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Botão do Pânico salva vidas em MT: ‘Se não fosse ele, eu não estaria aqui’, diz vítima

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O Botão do Pânico Virtual, disponível no aplicativo SOS Mulher MT, tem se mostrado uma ferramenta importante para salvar vidas de mulheres vítimas de violência doméstica em Mato Grosso. Lançado em junho de 2021, o recurso permite que mulheres com medidas protetivas concedidas pela Justiça, em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis, acionem a Polícia Militar em segundos.

A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá, destaca que os números comprovam a efetividade da medida protetiva e das ferramentas digitais criadas para garantir a segurança das vítimas.

Segundo a magistrada, os dados do Observatório de Violência demonstram que, das 35 mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso neste ano, apenas cinco tinham medidas protetivas. “Das cinco, três retornaram de livre e espontânea vontade para o convívio com o agressor. Ou seja, menos de 10% tinham medida protetiva ativa. Está comprovado por várias pesquisas que a medida protetiva salva vidas. Entre as mulheres mortas, a exceção é justamente ter a medida protetiva”, ressaltou.

Ela reforçou que Mato Grosso conta com mecanismos eficazes para fiscalizar o cumprimento dessas medidas. “Temos o aplicativo SOS Mulher MT. Temos também o botão do pânico mais antigo, que funciona junto com o monitoramento eletrônico do autor de agressão. Temos ainda a Patrulha Maria da Penha. É muito importante que, ao identificar sinais de violência, a mulher busque ajuda. Sozinha, ela não consegue garantir sua segurança”, afirmou.

A juíza lembrou que muitas vítimas, por acreditarem em uma falsa sensação de segurança ou por retomarem o relacionamento, acabam retirando a medida protetiva. “Acontece muito. Elas desistem porque acham que nunca mais serão procuradas ou voltam para o agressor. A gente não julga, mas não consegue garantir a segurança se ela retorna para esse homem. E as estatísticas mostram que, quando há retorno, há também uma reincidência muito grande da violência”, explicou.

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Ana Graziela também destacou o funcionamento do botão do pânico. “A vítima aciona pelo celular e, em cerca de cinco minutos, a viatura chega ao local, fazendo a prisão em flagrante. Esse autor de agressão vai passar por audiência de custódia e pode ficar preso por descumprir a medida, o que lhe dá tempo para refletir e evitar um mal maior”, pontuou.

Para a magistrada, além da proteção judicial, é essencial que a sociedade esteja atenta e solidária. “Vizinho, colega de trabalho, professor, todos são rede primária de proteção. Precisamos de empatia. Muitas vezes a mulher continua no ciclo da violência porque tem medo, depende financeiramente do agressor ou teme ser julgada. Por isso, quem está próximo deve oferecer apoio e não julgamento”, destacou.

A voz de quem sobreviveu

O relato de uma vítima, que pediu para não ser identificada, mostra, de forma dolorosa, o quanto o botão do pânico pode significar a diferença entre a vida e a morte. Após anos de humilhações, agressões psicológicas e ameaças do ex-companheiro, ela encontrou na tecnologia uma chance real de proteção.

“Foram mais de cinco vezes que eu acionei o botão do pânico. Em todas, os policiais chegavam rápido, em cerca de cinco minutos, e ficavam na linha comigo até a viatura chegar. Lembro de um dia em que ele quebrou a porta da minha casa para entrar. Eu apertei o botão e os policiais conseguiram prendê-lo em flagrante. Se não fosse isso, talvez eu não estivesse aqui hoje para contar”, relatou emocionada.

O dispositivo tornou-se para ela um escudo em momentos de desespero. “Mesmo com medo, eu me sentia segura quando a viatura chegava. Era a certeza de que eu não estava sozinha, de que tinha a quem recorrer. Se não fosse o botão do pânico, ele poderia ter me matado”, disse.

Hoje, o agressor está preso, mas as marcas da violência ainda permanecem. “As lesões físicas desaparecem rápido, mas as psicológicas não. Eu sou prisioneira de tudo que vivi. Preciso de tratamento, de acompanhamento psicológico, para tentar recuperar a alegria que perdi. Meu maior sonho é voltar a sorrir e criar meus filhos em paz”, desabafou.

