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Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher e Vulneráveis é inaugurado

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Alto Araguaia (a 415 km de Cuiabá) ganhou, na quinta-feira (11), um importante equipamento de proteção às mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade. Foi inaugurado oficialmente o Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher e Vulneráveis, instalado na Delegacia de Polícia Civil local. O projeto foi viabilizado por meio de recursos disponibilizados pelo Banco de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), demonstrando o comprometimento do órgão com políticas públicas de proteção.A cerimônia de inauguração reuniu autoridades municipais, estaduais e do Sistema de Justiça, destacando a importância da articulação interinstitucional para o combate à violência contra a mulher. O novo espaço representa mais do que um ambiente físico: é um símbolo de acolhimento, empatia e suporte especializado. O núcleo foi projetado para respeitar as necessidades e singularidades de cada mulher atendida, proporcionando um ambiente seguro e digno durante os momentos mais delicados.A criação do núcleo especializado foi resultado de meses de planejamento e trabalho conjunto entre a Delegacia de Polícia Civil de Alto Araguaia, a Delegacia Regional de Rondonópolis, a Coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e Vulneráveis, além do apoio fundamental do Ministério Público e do Conselho de Segurança Pública (Conseg) local.O delegado titular, Marcos Paulo Batista de Oliveira, destacou durante a solenidade a eficiência da equipe policial local e reconheceu o empenho tanto do Conseg quanto do MPMT para a obtenção dos recursos necessários ao custeio das obras. Segundo ele, essa parceria foi fundamental para transformar o projeto em realidade.A delegada Mariell Antonini Dias Viana, responsável pela Coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e Vulneráveis, enfatizou a importância do amparo adequado às vítimas de crimes dessa natureza. Ela ressaltou a intensa procura e participação da equipe policial de Alto Araguaia nos cursos de capacitação para atendimento às vítimas e dependentes, demonstrando o comprometimento dos profissionais com a qualificação do serviço prestado.O promotor de Justiça, Elton Oliveira Amaral, representando o Ministério Público, elogiou os serviços prestados pelos policiais civis de Alto Araguaia, destacando que a qualidade do trabalho desenvolvido possibilita o início mais célere da persecução penal em juízo, por meio do oferecimento das denúncias.Durante sua fala, o membro do MPMT também fez um alerta importante aos integrantes do Poder Legislativo Municipal presentes sobre a necessidade de prever programas municipais assistenciais e de amparo a mulheres em situação de vulnerabilidade, reforçando que o combate à violência deve ser uma responsabilidade compartilhada entre todas as esferas de poder.A inauguração do Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher e Vulneráveis representa um marco importante na rede de proteção do município. O espaço funcionará como porta de entrada especializada para mulheres que necessitam de apoio, oferecendo atendimento qualificado e humanizado.Estiveram presentes na cerimônia representantes do Poder Judiciário, Poder Executivo Municipal e Poder Legislativo Municipal, além da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso (OAB-MT), do Conselho Tutelar, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.Após a solenidade, foi realizado o corte da fita inaugural, simbolizando o início das atividades do novo núcleo especializado. A iniciativa reforça o compromisso das instituições públicas com a proteção das mulheres e pessoas vulneráveis, consolidando Alto Araguaia como referência no atendimento especializado na região.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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