AGRONEGÓCIO

Entregas de fertilizantes no Brasil crescem 10,5% no primeiro semestre de 2025

Publicado em

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro atingiram 20,14 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2025, alta de 10,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registradas 18,23 milhões de toneladas.

Os dados foram divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Apenas em junho, o volume entregue foi de 4,31 milhões de toneladas, avanço de 7,2% sobre o mesmo mês de 2024. O desempenho mantém o setor alinhado às necessidades da safra de grãos, estimada em 345,2 milhões de toneladas.

Mato Grosso lidera consumo de fertilizantes

Entre os estados, o Mato Grosso concentrou a maior fatia das entregas, com 23,9% do total, equivalente a 4,81 milhões de toneladas. Na sequência aparecem:

  • Paraná – 2,88 milhões de toneladas
  • Goiás – 2 milhões de toneladas
  • São Paulo – 2 milhões de toneladas
  • Minas Gerais – 1,69 milhão de toneladas
  • Rio Grande do Sul – 1,50 milhão de toneladas
  • Bahia – 1,2 milhão de toneladas
Leia Também:  Produção de Grãos na Bahia Deve Crescer em 2025, Apontam IBGE e Conab
Produção nacional registra avanço

A produção de fertilizantes intermediários no Brasil também apresentou crescimento no acumulado do semestre. Foram produzidas 3,51 milhões de toneladas, alta de 8,9% em comparação às 3,23 milhões de toneladas do mesmo período de 2024.

Em junho, entretanto, houve recuo de 1,8%, com a produção somando 609 mil toneladas frente ao mesmo mês do ano anterior.

Importações seguem em ritmo de expansão

As importações de fertilizantes intermediários somaram 18,47 milhões de toneladas no primeiro semestre, representando aumento de 10,3% em relação às 16,74 milhões de toneladas de 2024.

Somente em junho, as compras externas chegaram a 3,55 milhões de toneladas, queda de 2,4% na comparação anual.

Porto de Paranaguá concentra entrada de produtos

O porto de Paranaguá (PR) manteve-se como principal porta de entrada de fertilizantes no país. Entre janeiro e junho, foram recebidas 4,87 milhões de toneladas, crescimento de 9,9% frente ao mesmo período de 2024, quando o volume foi de 4,43 milhões.

Leia Também:  Mercado de Soja no Brasil Registra Estabilidade em Novembro com Comercialização Lenta

O terminal paranaense respondeu por 26,4% do total importado pelos portos brasileiros no semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

Published

on

O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
Leia Também:  Produção de Cana-de-Açúcar em Minas Gerais Atinge Recorde

Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

Leia Também:  3º Encontro Catarinense de Nogueira Pecã reúne produtores de Santa Catarina e Rio Grande do Sul para debater mercado e inovação

A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA