AGRONEGÓCIO

Educação de Cuiabá promove parceria inédita com ONU e amplia participação da comunidade

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Educação, participou ao longo da última semana do projeto “Caminhão ODS”, iniciativa parceira da Organização das Nações Unidas (ONU) voltada à disseminação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

Em Cuiabá, o ponto alto ocorreu no estacionamento do Shopping Pantanal, neste sábado (16), onde cerca de 4 mil pessoas visitaram o espaço. Além do caminhão, 20 entidades parceiras apresentaram projetos e ações ligadas à sustentabilidade. Os participantes também assistiram a apresentações musicais.

Segundo a coordenadora de Programas e Projetos da Secretaria de Educação, Andreia Mesquita Florado, a articulação da prefeitura foi estratégica.
“Temos 20 escolas municipais com o Projeto Lixo Zero, alinhado às metas da ONU até 2030. Promovemos formações para gestores e aproveitamos a parceria com o shopping para vivenciar o Caminhão ODS”, destacou.

Na prática, escolas também tiveram espaço para mostrar suas iniciativas. A EMEB Professor Onofre de Oliveira, no bairro Pascoal Ramos, apresentou experiências pedagógicas com materiais recicláveis, utilizadas inclusive na alfabetização de crianças com deficiência.
“Os alunos percebem na escola o reaproveitamento de objetos que iriam para o lixo e replicam em casa, criando um movimento maior”, relatou a coordenadora pedagógica Sabrine Aparecida de Almeida Aguaçu.

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A professora Eliane da Silva, que atua na sala multifuncional da unidade, exemplificou: “temos um jogo da memória feito com lacres de embalagens e um quebra-cabeça criado com cartelas de ovos coloridas, adaptados às necessidades das crianças”.

Conscientização e impacto

De acordo com Abílio Martins, diretor de Operações e Novos Negócios da NTICS Projetos, responsável pela iniciativa com apoio do Rabobank, o objetivo é despertar mudanças de atitude na comunidade.
“Cada parceiro trabalha uma temática específica dos ODS, mostrando de forma prática como cada cidadão pode se tornar agente de transformação”, explicou.

Somente em Cuiabá, cerca de 2,8 mil alunos participaram de atividades lúdicas em sala de aula ao longo da semana. Nacionalmente, o Caminhão ODS já passou por 24 cidades e atendeu mais de 300 mil pessoas. Nos próximos dias, segue para Lucas do Rio Verde e, no dia 30, para Rondonópolis.

Origens

Criado em 2018, o Caminhão ODS começou em escolas públicas e logo se expandiu para toda a comunidade, envolvendo moradores, comerciantes, estudantes, empreendedores e servidores. Desde 2019, o veículo itinerante estaciona em espaços públicos, promove atividades e estimula o engajamento prático nos 17 objetivos da ONU para 2030, que vão desde a erradicação da pobreza até o crescimento econômico sustentável.

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Serviço

Para solicitar a visita do Caminhão ODS, basta acessar: conhecendoosods.com.br/caminhao.

O evento em Cuiabá contou com o apoio de diversos parceiros, entre eles a Secretaria Estadual de Direitos Humanos, UFMT, Iguá/Águas Cuiabá, Grupo Franciscano de Cururu e Siriri, Pantanal Shopping, Teoria Verde, Sistema Fiemt, Instituto Ciranda, Grupo Bom Futuro, IFMT, Cufa-MT, Programa Verde Novo, Movimento Nacional ODS, AgroGreen, Sesi, Solar Coca-Cola, Projeto Anjos da Guarda, Farmun e Áster/John Deere.

#PraCegover

A imagem que ilustra a matéria mostra uma parte do ambiente do evento no estacionamento do Shopping Pantanal.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Produto Interno Bruto da agropecuária cresceu 0,7% no primeiro trimestre de 2026

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O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária iniciou o ano de 2026 em crescimento, registrando uma leve alta de 0,7% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação aos três últimos meses de 2025, o avanço do setor foi de 2,0%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29.05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que o PIB total do País cresceu 1,8% na comparação anual e 1,1% frente ao trimestre anterior.

