AGRONEGÓCIO

Primeira-dama apresenta projeto do Complexo da Casa do Autista ao TJMT

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A primeira-dama e vereadora de Cuiabá, Samantha Iris, apresentou o projeto do Complexo da Casa do Autista, atualmente em fase de planejamento pela Prefeitura de Cuiabá, à desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, em reunião realizada nesta quarta-feira (13), no gabinete da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O encontro com a desembargadora, que também é vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal, teve como pauta principal a troca de experiências e parcerias voltadas ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Samantha destacou que a proposta prevê a oferta de diversos tipos de tratamento e serviços especializados para crianças, jovens e adultos com TEA, além de estratégias para a manutenção da estrutura a longo prazo. A equipe do Núcleo de Apoio à Primeira-Dama também conheceu as ações voltadas ao autismo desenvolvidas pelo Tribunal.

“Essa reunião foi importante para conhecermos melhor e aprender com o trabalho do Tribunal de Justiça nessa causa. O TJMT tem experiência não só em nível estadual, mas também reconhecida nacionalmente, e podemos trazer essa expertise para a nossa realidade. Apresentamos o projeto do Complexo da Casa do Autista e conversamos sobre as possibilidades do que será oferecido dentro desse espaço, os tipos de tratamento e serviços especializados. Estamos somando conhecimentos, entendendo melhor o que é essencial incluir no complexo e, principalmente, como viabilizar os recursos necessários para manter a estrutura”, afirmou Samantha Iris.

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Durante a reunião, a desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho se colocou à disposição para construir ações conjuntas com o município, especialmente na área de capacitação e no desenvolvimento de políticas públicas inclusivas.

Nilza Maria destacou as iniciativas promovidas pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal, como a Capacitação e Conscientização em Autismo. A ação percorre comarcas do interior e da capital, promovendo conhecimento a magistrados, servidores e profissionais de apoio sobre como lidar com as demandas específicas de pessoas com autismo, fortalecendo o atendimento no âmbito do Judiciário.

Complexo Nilo Povoas – Casa do Autista

A futura Casa do Autista da capital mato-grossense será instalada no tradicional prédio do antigo Colégio Estadual Nilo Póvoas. O projeto ganhou força após visita técnica da primeira-dama Samantha Iris à Casa do Autista, em Balneário Camboriú (SC). A unidade de acolhimento e tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é referência nacional e atende cerca de 200 crianças, de 3 a 11 anos, diagnosticadas no município.

No início de agosto, o vice-governador Otaviano Pivetta assinou um acordo de cooperação que transfere oficialmente ao município a gestão do antigo Colégio Estadual Nilo Póvoas, para que Cuiabá possa instalar um complexo voltado a autistas e neurodivergentes. O ato contou com a presença da primeira-dama Samantha Iris e do prefeito Abílio Brunini.

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Após a cessão, o prédio do antigo colégio passou por limpeza para o início dos trabalhos de transformação em um grande complexo multiúso, voltado à inclusão e à acessibilidade. O próximo passo é a fase de projeto.

#PraCegoVer

A imagem mostra a desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho e a primeira-dama e vereadora de Cuiabá, Samantha Iris, no gabinete da Vice-Presidência do TJMT. Abaixo, há uma galeria com outras fotos da reunião.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Resseguro se torna peça estratégica para proteger o agro diante dos riscos climáticos e da pressão sobre o crédito rural

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O aumento dos eventos climáticos extremos está transformando a gestão de riscos em uma das principais preocupações do agronegócio brasileiro. Secas prolongadas, chuvas excessivas, ondas de calor, granizo e outras ocorrências climáticas severas vêm impactando diretamente a produtividade no campo, pressionando o acesso ao crédito e elevando os desafios financeiros de produtores rurais em todo o país.

Nesse contexto, o seguro rural se consolidou como uma ferramenta essencial para proteger a atividade agropecuária. No entanto, por trás desse mecanismo existe uma estrutura fundamental para garantir sua viabilidade: o resseguro.

Responsável por compartilhar e diluir riscos de grande escala, o resseguro tem assumido papel cada vez mais estratégico para a sustentabilidade do sistema de seguros agrícolas no Brasil. Sua atuação permite que seguradoras mantenham capacidade financeira para indenizar produtores mesmo diante de perdas expressivas provocadas por eventos climáticos de grande magnitude.

