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Cuiabá é uma das 10 cidades de MT integram programa AdaptaCidades

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A cidade de Cuiabá é uma das dez representantes de Mato Grosso no programa AdaptaCidades, uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) que visa apoiar estados e municípios na elaboração de Planos Municipais de Adaptação à Mudança do Clima. O programa integra a agenda das Cidades Verdes Resilientes, que busca fortalecer a capacidade de resposta dos municípios diante das crescentes alterações climáticas. A escolha das cidades foi baseada em critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Na última sexta-feira (12), a secretária municipal de Meio Ambiente de Cuiabá, Lise Bokorni, participou de uma reunião de mobilização dos municípios, na sede do Consema, na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA). O encontro teve como objetivo divulgar a iniciativa AdaptaCidades e confirmar a participação das cidades.

“O Ministério está fazendo a adesão de aproximadamente 300 municípios em todo o país. Em Mato Grosso, dez cidades foram selecionadas, entre elas Cuiabá. A partir disso, vamos construir um plano municipal específico, com base em estudos climáticos atualizados e estratégias locais de adaptação”, explicou a secretária.

Segundo Bokorni, a participação de Cuiabá no AdaptaCidades é estratégica e urgente. “As mudanças climáticas impactam diretamente a saúde da população, a economia e os recursos naturais. Um período prolongado de seca ou chuvas intensas afeta a produção agrícola, o abastecimento de água, a qualidade do ar e diversos outros setores. Por isso, precisamos estar preparados”, afirmou.

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Durante a reunião, foram apresentados dados e projeções climáticas de longo prazo (até 2048), que indicam variações significativas de temperatura e precipitação na região. Essas informações servirão de base para a formulação do plano local, que incluirá eixos como governança, planejamento urbano, recursos hídricos e segurança alimentar.

Como ação inicial, a secretária destacou o Plano Diretor de Arborização Urbana como uma das primeiras medidas concretas dentro da agenda de adaptação de Cuiabá. “Já temos uma minuta de lei em construção e queremos lançá-la em breve. A arborização tem impacto direto na regulação térmica da cidade e na qualidade de vida da população. Esse será o nosso pontapé inicial”, completou.

O programa AdaptaCidades reforça o compromisso de Cuiabá com a sustentabilidade e a construção de uma cidade mais resiliente, preparada para os desafios climáticos do presente e do futuro. Ao lado de outras nove cidades mato-grossenses, a capital entra em uma nova etapa de planejamento e ação ambiental, com apoio técnico e institucional do Governo Federal.

No âmbito do AdaptaCidades, pretende-se apoiar dez municípios em cada um dos 26 estados e no Distrito Federal, preparando-os para a construção de seus respectivos planos de adaptação. Para atingir esse objetivo, estão previstas a capacitação de agentes locais, a disponibilização de informações sobre riscos climáticos, orientações metodológicas para o planejamento, realização de oficinas e mentorias visando ao fortalecimento das capacidades técnicas de estados e municípios.

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As outras nove cidades de Mato Grosso selecionadas são: Barra do Bugres, Barra do Garças, Cáceres, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra, Várzea Grande e Vila Rica.

Sobre o AdaptaCidades

Lançado pelo Ministério do Meio Ambiente, o programa tem como objetivo principal apoiar os municípios na construção de estratégias locais ou regionais de adaptação à mudança do clima, com foco em ações práticas, baseadas em evidências e integradas às políticas públicas. Ao todo, 300 municípios brasileiros devem ser contemplados, com atenção especial às áreas mais vulneráveis.

#PraCegoVer

A foto mostra um painel da apresentação exibida na reunião na Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Predomina a cor laranja no painel, com o desenho de várias construções que representam uma cidade.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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