Saúde

Fundação Pró-Sangue faz apelo por doações antes do feriado

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Às vésperas do feriado prolongado do Dia de Finados, celebrado na próxima quinta-feira (2), o governo de São Paulo divulgou informe em que busca mobilizar a população a doar sangue para garantir o abastecimento de bancos da Fundação Pró-Sangue. A preocupação das autoridades é com a possibilidade de aumento da demanda no período, devido ao movimento intenso nas estradas, o que pode gerar mais acidentes.

Atualmente, os estoques de sangue dos tipos O+ e O- estão em nível crítico na fundação, o que significa que a quantidade disponível é suficiente para atender pacientes em até dois dias, em média. Já os tipos A- e B- estão em alerta para possível desabastecimento.

Segundo a diretora de Relações Externas e Intercâmbios da entidade, Carla Luana, em feriados, os estoques tendem a cair de 30% a 40%. “Por isso, pedimos que as pessoas compareçam aos hemocentros antes dos feriados. Uma doação pode beneficiar pelo menos três pacientes. A bolsa de concentrado de hemácias tem validade de 42 dias e o plasma, de pelo menos um ano”, explica.

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Mensalmente, a fundação coleta e processa aproximadamente 10 mil bolsas de sangue, destinadas ao atendimento de mais de 80 instituições públicas de saúde da rede estadual. Algumas das unidades às quais distribui o sangue coletado são o Hospital das Clínicas, o Instituto do Coração, o Instituto do Câncer de São Paulo e o Hospital Dante Pazzanese.

Requisitos básicos para doação:

• Boas condições de saúde;

• Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos;

• Pesar no mínimo 50 quilos;

• Estar descansado;

• Estar alimentado (sem alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem o procedimento);

• Apresentar documento original com foto recente.

Principais impedimentos temporários:

• Resfriado (aguardar sete dias após desaparecimento dos sintomas);

• Gravidez;

• Amamentação;

• Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação;

• Situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis;

• Exames endoscópicos, extração dentária e cirurgias com anestesia geral;

• Vacinas (consultar Pró-Sangue ou outro local de doação);

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• Viagens (consultar Pró-Sangue ou outro local de doação).

Principais impedimentos definitivos:

• Evidência clínica ou laboratorial de doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue, como hepatites B e C, HIV e doença de Chagas;

• Uso de drogas ilícitas injetáveis.

A lista completa com os requisitos pode ser acessada no site www.prosangue.sp.gov.br. O horário de atendimento dos postos e outras informações também estão disponíveis de forma online.

Fonte: EBC SAÚDE

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Saúde

Brasil completa 10 anos sem raiva humana transmitida por cães e reforça vacinação antirrábica na fronteira

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O Brasil completa, em 2026, dez anos sem registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes de cães (AgV1 e AgV2). Para reforçar a prevenção e o controle da doença, especialmente nas áreas de fronteira, o Ministério da Saúde realiza neste sábado (22) a abertura simultânea da Campanha de Vacinação Antirrábica Canina e Felina na Fronteira, com mobilizações no Acre, em Rondônia, no Mato Grosso do Sul e na Bolívia, reunindo representantes do Brasil, da Bolívia e do Peru.

Para apoiar a campanha, o Ministério da Saúde disponibilizou vacinas antirrábicas para cães e gatos e materiais para as ações de vacinação nos três municípios brasileiros, além de apoiar atividades na Bolívia e no Peru. Foram fornecidos equipamentos como caixas térmicas, termômetros, cambões, cordas e focinheiras, utilizados para garantir a conservação adequada das vacinas e a segurança dos profissionais e dos animais.

“Essa ação fortalece a vigilância integrada da raiva e a vacinação de cães e gatos em regiões de fronteira, onde a circulação de pessoas e animais entre diferentes países exige ações coordenadas de prevenção e controle”, explica o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis (DEDT), Francisco Edilson Ferreira.

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CIRCULAÇÃO DO VÍRUS

Apesar de o país não registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes caninas há uma década, o vírus continua circulando entre animais silvestres, principalmente morcegos, primatas e raposas.

O cenário reforça a importância de manter a vacinação de cães e gatos, a vigilância de animais suspeitos e, principalmente, a procura rápida por atendimento de saúde após situações de risco.

Entre 2016 e 2026, foram confirmados 37 casos de raiva humana no Brasil, todos associados a variantes silvestres. Os morcegos estiveram envolvidos em 22 casos. Também houve registros relacionados a primatas (7), felinos infectados com variante de morcego (4), raposas (2), cão infectado com variante de morcego (1) e bovino infectado com variante de morcego (1).

TRATAMENTO NO SUS

A raiva é uma doença viral grave, com alta taxa de letalidade o início dos sintomas. Em caso de mordida, arranhão ou contato de risco com a saliva de mamíferos, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, mesmo que o ferimento pareça pequeno.

Após avaliação, o profissional de saúde indicará, quando necessário, a profilaxia antirrábica, que pode incluir vacina e soro ou imunoglobulina. Também é importante evitar o contato com morcegos e outros animais silvestres encontrados mortos ou com comportamento incomum. A profilaxia antirrábica humana é oferecida gratuitamente pelo 

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Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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