AGRONEGÓCIO

Ibraoliva aproxima consumidores de azeites brasileiros na 48ª Expointer

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O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) marcará presença na 48ª Expointer, que acontece de 30 de agosto a 7 de setembro de 2025, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). A Casa do Ibraoliva, organizada em parceria com o Sescon/RS, oferecerá uma programação voltada à aproximação entre produtores e consumidores de azeites extravirgens.

No Pavilhão Internacional, a feira de comercialização funcionará diariamente das 8h às 20h (até 17h no dia 7). O público poderá conhecer e adquirir rótulos da nova safra, incluindo marcas premiadas, e participar de degustações guiadas, programadas para os dois finais de semana do evento (30 e 31 de agosto e 6 e 7 de setembro) nos horários das 10h30, 11h, 11h30, 15h, 15h30 e 16h. Na quarta-feira, 3 de setembro, as sessões serão realizadas apenas pela manhã.

Entrega do Selo Premium valoriza produção nacional

No dia 1º de setembro, às 17h30, será realizado o coquetel institucional do Ibraoliva, ocasião em que ocorrerá a entrega dos diplomas do Selo Premium aos produtores de azeite extravirgem. A certificação, concedida em parceria com a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), reconhece marcas que atingem padrões superiores de qualidade. Nesta edição, 28 azeites de 14 marcas gaúchas receberam a distinção, reforçando a reputação do azeite brasileiro.

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A importância do azeite brasileiro no agronegócio

Segundo o presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, a participação do setor na Expointer reforça a consolidação da olivicultura nacional:

“Nossa casa estará aberta para consumidores e produtores interessados em conhecer as diferenças do azeite premium brasileiro em relação ao azeite comercializado em grande escala no país. Teremos degustações guiadas e gratuitas, além da solenidade de entrega do Selo Premium, e o público poderá adquirir azeites premium diretamente dos produtores.”

Obino Filho destaca ainda a evolução da olivicultura nacional e o reconhecimento internacional:

“O azeite brasileiro conquistou o mundo em termos de qualidade. Não há concurso em que um azeite brasileiro não seja premiado. No entanto, enfrentamos o desafio de conciliar qualidade e volume, já que nos últimos dois anos a produção caiu significativamente no país.”

Coletiva de imprensa apresenta dados e desafios do setor

O Ibraoliva realizará coletiva de imprensa no dia 1º de setembro, às 12h, para divulgar números atualizados da produção de azeite de oliva no Brasil e discutir os principais desafios do setor. Durante a coletiva, serão apresentados o crescimento do número de produtores e municípios envolvidos na produção, além de estratégias para ampliar a produção sem comprometer a qualidade.

“Investiremos fortemente em pesquisa e apresentaremos, durante a feira, planos de ação para elevar o volume de azeite produzido e consolidar o padrão de excelência nacional”, complementa Obino Filho.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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