AGRONEGÓCIO

Prefeitura de Cuiabá atualiza cadastro de famílias do Contorno Leste

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A Prefeitura de Cuiabá iniciou neste sábado (16) a atualização do cadastro socioeconômico das famílias que vivem na região conhecida como Contorno Leste. A ação mobilizou 70 servidores das secretarias municipais de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, e de Habitação e Regularização Fundiária. A Polícia Militar acompanhou os trabalhos. O levantamento servirá de base para a inclusão dos moradores em projetos da prefeitura, programas sociais e outros benefícios.

Antes de sair a campo, os servidores se concentraram às 8h no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Doutor Fábio II, onde se alimentaram, receberam orientações e tiraram dúvidas.

A área do Contorno foi dividida em quadras para facilitar o trabalho das equipes. Somente o trecho delimitado para este sábado concentra cerca de 500 famílias. “Viemos conhecer os moradores e registrar informações detalhadas sobre cada residência e núcleo familiar, a fim de formar um cadastro completo”, explicou a secretária de Habitação, Michelle Almeida Dreher Alves.

Já a secretária de Assistência Social, Hélida Vilela de Oliveira, reforçou que a atualização cadastral vai permitir maior acesso a direitos básicos. “Nosso objetivo é garantir que cada família tenha seus dados atualizados para podermos ofertar corretamente programas sociais do município, do Estado e também do Governo Federal. Muitas dessas famílias ainda não recebem benefícios como o Bolsa Família, a tarifa social de energia ou serviços do Cadastro Único. Queremos identificar essas situações e ampliar a rede de proteção social”, disse.

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Hélida ressaltou ainda que a ação demonstra o compromisso da gestão municipal. “É um trabalho que fortalece a inclusão, a dignidade e a cidadania das famílias cuiabanas”, afirmou.

A força-tarefa aplicou um formulário desenvolvido em conjunto pelas duas secretarias municipais. A medida busca atualizar o levantamento feito anteriormente pela Secretaria de Estado de Assistência Social (Setasc) e alinhá-lo aos programas e projetos da prefeitura.

No dia 30 de junho, o prefeito Abílio Brunini se reuniu na Praça Alencastro com moradores do Contorno Leste para ouvir as demandas das famílias que ocupam a área desde 2020. Embora não seja o responsável direto pela definição do futuro da comunidade, ele afirmou que a prefeitura oferecerá apoio por meio de todos os benefícios disponíveis na administração municipal.

#PraCegoVer

A imagem mostra servidores municipais em ação na atualização do cadastro de famílias do Contorno Leste.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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