Apesar do ritmo moderado na comparação interanual, o resultado é classificado como positivo por entidades do setor, dado que ocorre sobre uma base comparativa recorde do ano anterior. De acordo com o Núcleo Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a safra passada foi excelente, o que torna o avanço de 0,7% um desempenho expressivo que ajuda a sustentar o resultado econômico nacional.

Integrando a leitura do cenário macroeconômico, o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto) destaca que o acompanhamento de longo prazo reflete melhor a realidade do campo. “A análise da variação anual é a mais pertinente, em função das sazonalidades existentes na produção agropecuária”, afirma.

Segundo Rezende, “embora o conflito no Oriente Médio tenha afetado o setor e gerado um resultado inicialmente mais fraco em termos de expectativas, o saldo final foi muito mais positivo do que negativo para o agronegócio brasileiro, já que o setor ainda impulsionou os resultados neste trimestre”.

“O agro vive muito de ciclos. Lá atrás, você tinha um ciclo muito favorável, e acho que isso explica boa parte do resultado do ano passado. Agora, o que a gente observa no agro tem a ver com ciclos e cenários externos. Mas também há um ponto interessante: às vezes temos impactos negativos do clima e, em outras, positivos. No caso deste ano, o impacto foi mais positivo”, explica o presidente.

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Safrinha

De acordo com a análise de especialistas, o PIB do setor ainda deve contar com impactos positivos vindos da soja no segundo trimestre, mas o milho segunda safra desponta como um limitador para os próximos resultados. A avaliação da consultoria indica que será difícil registrar crescimentos fortes no PIB da agropecuária ao longo do ano, com o milho safrinha pressionando o desempenho principalmente na segunda metade de 2026.

A colheita da segunda safra de milho já começou sob a expectativa de redução na oferta. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que a produção do cereal deve alcançar 108,4 milhões de toneladas na segunda safra, volume 4,2% menor do que o registrado no ciclo 2024/25. A falta de chuvas afetou severamente a produtividade no Estado de Goiás, e problemas pontuais em menor proporção são observados em Minas Gerais e São Paulo.

Além do milho, analistas do setor privado citam o algodão e a cana-de-açúcar como pontos de atenção para os próximos meses. No primeiro trimestre, o crescimento anual foi sustentado pela soja — que registrou novo recorde de 4,8% na estimativa anual de produção — e pelo segmento de carnes, além de contribuições do café arábica, beneficiado pela bienalidade positiva, e do cacau. Na outra ponta, as principais retrações foram registradas na batata inglesa, no arroz (-10,6%) e no milho (-2,5%).

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Juros

O início de ano positivo ocorre em um momento em que a agropecuária começa a sentir com maior intensidade o peso da taxa Selic elevada. Economistas da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV) avaliam que o custo do crédito tende a desacelerar o ritmo de produção nos próximos meses, período em que o clima se tornará uma variável crítica.

A CNA projeta que os resultados do segundo e do terceiro trimestres fiquem próximos da margem, podendo oscilar levemente para cima ou para baixo devido à base comparativa elevada de 2025. Contudo, o grande ponto de interrogação reside no fechamento do ano. A coordenação técnica da entidade alerta que há dúvidas sobre como o fenômeno climático El Niño vai se refletir na safra de inverno, tornando o clima a principal incógnita do setor.

Petróleo e gás

Diferentemente do observado em períodos anteriores, a agropecuária não deve figurar como o principal motor do PIB brasileiro neste ano. Estimativas do Núcleo Econômico da CNA indicam que o protagonismo do crescimento em 2026 deve ser assumido pelos setores de petróleo e gás, do ponto de vista da produção.

O prolongamento dos conflitos no Oriente Médio elevou os preços internacionais do barril de petróleo, levando a indústria extrativa nacional a intensificar o ritmo de atividade. Como o Brasil exporta petróleo bruto e importa subprodutos como diesel e gasolina, a valorização da commodity no mercado internacional deve fazer com que a Petrobras mantenha a produção em patamares elevados, gerando reflexos estatísticos positivos sobre o PIB ao longo de todo o ano.

Fonte: Pensar Agro

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