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Brasil registra fluxo cambial negativo de US$ 1,83 bilhão em agosto, aponta Banco Central

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O Banco Central (BC) divulgou nesta quarta-feira (27) que o Brasil apresentou fluxo cambial total negativo de US$ 1,833 bilhão em agosto até o dia 22. O resultado foi influenciado principalmente pelo canal financeiro, que concentrou a maior parte das saídas de recursos.

Saídas concentradas no canal financeiro

Segundo os dados preliminares do BC, o canal financeiro, responsável por operações como investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucros e pagamento de juros, registrou saídas líquidas de US$ 1,814 bilhão no período.

Já o canal comercial, que reflete operações de exportação e importação, também apresentou saldo negativo, de US$ 19 milhões até o dia 22 de agosto.

Resultado semanal também foi negativo

Entre os dias 17 e 22 de agosto, o fluxo cambial total registrou déficit de US$ 1,982 bilhão, reforçando a tendência de saída de recursos no mês.

Acumulado do ano mantém déficit expressivo

No acumulado de 2024 até o dia 22 de agosto, o Brasil já soma um fluxo cambial negativo de US$ 16,674 bilhões, evidenciando o cenário de maior pressão nas contas externas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de milho do Brasil disparam em abril após paralisações na Argentina e ampliam espaço no mercado global

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As exportações brasileiras de milho registraram forte crescimento em abril e mais que dobraram na comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionadas principalmente pelas paralisações logísticas na Argentina, um dos principais concorrentes do Brasil no mercado internacional do cereal.

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o Brasil embarcou 473,875 mil toneladas de milho no mês passado, avanço de 165,7% frente às 178,347 mil toneladas exportadas em abril de 2025.

Mesmo com queda de 6,3% no preço médio da tonelada, que ficou em US$ 254,9, a receita gerada pelas exportações avançou 149%, alcançando US$ 120,813 milhões.

Greves na Argentina abriram espaço para o milho brasileiro

O avanço das exportações brasileiras ocorreu em meio a uma série de paralisações na Argentina, importante fornecedora global de milho.

Segundo agentes do mercado, a greve geral contra as reformas trabalhistas do presidente Javier Milei e a paralisação de caminhoneiros argentinos no início de abril comprometeram o fluxo logístico e dificultaram embarques nos portos do país vizinho.

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Os protestos envolveram bloqueios em acessos portuários e reivindicações relacionadas ao aumento dos custos operacionais, pressionados pela alta dos combustíveis em meio às tensões no Oriente Médio.

Com dificuldades para cumprir contratos de exportação originados na Argentina, tradings internacionais recorreram ao milho brasileiro para atender importadores já comprometidos com compras anteriores.

Oriente Médio amplia compras de milho do Brasil

O redirecionamento da demanda internacional favoreceu principalmente os embarques brasileiros para países do Oriente Médio e Norte da África.

O Egito foi um dos destaques do período. As exportações brasileiras de milho para o país saltaram para 89,5 mil toneladas em abril, volume 13 vezes superior às 6,8 mil toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior.

A Arábia Saudita também ampliou significativamente suas compras. Os embarques brasileiros passaram de apenas 416 toneladas em abril de 2025 para 36,159 mil toneladas no mês passado.

Nos Emirados Árabes Unidos, as exportações cresceram de 494 toneladas para aproximadamente 14 mil toneladas no mesmo intervalo.

Irã segue como principal destino do milho brasileiro

Apesar da expansão das vendas para outros mercados, o Irã permaneceu como principal importador do milho brasileiro em abril.

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Os embarques para o país somaram 134,668 mil toneladas, volume 6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o Brasil exportou 143,509 mil toneladas.

Mesmo com o conflito no Oriente Médio impactando custos logísticos e fretes marítimos, as exportações para o mercado iraniano continuaram ocorrendo, ainda que em ritmo mais lento.

Brasil amplia competitividade no mercado internacional

O desempenho das exportações em abril reforça a capacidade do Brasil de ampliar participação no comércio global de milho em momentos de instabilidade logística internacional.

Além da competitividade do cereal brasileiro, o mercado acompanha o potencial da segunda safra, que deverá ter papel decisivo na oferta exportável ao longo do segundo semestre.

Com demanda internacional aquecida e possíveis oscilações no fluxo de embarques de países concorrentes, o milho brasileiro segue ganhando espaço estratégico no abastecimento global do cereal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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