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Governo projeta crescimento do PIB de 2,44% em 2026 e reajuste do salário mínimo para R$ 1.631

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Salário mínimo terá aumento real de 2,5%

O valor do salário mínimo para 2026 está estimado em R$ 1.631,00, com reajuste calculado a partir da inflação somada a um ganho real de 2,5%. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.518,00.

O projeto também prevê crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,44% no próximo ano, enquanto a inflação deve atingir 3,6%, segundo o PLOA (PLN 15/2025).

Limites de despesas e metas fiscais

O PLOA 2026 estabelece:

  • Despesas primárias: limite de R$ 2,428 trilhões.
  • Resultado primário: R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB.
  • Pisos constitucionais: R$ 245,5 bilhões para saúde (15% da receita corrente líquida), R$ 133,7 bilhões para educação (18% da receita líquida de impostos) e R$ 83 bilhões para investimentos (0,6% do PIB).

Segundo representantes do Ministério do Planejamento e Orçamento e do Ministério da Fazenda, o projeto foi entregue ao Congresso na última sexta-feira (29/08), detalhando esses parâmetros.

Inovação: projeção de médio prazo

O consultor-geral de Orçamento do Senado, Flávio Luz, destacou uma novidade do PLOA deste ano: a projeção de gastos governamentais futuros para 2027, 2028 e 2029. Isso permite maior planejamento por parte dos parlamentares e da sociedade, mostrando as despesas estimadas por programa do governo em um horizonte de três anos.

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Tramitação do PLOA no Congresso

O processo legislativo começa na Comissão Mista de Orçamento (CMO), formada por deputados e senadores. O relator do projeto será o deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), e o presidente da CMO é o senador Efraim Filho (União-PB).

O projeto será debatido em audiências públicas e poderá receber emendas das comissões permanentes da Câmara e do Senado. O relator apresentará relatórios preliminares e setoriais sobre 16 áreas temáticas, incluindo saúde, educação, segurança e direitos humanos, antes da votação final da CMO.

Após aprovação na comissão, o projeto seguirá para o Plenário do Congresso Nacional, que deve aprová-lo e encaminhá-lo à sanção presidencial até 22 de dezembro de 2025.

Calendário favorece tramitação mais rápida

Diferentemente do ano passado, quando o Orçamento de 2025 foi aprovado apenas em abril, a tramitação do PLOA 2026 deve ocorrer de forma mais ágil, graças ao andamento adiantado da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026.

Segundo Flávio Luz, a LDO deve ser apreciada na CMO no início de setembro, permitindo que a maior parte do PLOA seja regulamentada rapidamente. O debate efetivo sobre a proposta orçamentária deve começar logo após a aprovação da LDO, garantindo maior previsibilidade no planejamento das contas públicas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inadimplência no crédito rural atinge 11,4% e acende alerta no agronegócio brasileiro

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Crédito rural enfrenta pior nível de inadimplência da história recente

A inadimplência no crédito rural atingiu 11,4% em outubro de 2025, o maior patamar desde o início da série histórica, segundo dados da CNA. O indicador representa um salto expressivo em relação ao mesmo período de 2024, quando estava em 3,54%, e reforça o cenário de maior pressão financeira sobre produtores e empresas do agronegócio.

Além disso, o número de empresas do setor em recuperação judicial também avançou, chegando a 13,53 a cada mil empresas ativas, sinalizando um ambiente de crédito mais restritivo e desafiador.

CONACREDI se reposiciona e deixa de ser evento para virar ecossistema permanente

Em meio ao avanço da inadimplência e à maior complexidade na gestão de risco no campo, o CONACREDI anuncia uma mudança estrutural em sua atuação.

O congresso, que ao longo de dez anos se consolidou como o principal encontro de crédito do agronegócio na América Latina, passa a operar como um ecossistema contínuo de qualificação, deixando de ser apenas um evento anual.

A transformação também inclui o lançamento de uma nova identidade visual, que simboliza a transição para um modelo permanente de produção e disseminação de conhecimento.

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Crédito agro se torna área estratégica nas decisões do setor

Segundo a organização, o movimento acompanha uma mudança mais ampla no próprio agronegócio: o crédito deixou de ser apenas uma função operacional e passou a ocupar posição estratégica nas decisões empresariais.

Com margens mais pressionadas, aumento da inadimplência e maior necessidade de análise de risco, a tomada de decisão no setor exige cada vez mais dados, qualificação técnica e integração entre áreas financeiras e operacionais.

Ecossistema integra eventos, formação e inteligência de mercado

O novo modelo do CONACREDI reúne diferentes iniciativas que passam a funcionar de forma integrada ao longo do ano, formando uma rede contínua de conhecimento:

  • Congresso anual do crédito agro
  • Road shows regionais em diferentes estados
  • Pesquisa Nacional do Crédito Agro
  • CONACREDI Awards
  • MBA em Crédito, Comercialização e Gestão de Riscos no Agronegócio
  • COMUCREDI (comunidade de profissionais do setor)
  • Vitrine do Profissional de Crédito Agro
  • Livro “Vozes do Crédito Agro”

Cada frente atua em uma camada específica do ecossistema, desde a geração de dados e debates regionais até a formação de profissionais e conexão entre empresas e talentos.

Formação, dados e conexão fortalecem gestão de risco no agro

De acordo com a organização, o objetivo do ecossistema é consolidar um hub estruturado de conhecimento aplicado ao crédito agro, com impacto direto na governança e na tomada de decisão.

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Entre os principais efeitos esperados estão a qualificação técnica dos profissionais, maior precisão na análise de risco, melhoria na gestão financeira das operações e adaptação à crescente digitalização do setor.

“Cenário exige atualização constante”, afirma CEO do CONACREDI

Para a CEO do CONACREDI, o momento atual do crédito agro exige maior preparo técnico e integração entre áreas.

“O crédito agro vive um novo ciclo, marcado por maior complexidade na análise de risco, pressão sobre margens, aumento da inadimplência e necessidade de decisões mais rápidas e embasadas. Esse cenário exige atualização constante, integração entre áreas e acesso contínuo à informação qualificada”, afirma Mayra Delfino.

Panorama

O avanço da inadimplência no crédito rural reforça a necessidade de estruturas mais robustas de gestão de risco no agronegócio brasileiro. Ao mesmo tempo, iniciativas como a transformação do CONACREDI em ecossistema permanente indicam uma tendência de profissionalização contínua e maior integração entre dados, formação e mercado financeiro no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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