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Centro Amar de Cuiabá recebe prefeito de Canoas e pode ser replicado em outro estado

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O Centro de Atendimento Multidisciplinar de Apoio em Rede (Centro Amar), vinculado à Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, tem se consolidado como modelo de atendimento especializado a crianças com transtorno do espectro autista (TEA) e outras neurodivergências. Nesta terça-feira (28), a unidade recebeu a visita do prefeito de Canoas (RS), Airton Souza, que veio conhecer de perto o funcionamento do espaço e buscar referências para implantar projeto semelhante em seu município.

A primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris acompanhou a visita. Durante o encontro, Samantha afirmou que o Centro Amar vem recebendo prefeitos, vereadores e deputados interessados em saber como implantar o modelo em suas cidades.

“Hoje recebemos a visita do prefeito Airton, de Canoas, que veio conhecer, entender como funciona e saber como implementar um Centro Amar em sua cidade. É um modelo que pode ser reproduzido em qualquer cidade do Brasil”, afirmou a primeira-dama.

O prefeito Airton Souza ressaltou a importância da visita técnica ao espaço, que conta com equipe formada por psicóloga, psicopedagoga, psicomotricista e fonoaudióloga. “Hoje estamos aqui em Cuiabá conhecendo o Centro Amar, que atende a uma demanda muito grande de crianças atípicas que precisam desse acompanhamento especializado. A nossa rede escolar, em Canoas, também enfrenta essa necessidade. Estamos prestes a iniciar a licitação da obra da Casa do Autista e, por isso, estamos buscando experiências e casos de sucesso. Parabenizo pelo belo trabalho realizado aqui em Cuiabá, um exemplo que vamos levar para a nossa cidade”, declarou o prefeito.

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Na unidade, os atendimentos são individualizados e realizados após estudo de caso, com devolutiva para a família e para a unidade escolar. O espaço também conta com sala neurossensorial e área externa com parquinho.

Ana Carolina, mãe da pequena Luísa, de 4 anos, aluna da EMEB Gláucia Maria, relatou que o encaminhamento para avaliação da filha ocorreu após diálogo entre a família e a escola. Segundo ela, a adaptação da filha no início da vida escolar foi desafiadora, e tanto os pais quanto a equipe pedagógica perceberam a necessidade de avaliação especializada. “Foi tudo muito rápido e tranquilo. No mesmo dia em que entraram em contato comigo, já conseguiram vaga para avaliação. Fomos muito bem recebidas, desde a portaria até os profissionais. Achei a equipe muito preparada em todos os sentidos”, afirmou Ana.

Durante a visita, a diretora do Centro Amar, Claudiane Branco, explicou que a unidade realiza avaliações multidisciplinares de estudantes da Rede Municipal de Ensino. O projeto piloto começou em outubro de 2025, e a inauguração oficial ocorreu em 2 de fevereiro de 2026. Ao todo, 65 unidades escolares já encaminharam estudantes para o Centro Amar, e mais de 1.200 atendimentos já foram realizados.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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