Várzea Grande

Pela primeira vez, Executivo abre diálogo com subsíndicos para tratar de soluções ao abastecimento

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O crescimento acelerado de novos condomínios não foi acompanhado pela ampliação das redes de distribuição, o que gera instabilidade no fornecimento. Telemetria chega como novidade de gestão para DAE e consumidores

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), o diretor-presidente do DAE/VG, tenente-coronel Zilmar Dias, e a equipe operacional da autarquia se reuniram no final da tarde desta segunda-feira (29) com subsíndicos do Condomínio Chapada dos Guimarães, para debater soluções diante das dificuldades enfrentadas pelos moradores com a falta de água. O encontro marcou um momento inédito de diálogo direto entre o poder público e os representantes do condomínio, que reúne cerca de 2 mil moradores.

Durante a reunião, a gestão municipal apresentou os problemas estruturais que impactam o abastecimento da região. O crescimento acelerado de novos condomínios não foi acompanhado pela ampliação das redes de distribuição, o que gera instabilidade no fornecimento, sobretudo nos finais de semana, quando o consumo aumenta.

O DAE informou que trabalha em um estudo para ampliar a reservação de água, interligar as redes de todas as estações de tratamento e implantar um sistema de pré-tratamento na ETA Cristo Rei, com o objetivo de garantir maior eficiência diante da alta turbidez do rio Cuiabá.

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Além das medidas estruturais, foram definidas ações imediatas. O DAE instalará sensores de telemetria no condomínio, permitindo o acompanhamento em tempo real do nível do reservatório. Sempre que o volume cair abaixo de 30%, será acionado o envio de caminhões-pipa. Também será feita a troca do hidrômetro principal e um acompanhamento técnico, durante uma semana, para verificar o resultado das mudanças.

A prefeita Flávia Moretti destacou que a gestão está atenta às demandas da população. “Sabemos da dificuldade que é ficar sem água, especialmente aos finais de semana. Nosso papel é ouvir, planejar e agir para que situações como essa tenham resposta rápida e definitiva.”

O diretor-presidente do DAE, Zilmar Dias, ressaltou o empenho das equipes técnicas: “Nossos profissionais trabalham incansavelmente para melhorar o abastecimento em toda a cidade. Esse diálogo com os moradores é essencial para alinhar ações emergenciais e estruturais.”

O subsíndico Anderson Schumacher avaliou a reunião como positiva e destacou a importância da proximidade com o poder público: “Viemos buscar soluções a curto e longo prazo e saímos com respostas satisfatórias. Esse canal aberto com a prefeitura e com o DAE nos dá mais segurança de que nossas demandas estão sendo ouvidas.”

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Na ocasião, a prefeita também anunciou o andamento de um pacote de investimentos do governo do Estado destinado à manutenção, interligações de rede, troca de equipamentos e outras melhorias no sistema de abastecimento de Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Mordida de cachorro: saiba quando é necessário tomar vacina antirrábica

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Uma simples mordida ou arranhão de cachorro pode exigir atenção. Em casos de acidentes com animais domésticos ou de rua, o paciente deve procurar uma unidade de saúde para avaliação médica, já que existe o risco de transmissão da raiva, doença grave e quase sempre fatal após o aparecimento dos sintomas.

De acordo com a enfermeira da Vigilância em Saúde, Maria José Neves, a primeira medida após a mordida é lavar o local com água corrente e sabão em abundância, além de procurar atendimento médico o mais rápido possível.

ANIMAIS DOMÉSTICOS – Se o animal for domiciliado, saudável e puder ser acompanhado, a orientação é mantê-lo em observação por 10 dias. Durante esse período, é importante verificar se o cachorro apresenta mudanças bruscas de comportamento, como agressividade, salivação excessiva, dificuldade para engolir, medo da água, tendência a se esconder da claridade, paralisia ou sinais neurológicos.

Caso o animal permaneça saudável ao final dos 10 dias, normalmente não há necessidade de completar o esquema antirrábico. Porém, se o cachorro adoecer, morrer ou desaparecer nesse período, a pessoa deve retornar imediatamente ao serviço de saúde para iniciar ou complementar a vacinação.

ANIMAIS DE RUA – Nos casos envolvendo cães de rua ou animais desconhecidos, que não podem ser observados, a recomendação é iniciar a profilaxia antirrábica, conforme avaliação médica.

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O esquema vacinal geralmente é realizado em quatro doses, aplicadas nos dias 0 (dose inicial), 3, 7 e 14. Em situações consideradas graves, também pode ser necessário o uso do soro antirrábico.

Entre os casos considerados graves estão mordidas profundas, múltiplos ferimentos, lesões em mãos, pés, rosto e mucosas, além de ataques de animais silvestres ou morcegos.

SINTOMAS EM HUMANOS – Os primeiros sintomas da raiva em seres humanos podem incluir febre, dor de cabeça, mal-estar, fraqueza e sensação de formigamento ou dor no local da mordida. Com a evolução da doença, o paciente pode apresentar ansiedade, agitação, dificuldade para engolir, espasmos musculares, confusão mental e paralisia. Após o surgimento dos sintomas, a doença apresenta alta taxa de mortalidade.

CUIDADOS IMPORTANTES – Além da vacina contra a raiva, a equipe de saúde também avalia a necessidade de vacina antitetânica e uso de antibióticos, dependendo da gravidade do ferimento.

Maria José alerta que a raiva não tem cura e pode levar à morte caso o paciente desconsidere a importância de uma avaliação médica após mordedura de animal.

“Muitas vezes não levamos a sério a mordida de um cão ou gato, e isso pode resultar em algo muito grave se não tomarmos os cuidados necessários”, alerta a enfermeira.

A médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), Amanda Nunes, orienta a população a evitar contato com animais desconhecidos, principalmente cães e gatos em situação de rua, além de nunca tocar em morcegos ou animais silvestres.

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“É de suma importância que a população, principalmente crianças e pessoas curiosas, não toque em animais que não conhece, nem em animais de rua ou silvestres, como capivaras. Eles podem transmitir a raiva”, reforça.

ATENDIMENTO NO MUNICÍPIO – Em Várzea Grande, pacientes vítimas de mordidas podem buscar atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande (HPSVG) para avaliação e encaminhamento da vacina antirrábica humana.

No município, a raiva animal está erradicada desde 2015. A equipe do CCZ segue monitorando a situação para manter Várzea Grande livre da doença.

A veterinária Amanda Nunes orienta que, em casos suspeitos ou para mais informações sobre a doença, a população pode entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses pelo WhatsApp (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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