevenção e controle”, explica o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis (DEDT), Francisco Edilson Ferreira.

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CIRCULAÇÃO DO VÍRUS

Apesar de o país não registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes caninas há uma década, o vírus continua circulando entre animais silvestres, principalmente morcegos, primatas e raposas.

O cenário reforça a importância de manter a vacinação de cães e gatos, a vigilância de animais suspeitos e, principalmente, a procura rápida por atendimento de saúde após situações de risco.

Entre 2016 e 2026, foram confirmados 37 casos de raiva humana no Brasil, todos associados a variantes silvestres. Os morcegos estiveram envolvidos em 22 casos. Também houve registros relacionados a primatas (7), felinos infectados com variante de morcego (4), raposas (2), cão infectado com variante de morcego (1) e bovino infectado com variante de morcego (1).

TRATAMENTO NO SUS

A raiva é uma doença viral grave, com alta taxa de letalidade o início dos sintomas. Em caso de mordida, arranhão ou contato de risco com a saliva de mamíferos, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, mesmo que o ferimento pareça pequeno.

Após avaliação, o profissional de saúde indicará, quando necessário, a profilaxia antirrábica, que pode incluir vacina e soro ou imunoglobulina. Também é importante evitar o contato com morcegos e outros animais silvestres encontrados mortos ou com comportamento incomum. A profilaxia antirrábica humana é oferecida gratuitamente pelo 

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Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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