AGRONEGÓCIO

Ceará: Inscrições para empresas afetadas pelo tarifaço são prorrogadas

Publicado em

Quase metade das exportações do Ceará (44%) tem como destino os Estados Unidos, especialmente siderurgia, frutas, pescados e pás eólicas. Esse peso tornou o estado um dos mais atingidos pela tarifa extra de 50% aplicada pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros. Mais de 90% da pauta cearense entrou no alcance das novas cobranças, segundo a Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA).

Para tentar reduzir os impactos, o governo estadual prorrogou em 10 dias (até o próximo dia 20) o prazo de inscrições no edital que permite às empresas afetadas redirecionar parte da produção ao mercado interno.

Serão contemplados itens como mel, castanha, filé de peixe, água de coco e cajuína. A iniciativa prevê compras diretas pelo estado ou por prestadores de serviço contratados, com preços definidos pela Secretaria da Fazenda a partir de pesquisas de mercado.

O credenciamento é válido por 120 dias, prorrogáveis, e está aberto a empresas instaladas no Ceará, em situação fiscal e trabalhista regular, que comprovem queda nas vendas para os EUA em comparação com a média do segundo semestre de 2024. O objetivo é garantir fluxo para os produtos e evitar retração da atividade exportadora, preservando empregos e renda.

Leia Também:  Exportações do agronegócio do Brasil em 2023 devem crescer 3% para US$164 bi

Os preços de compra serão definidos pela Secretaria da Fazenda com base em pesquisas de mercado. A documentação deve ser enviada para o e-mail [email protected], e o resultado será divulgado no site da secretaria e no Diário Oficial.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Mercado global de cacau enfrenta pressão macroeconômica e risco climático com volatilidade no radar

Published

on

O mercado internacional de cacau segue sob forte pressão, influenciado por um ambiente macroeconômico adverso e riscos climáticos crescentes no médio e longo prazo. De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, o setor enfrenta uma combinação de custos elevados, demanda irregular e sensibilidade elevada a mudanças nos fundamentos.

A escalada das tensões geopolíticas, especialmente envolvendo Estados Unidos e Irã, tem elevado o prêmio de risco global, impactando diretamente custos logísticos, de energia e seguros — fatores que pressionam toda a cadeia da commodity.

Logística global e custos em alta

Segundo a consultoria, gargalos logísticos em rotas estratégicas vêm agravando o cenário. Interrupções no Estreito de Ormuz e a maior insegurança no Mar Vermelho reduziram o fluxo em corredores importantes como o Canal de Suez, elevando significativamente os custos de frete e transporte.

Esse ambiente também pressiona os preços de insumos, como fertilizantes nitrogenados, ampliando os riscos inflacionários e adicionando volatilidade ao mercado de cacau.

Demanda global mostra comportamento desigual

Do lado da demanda, o desempenho varia entre regiões. A Ásia apresentou crescimento no primeiro trimestre de 2026, com destaque para a Malásia, cuja moagem avançou 8,7%. No consolidado regional, a alta foi de 5,2%, reforçando a importância da região, responsável por cerca de 23% do processamento global.

Leia Também:  Brasil registra crescimento de 7,21% na frota aeroagrícola e consolida segunda maior posição mundial

Em contraste, a Europa registrou queda de 7,8% na moagem, pressionada por níveis historicamente baixos de importação. Nos Estados Unidos, o processamento também recuou no período.

No Brasil, o cenário é mais desafiador. A indústria enfrenta entraves como restrições às importações, mudanças em mecanismos como drawback e incertezas regulatórias, resultando em leve retração na moagem no início do ano.

Superávit global não elimina riscos

Para a safra 2025/26, a Hedgepoint Global Markets projeta um superávit global de aproximadamente 356 mil toneladas. O volume é ligeiramente inferior às estimativas anteriores, refletindo uma recuperação parcial da produção combinada com retração da demanda.

Apesar do saldo positivo, o mercado segue altamente sensível. Pequenas mudanças nos fundamentos podem alterar rapidamente o equilíbrio entre oferta e consumo.

Clima entra no radar para próxima safra

O fator climático ganha relevância à medida que os principais países produtores entram em fases decisivas do ciclo produtivo. A transição entre a safra intermediária e o florescimento da safra principal 2026/27 eleva o nível de atenção do mercado.

Leia Também:  Vandalismo compromete elevador da passarela em frente à rodoviária e gera prejuízos ao erário e à população

A possível intensificação do fenômeno El Niño é um dos principais pontos de risco. Projeções indicam que o evento pode se estender até o fim de 2026 e início de 2027, aumentando a probabilidade de temperaturas elevadas e impactos irregulares na produção.

Historicamente, o El Niño não apresenta efeitos uniformes sobre o cacau, podendo gerar tanto perdas quanto recuperações posteriores, dependendo das condições regionais. Ainda assim, o fenômeno eleva o risco produtivo e exige monitoramento constante.

Perspectivas para o mercado

O cenário atual combina fundamentos mistos: superávit global, demanda enfraquecida em algumas regiões e riscos crescentes no campo climático e logístico.

Para os agentes do agronegócio, o momento exige atenção redobrada à dinâmica global, com foco em custos, comportamento da demanda e evolução das condições climáticas, fatores que devem continuar determinando o rumo dos preços e da oferta nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA