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Prefeitura de Cuiabá faz recapeamento no Residencial Tropical Ville

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, iniciou nesta quinta-feira (28) os trabalhos de recapeamento no Residencial Tropical Ville. A ação contempla todas as ruas do bairro, com a aplicação de nova camada asfáltica em trechos mais deteriorados e execução da operação tapa-buraco em pontos específicos com afundamento do pavimento.

O recapeamento viário consiste na aplicação de uma nova camada de asfalto sobre a pista já existente, técnica que recupera fissuras, buracos e desgastes, prolongando a vida útil do pavimento e garantindo maior segurança e conforto para motoristas e pedestres.

Além do Tropical Ville, a operação também contempla outros bairros da capital, entre eles: Coophamil, Três Barras, Novo Terceiro, Residencial Ubatã, CPA III – Setor IV, Ouro Fino, Shangri-lá, Parque Cuiabá e Jardim Pauliceia.

A execução segue protocolos técnicos que incluem limpeza da via, aplicação do concreto betuminoso usinado a quente (CBUq), material reconhecido pela resistência e durabilidade, além do rastelamento e compactação com rolo, garantindo nivelamento e acabamento adequados.

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Para reduzir transtornos à população, a Prefeitura adota medidas de segurança no tráfego durante os serviços. Quando necessário, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) organiza desvios e sinaliza rotas alternativas.

A população também pode colaborar com a manutenção viária. Solicitações de tapa-buraco e demais serviços de infraestrutura podem ser registradas pelo ZapObras, no número (65) 9 9216-0484, com envio de fotos e informações, ou pelo Portal de Serviços da Prefeitura, preenchendo o formulário on-line.

#PraCegoVer

A imagem mostra as equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras realizando a operação de recapeamento asfáltico.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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