AGRONEGÓCIO

Irrigação por gotejamento impulsiona agricultura regenerativa e recuperação de solos no Brasil

Publicado em

A agricultura regenerativa vem se consolidando como estratégia para recuperar áreas degradadas sem comprometer a produtividade. No Brasil, especialmente na agricultura tropical, os solos exigem práticas sustentáveis que mantenham sua vitalidade diante do clima quente e úmido.

Nesse cenário, a irrigação localizada, em especial o gotejamento, surge como ferramenta essencial para o manejo eficiente da água e a recomposição da fertilidade do solo.

Gotejamento protege solo e estimula vida microbiológica

“O gotejamento leva a água exatamente à zona radicular da planta, sem excessos nem desperdícios, preservando a estrutura do solo e criando condições ideais para a vida microbiológica”, explica Elidio Torezani, engenheiro agrônomo e diretor da Hydra Irrigações, revenda pioneira da Netafim no Brasil.

A tecnologia é indicada para áreas degradadas, onde o manejo correto da água é fundamental para restaurar a matéria orgânica do solo e favorecer maior infiltração de água, acelerando o processo de recuperação.

Controle da erosão e preservação de nutrientes

A irrigação por gotejamento também reduz a erosão do solo, ao aplicar a água gota a gota e manter a camada superficial intacta. Segundo Torezani, “quando a água é aplicada de forma precisa, os nutrientes permanecem no lugar certo, acelerando a recuperação e mantendo a produtividade”.

Leia Também:  Pará bate recorde na movimentação portuária e consolida corredor logístico estratégico da Amazônia
Uso eficiente da água e expansão sustentável

O Brasil possui 53,4 milhões de hectares com potencial irrigável, segundo estudo da Esalq/USP em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MIDR). A irrigação por gotejamento permite até 50% de economia de água em comparação a métodos convencionais, viabilizando a ampliação de áreas irrigadas sem comprometer recursos hídricos.

Estima-se que a expansão sustentável da irrigação pode incrementar em R$ 37,1 bilhões o PIB até 2040, se manejada com eficiência.

Recuperação produtiva de áreas degradadas

Ao combinar irrigação de precisão com práticas regenerativas, o produtor consegue recuperar solos degradados e gerar produção desde cedo. “É possível recuperar e produzir ao mesmo tempo, garantindo sustentabilidade e rendimento”, conclui Torezani.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

Published

on

A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

Leia Também:  Pará bate recorde na movimentação portuária e consolida corredor logístico estratégico da Amazônia

Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

Leia Também:  Crédito rural de 3% ao ano: veja como funciona a nova linha

O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA