Em mais um trabalho conjunto dos gestores de tecnologia, chefes de Polícia e chefes de inteligência, foi lançado na última semana o Portal de Desaparecidos do Brasil, uma plataforma nacional voltada ao compartilhamento integrado de informações sobre pessoas desaparecidas.
Conforme o presidente do Comitê Gestor de Tecnologia das Polícias Civis do Brasil, investigador mato-grossense Fábio Arruda Goes Ferreira, o Portal de Desaparecidos é fruto direto do compromisso assumido nos encontros nacionais e demonstra a capacidade das Polícias Civis de transformar debates em soluções práticas para a sociedade.
“A exemplo do sistema de Cartas Precatórias, hoje utilizado em todo o país, a plataforma nacional voltada ao compartilhamento de informações de pessoas desaparecidas é mais uma etapa do trabalho conjunto dos gestores de tecnologia, chefes de polícia e chefes de inteligência, reafirmando o compromisso contínuo com a modernização e integração da segurança pública no Brasil”, disse o investigador.
O lançamento oficial do portal nacional ocorreu durante o 4º Encontro Nacional de Tecnologia e Inteligência para Líderes e Gestores da Polícia Civil, realizado entre os dias 26 a 29 de agosto em Fortaleza (CE)
A ferramenta representa um avanço significativo no enfrentamento a um dos maiores desafios da segurança pública, permitindo que os dados sejam acessados e atualizados de forma unificada entre todas as Polícias Civis do país.
O portal pode ser acessado por meio do site: desaparecidosbrasil.org, sendo uma ferramenta muito importante para que pessoas, que possam estar em outros estados, sejam localizadas com mais facilidade. A plataforma, aderida já por 11 estados da federação, amplia a eficiência investigativa, favorece a celeridade na localização de pessoas e fortalece a cooperação interestadual.
O sistema é automatizado e contempla os dados dos desaparecidos de cada estado, de forma que é alimentado automaticamente por cada estado, que aderiu a ferramenta.
Desde 2021, o Encontro Nacional vem se consolidando como espaço de integração e inovação, com resultados concretos. Em 2024, foi implementado o Sistema Nacional de Cartas Precatórias, hoje utilizado com grande sucesso em todo o Brasil para agilizar comunicações judiciais entre estados.
Seguindo a mesma linha, o Portal de Desaparecidos é fruto direto dos compromissos assumidos nos encontros e simboliza a capacidade das Polícias Civis de transformar debates em soluções práticas para a sociedade.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27.5), a Operação Tu Quoque, para cumprimento de ordens judiciais com foco na desarticulação de um esquema de roubo de entorpecentes e tráfico de drogas com ligação entre duas facções criminosas atuantes no Estado.
Na operação, são cumpridas 15 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cáceres, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda.
Também são cumpridas medidas de restrição de veículos e bloqueios de contas bancárias dos investigados, no valor de até R$ 2,5 milhões. Entre os alvos envolvidos no esquema está um praça da Polícia Militar, apontado como um dos líderes do grupo investigado.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Pontes e Lacerda e Várzea Grande, com apoio das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
As investigações têm como foco a desarticulação de um esquema de roubo de entorpecentes subtraídos em pontos de armazenamento de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira e que, posteriormente, eram redistribuídos por integrantes de outra facção na região metropolitana.
Segundo as investigações da Delegacia de Pontes e Lacerda, o esquema funcionava por meio de dois núcleos, um deles responsável por identificar e monitorar possíveis depósitos de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira.
O segundo núcleo tinha uma função distinta e se deslocava da Capital do Estado para Pontes e Lacerda para atuar no roubo da droga e, posteriormente, transportar e distribuir os entorpecentes na região metropolitana.
O praça, apontado como principal alvo da operação, era o responsável pelo roubo do entorpecente, saindo da Capital para Pontes e Lacerda para subtrair a droga. Ele também fazia a separação do entorpecente para outra equipe do grupo criminoso, que atuaria na distribuição.
Desarticulação do esquema
A descoberta do esquema ocorreu após a prisão de um dos envolvidos. Na ocasião, outros integrantes do grupo conseguiram escapar, mas, com o avanço das investigações, foram identificados. Também foi descoberto o esquema envolvendo roubos ligados a facções criminosas, além da redistribuição e comercialização do entorpecente subtraído.
Além dos crimes de roubo e tráfico de drogas, as investigações identificaram o envolvimento do grupo em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico, por meio de diversas transações bancárias envolvendo familiares, casas de apostas e empresas de fachada para a pulverização dos valores.
A expressão latina tu quoque significa literalmente “tu também” ou “até tu” e faz referência ao fato de existir, como pivô da organização criminosa, um membro das forças de segurança, representando uma significativa quebra da confiança depositada e esperada dos agentes públicos.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renarc
A operação faz parte da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de enfrentamento ao narcotráfico.
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