Resseguro garante estabilidade ao mercado de seguros rurais

Na prática, o resseguro funciona como uma proteção para as próprias seguradoras. Ao absorver parte dos riscos assumidos pelas companhias de seguros, o mecanismo fortalece a capacidade de pagamento de indenizações e reduz impactos financeiros causados por sinistros concentrados em determinadas regiões ou culturas.

Esse suporte é considerado fundamental para assegurar a continuidade das operações do mercado segurador, especialmente em um cenário de crescente instabilidade climática.

Além de beneficiar diretamente os produtores rurais, o sistema contribui para a estabilidade de toda a cadeia de financiamento do agronegócio, reduzindo incertezas para instituições financeiras, investidores e demais agentes envolvidos no setor.

Avanço do crédito privado aumenta demanda por mecanismos de proteção

A importância do resseguro também cresce à medida que o crédito privado amplia sua participação no financiamento da produção agropecuária brasileira.

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Com a redução proporcional dos recursos subsidiados e a expansão de instrumentos privados de financiamento, aumenta a necessidade de mecanismos capazes de mitigar riscos e oferecer maior previsibilidade aos investidores.

Nesse ambiente, o seguro rural passou a ser visto como uma importante ferramenta de proteção patrimonial, enquanto o resseguro atua como o principal suporte financeiro que garante a existência dessas coberturas em larga escala.

Segundo Rafaela Barreda, presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), a complexidade dos riscos enfrentados atualmente pelo setor exige estruturas cada vez mais robustas de proteção.

“O agronegócio brasileiro opera hoje em um ambiente de risco muito mais complexo do que há alguns anos. Eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção e passaram a impactar diretamente produtividade, crédito e previsibilidade financeira no campo. Nesse contexto, o resseguro tem um papel estratégico porque é ele que garante capacidade ao sistema segurador para absorver perdas de grande escala e manter o seguro rural funcionando”, destaca.

Perdas climáticas superam R$ 110 bilhões por ano no Brasil

Os números evidenciam a dimensão do desafio. Levantamento do Centro Internacional Celso Furtado (CICEF) aponta que secas e chuvas extremas geram prejuízos econômicos estimados em aproximadamente R$ 110 bilhões por ano ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Ao mesmo tempo, a cobertura do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) segue limitada. Em 2025, a área atendida pelo programa representou pouco mais de 3% da área agrícola nacional, reforçando a necessidade de ampliar instrumentos privados de proteção e fortalecer a participação do resseguro no setor.

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Gestão de riscos passa a ser estratégica para o agronegócio

Especialistas alertam que os impactos das quebras de safra vão muito além das propriedades rurais. Perdas significativas afetam a renda dos produtores, comprometem a capacidade de pagamento, elevam a necessidade de renegociação de dívidas e influenciam diretamente os preços dos alimentos, as exportações e a arrecadação pública.

Diante desse cenário, a gestão de riscos deixou de ser apenas uma questão operacional para se tornar um fator estratégico para a estabilidade econômica do agronegócio brasileiro.

A crescente exposição climática também vem impulsionando mudanças na atuação de seguradoras e resseguradoras. Empresas do setor têm investido em modelos mais sofisticados de análise atuarial, monitoramento climático, inteligência territorial e uso de tecnologias para aprimorar a avaliação de riscos e a precificação das apólices.

Competitividade global depende de sistemas de proteção eficientes

A discussão ganha ainda mais relevância em um momento de crescente preocupação mundial com segurança alimentar e mudanças climáticas.

Como um dos maiores fornecedores globais de alimentos, fibras e bioenergia, o Brasil depende de mecanismos capazes de garantir previsibilidade e estabilidade à produção agropecuária. Nesse contexto, o fortalecimento do seguro rural e do resseguro passa a ser também uma questão de competitividade internacional.

Mais do que uma ferramenta técnica do mercado segurador, o resseguro vem se consolidando como um dos pilares que sustentam a resiliência do agronegócio brasileiro. Em um ambiente marcado por maior volatilidade climática, pressão sobre custos e desafios de financiamento, sua atuação se torna cada vez mais decisiva para garantir a continuidade da produção e a segurança econômica do campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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