AGRONEGÓCIO

Cuiabá participa do maior estudo sobre hábitos culturais do Brasil

Publicado em

O secretário municipal de Cultura de Cuiabá, Johnny Everson, participou na última quarta-feira (27) do debate “Cultura nas Capitais”, realizado no auditório Otacílio Borges Canavarros, na Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt). O encontro reuniu pesquisadores, gestores e especialistas para discutir os resultados do maior levantamento já realizado no país sobre hábitos culturais da população brasileira. O estudo revela a diversidade e a desigualdade no acesso à cultura no país a partir de 19.500 entrevistas presenciais, feitas entre fevereiro e maio de 2024 nas 27 capitais.

A pesquisa, patrocinada por meio da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, é conduzida por uma instituição de referência nacional (J Leiva Cultura e Esporte), com mais de uma década de experiência na área, e tem como objetivo oferecer dados consistentes para a formulação de políticas públicas de cultura nas principais cidades do Brasil.

Segundo o secretário Johnny Everson, o debate em Cuiabá contou com um público altamente qualificado. “Mais de 90% dos presentes eram mestres, doutores e pesquisadores das universidades e instituições de pesquisa de Mato Grosso. A mesa foi composta também pelo secretário adjunto de Cultura do Estado, Jan Moura, e pelo supervisor de Projetos e Processos do Observatório de Mato Grosso, Moisés Lara, que é pesquisador da Fiemt responsável por estudo inédito sobre a economia criativa em Mato Grosso”, explicou Johnny Everson.

Leia Também:  Embrapa identifica linhagens de feijão mais eficientes na fixação biológica de nitrogênio e impulsiona agricultura sustentável

Segundo ele, não foi uma discussão de impacto. “Foi um debate de alto nível, com dados extremamente bem fundamentados, que apontam caminhos claros para a gestão cultural. Essa pesquisa será fundamental para que possamos estruturar políticas públicas baseadas em evidências, atendendo às reais necessidades da sociedade”, destacou.

Entre os pontos relevantes identificados pelo levantamento está a necessidade de ampliar o acesso das crianças à cultura, especialmente por meio das escolas públicas. A Prefeitura de Cuiabá já trabalha nessa direção, com a integração de ações conjuntas entre educação, esporte e cultura, conforme anunciado pelo prefeito Abilio Brunini. O objetivo é descentralizar as atividades culturais, alcançar as regiões periféricas e fomentar iniciativas artísticas dentro das escolas, estimulando o desenvolvimento cognitivo e comportamental das crianças.

Outro destaque do debate foi a urgência de desenvolver políticas de inclusão cultural para a população com mais de 60 anos. As dificuldades de mobilidade, saúde e recursos financeiros muitas vezes limitam a participação dos idosos em atividades culturais. O estudo aponta que é necessário criar condições adequadas para esse público, promovendo acesso facilitado e estimulando sua permanência ativa na vida social.

Leia Também:  Plano Safra 25/26 será anunciado hoje com expectativa de orçamento recorde

“Com o aumento da longevidade, precisamos oferecer condições para que nossos idosos vivam plenamente, e a cultura é parte essencial dessa entrega. Esse olhar inclusivo é indispensável para as próximas políticas públicas”, reforçou o secretário.

O evento foi considerado um marco para o setor cultural de Cuiabá, servindo como base para o fortalecimento de políticas públicas estruturadas em dados reais. A pesquisa completa “Cultura nas Capitais” será disponibilizada ao público, assim como o estudo realizado pela Fiemt sobre economia criativa, ampliando o acesso às informações e subsidiando novos projetos.

Para acessar o resultado, basta navegar pelo resultado conjunto das 27 capitais ou explorar os dados por variáveis sociodemográficas na página de acesso.

Parte do trabalho está na plataforma: www.culturanascapitais.com.br.