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Apesar da dor, ela deixa uma mensagem de esperança para outras mulheres. “Não se calem. Eu sei que não é fácil, que vamos ouvir críticas e julgamentos. Mas quando a gente rompe esse ciclo, mesmo com todos os traumas, a gente se sente leve. É possível ter uma nova vida. Eu não vou desistir”, afirmou.

Quem pode usar – O ‘SOS Mulher MT – Botão do Pânico’ está disponível para mulheres que possuem medidas protetivas determinadas judicialmente – que podem ser solicitada pelo site https://sosmulher.pjc.mt.gov.br – e que vivem em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis, cidades com unidades do Ciosp instaladas.

Para as mulheres das demais cidades, o aplicativo oferece outras funcionalidades, tais como: canal de denúncias, solicitação de medida protetiva e telefones de emergência.

Como usar:

1) Para usar o app é preciso ter em mãos o pedido de medida protetiva autorizado pela Justiça e o código de acionamento que é enviado por e-mail;

2) Em seguida, busque na Play Store ou App Store do seu telefone ou tablet pelo aplicativo “SOS Mulher MT”;

3) Selecione o app e instale-o;

4) Clique no ícone do app, abra-o, selecione o sinal de + para adicionar o código de acionamento e responda à pergunta de confirmação;

5) Por fim, clique em SOS. O aplicativo vai gravar 30 segundos do som ambiente e acionará as forças policiais para enviar a viatura mais próxima ao encontro da vítima.

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJMT fortalece sustentabilidade com treinamento sobre gestão de resíduos em Fórum de Várzea Grande

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) deu mais um passo no fortalecimento de sua política de sustentabilidade ao promover, na tarde de terça-feira (2), um treinamento voltado à equipe de limpeza do Fórum de Várzea Grande. A atividade teve como foco o aperfeiçoamento das rotinas previstas no Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), normativa que orienta as ações de coleta, separação, armazenamento e destinação adequada dos resíduos gerados pelas unidades do Poder Judiciário.

A capacitação foi conduzida pelo Núcleo de Sustentabilidade do TJMT e integra um conjunto de ações permanentes voltadas à conscientização dos servidores, colaboradores e prestadores de serviço sobre a importância da gestão responsável dos resíduos e da preservação ambiental.

Durante o treinamento, foram reforçadas orientações práticas relacionadas à separação correta dos materiais descartados, à utilização adequada das lixeiras e dos sacos de acondicionamento, aos procedimentos de coleta sem mistura de resíduos e à organização da Central de Resíduos, além das etapas de pesagem, registro das informações e comunicação de eventuais irregularidades.

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De acordo com a assessora de Sustentabilidade do TJMT, Elaine Alonso, a participação da equipe de limpeza é fundamental para o sucesso do programa, uma vez que esses profissionais atuam diretamente na execução das rotinas operacionais que garantem a efetividade do sistema.

“O objetivo foi reforçar orientações práticas sobre separação correta dos resíduos, uso adequado das lixeiras e sacos, coleta sem mistura, organização da Central de Resíduos, pesagem, registros e comunicação de irregularidades. A equipe de limpeza tem um papel fundamental nesse processo, porque atua diretamente na rotina operacional da unidade. Quando cada etapa é feita corretamente, fortalecemos a destinação adequada dos resíduos, a segurança no trabalho e os indicadores de sustentabilidade do Poder Judiciário de Mato Grosso”, explicou.

A iniciativa também foi bem recebida pelos colaboradores que atuam diariamente na limpeza e conservação do fórum. Para Aline Auxiliadora de Arruda, o treinamento representa uma oportunidade de aprimorar conhecimentos e contribuir de forma mais efetiva com as práticas sustentáveis da instituição.

“Mais um aprendizado para a gente poder separar tudo direitinho em cada lixeira. É isso, mais um aprendizado”, afirmou.

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A correta separação dos resíduos é considerada um dos pilares do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos do TJMT. O modelo adotado pelo Poder Judiciário mato-grossense prevê a utilização de lixeiras em pares, acompanhadas da padronização dos sacos de acondicionamento: azul para materiais recicláveis e preto para rejeitos.

Entre os resíduos recicláveis estão papel, plástico, metal e vidro, desde que estejam limpos e aptos para reaproveitamento. Já os rejeitos incluem restos de alimentos, papéis contaminados, isopor, plásticos laminados e materiais descartáveis, como copos e pratos utilizados no dia a dia.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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