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Exportações de carne de frango somam 440,5 mil toneladas em setembro/25, mas receita recua frente a 2024

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Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (29) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume de carne de frango exportado até a quarta semana de setembro/25 atingiu 440,5 mil toneladas, incluindo aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas.

Em 2024, o mesmo período registrou 451,3 mil toneladas exportadas em 21 dias úteis, indicando que o volume anual está levemente abaixo do ano passado.

Média diária de exportação cresce 2,5%

A média diária exportada até a quarta semana de setembro/25 foi de 22.025 toneladas, representando um avanço de 2,5% em relação à média diária do ano anterior, que ficou em 21.400 toneladas.

Apesar do aumento na movimentação diária, outros indicadores mostram ajustes no mercado devido à variação de preços.

Preço médio cai e impacta faturamento

O preço médio da carne de frango exportada no período caiu para US$ 1.764,5 por tonelada, uma redução de 8% em comparação com setembro de 2024, quando estava próximo de US$ 1.918,0 por tonelada.

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Essa queda de preços resultou em receita total de US$ 777,26 milhões, frente aos US$ 866,07 milhões obtidos no mesmo período do ano passado.

A média diária de faturamento também recuou para US$ 38,86 milhões, apresentando retração de 5,8% frente à média diária registrada em setembro/24 (US$ 41,24 milhões).

Contexto do mercado de carne de frango

Apesar do recuo no preço e na receita, o aumento do volume diário exportado indica uma demanda consistente no mercado externo, mesmo diante de ajustes no valor negociado. O desempenho sugere que os exportadores buscam compensar a queda do preço médio com maior movimentação de carga.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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