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Justiça Eleitoral aprova criação da 59ª Zona Eleitoral, em Sinop

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O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) aprovou, por meio da Resolução nº 2921, a criação da 59ª Zona Eleitoral do estado, com sede no município de Sinop (481 km ao Norte de Cuiabá). A medida, publicada no Diário de Justiça Eletrônico (DJE) desta quinta-feira (21.08), busca atender ao crescimento populacional e do eleitorado local, além de aliviar a sobrecarga atualmente enfrentada pela 22ª Zona Eleitoral, responsável pela região.  

 

A resolução depende, agora, da homologação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para entrar em vigor. No voto do relator, desembargador Marcos Machado, destacou-se a urgência da medida diante do expressivo crescimento de Sinop. Em 2015, o município possuía 84.594 eleitores e eleitoras e, em 2025, o número saltou para 114.783, representando um aumento de 35,69% em uma década. As projeções indicam que o eleitorado pode chegar a 129 mil até 2030. Já a população geral do município também apresenta forte expansão: de 196.312 habitantes, registrados no Censo de 2022, passou para uma estimativa de 216.029 pessoas em 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

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Além do aspecto demográfico, o relator ressaltou a relevância econômica de Sinop, que se consolidou como a quarta maior cidade do estado, com Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 9,6 bilhões e PIB per capita de R$ 64,6 mil. Esse dinamismo, segundo o desembargador, reflete diretamente na demanda por serviços da Justiça Eleitoral, como alistamento, regularização cadastral, fiscalização de contas de campanha e acompanhamento de propaganda eleitoral. 

 

O desembargador Marcos Machado, que também atua como vice-presidente e corregedor regional eleitoral do TRE-MT, também salientou que soluções alternativas, como atendimentos itinerantes ou postos provisórios, não são suficientes para suprir a necessidade da região. O remanejamento de eleitores para zonas vizinhas foi considerado inviável devido às grandes distâncias, como por exemplo: 64 km até Vera, 85 km até Sorriso e 90 km até Cláudia. “A sobrecarga sobre a 22ª Zona Eleitoral não é um problema futuro, mas uma realidade presente que se agravará exponencialmente se a estrutura permanecer inalterada”, afirmou. 

 

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Com a criação da 59ª Zona Eleitoral, a Justiça Eleitoral busca garantir maior acesso da população aos serviços, fortalecendo a cidadania e assegurando o pleno exercício democrático em um dos municípios que mais crescem em Mato Grosso e no país. 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra a fachada do prédio do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), com arquitetura moderna, predominância de cores claras e detalhes em amarelo. Três bandeiras estão hasteadas em frente ao edifício: a do Brasil, a de Mato Grosso e a do próprio TRE-MT. O céu está azul com algumas nuvens, destacando ainda mais a estrutura.     

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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