#PraCegoVer

A foto mostra os representantes da Secretaria de Cultura de Cuiabá, da Secretaria de Cultura do Estado e da Fiemt durante o debate. O trio está de frente para a plateia.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Agro tem até dia 30 para escolher tributação que pode alterar competitividade em 2027

Published

on

Empresas do agronegócio enquadradas no Simples Nacional têm até 30 de outubro para decidir se manterão o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) dentro do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) ou se recolherão os dois tributos pelo regime regular a partir de janeiro de 2027. A escolha poderá afetar o valor dos créditos aproveitados pelos clientes e, consequentemente, a competitividade dos fornecedores.

Quem não fizer a opção continuará automaticamente no modelo tradicional, com IBS e CBS incluídos no DAS. A mudança interessa principalmente às empresas que vendem para cooperativas, indústrias, exportadores e outros compradores que aproveitam créditos tributários.

Essa limitação pode pesar na negociação. Uma cerealista, agroindústria ou fornecedora de insumos que gere pouco crédito poderá se tornar menos atraente para compradores empresariais, sobretudo quando concorrer com fornecedores capazes de transferir créditos maiores.

A alternativa prevista na reforma tributária é permanecer no Simples Nacional para os demais tributos, mas calcular IBS e CBS pelo regime regular. É o chamado modelo híbrido. A empresa continua recolhendo pelo DAS os tributos que permanecerem no Simples, enquanto apura IBS e CBS separadamente.

Nesse modelo, poderá aproveitar os créditos permitidos sobre máquinas, equipamentos, energia, serviços e outros bens e insumos adquiridos. Também poderá gerar créditos pelo regime regular para seus clientes. Em contrapartida, terá mais obrigações fiscais, necessidade de controlar entradas e saídas e possível aumento do custo contábil.

Leia Também:  Excesso de chuva prejudica cultivo da cebola no Rio Grande do Sul

Por isso, não existe uma resposta única para o agronegócio. Manter IBS e CBS dentro do Simples pode continuar sendo vantajoso para empresas que vendem principalmente ao consumidor final, possuem poucos gastos capazes de gerar créditos e valorizam uma operação tributária mais simples.

Já a apuração pelo regime regular merece ser simulada por empresas que vendem predominantemente a outras pessoas jurídicas, realizam investimentos elevados ou compram grande quantidade de insumos tributados. Nesses casos, os créditos podem compensar parte do aumento da burocracia e preservar a competitividade comercial.

A conta também precisa incluir os tratamentos diferenciados concedidos ao setor. A legislação prevê redução de 60% das alíquotas de IBS e CBS para determinados produtos agropecuários, aquícolas, pesqueiros, florestais e extrativistas in natura, além de insumos agropecuários incluídos nas listas legais. Há ainda operações sujeitas a alíquota zero, diferimento ou créditos presumidos.

Esses benefícios, entretanto, não alcançam automaticamente toda empresa ligada ao agronegócio. A aplicação depende do produto, da operação, da classificação fiscal e das condições previstas na legislação. Uma empresa pode ter receitas submetidas a tratamentos diferentes dentro da mesma atividade.

Leia Também:  Cotonicultores antecipam o plantio da segunda safra de algodão

A decisão, portanto, não deve considerar apenas o percentual atualmente pago no DAS. É necessário comparar o valor total dos tributos, os créditos aproveitáveis nas compras, os créditos transferidos aos clientes, o perfil das vendas, o efeito sobre os preços, o fluxo de caixa e o custo adicional de cumprimento das obrigações fiscais.

A Receita Federal informa que a opção pelo regime regular de IBS e CBS poderá ser feita até 30 de outubro de 2026. Quem não optar continuará recolhendo os dois tributos dentro do Simples. A escolha poderá ser cancelada entre 3 de novembro e 20 de dezembro. Haverá uma nova oportunidade em março de 2027, com efeitos a partir de julho.

Para as empresas do agro, o Simples não deixou de ser uma boa opção. O que terminou foi a segurança de escolhê-lo apenas porque a alíquota parece menor. A partir de 2027, o crédito tributário concedido ao comprador pode ser tão importante quanto o imposto pago pelo fornecedor.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA