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Semob intensifica atuação em interdições da Av. Mato Grosso

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A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) intensificou a atuação nas interdições das pistas, meia via de cada lado, da Av. Mato Grosso, em Cuiabá, em virtude das obras de drenagem realizadas pela Concessionária Águas Cuiabá. Iniciada na segunda-feira (11), a estimativa é de que as obras durem pelo período de 20 dias, no horário das 8h às 16h30, minimizando os transtornos aos condutores que utilizam a Av. Mato Grosso.

Agentes de trânsito estão monitorando o local em rondas e por meio das câmeras de vídeo. Em momentos de maior lentidão, estarão agilizando para garantir a fluidez dos veículos.

As obras acontecerão simultaneamente de ambos os lados e por trechos ao longo da via (da Avenida Barão de Melgaço à Av. Prainha e vice-versa).

Serão bloqueadas as faixas da direita, tanto para quem sobe quanto para quem desce a Av. Mato Grosso.

Inicialmente, a previsão era de 10 dias de interdição; no entanto, adequações foram feitas e a obra pode demorar até 20 dias.

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ROTAS ALTERNATIVAS

Segundo o supervisor de interdições da Semob, Reginaldo Leonel, o trânsito no primeiro dia de interdição foi relativamente tranquilo. Mas os condutores poderão buscar rotas alternativas para evitar o percurso na Avenida Mato Grosso, se assim desejarem.

Por exemplo, quem transita pela Av. Presidente Marques sentido Centro poderá seguir duas quadras à frente e entrar à esquerda na Rua João Bento ou na Rua Cândido Mariano para chegar ao destino.

Para quem utiliza a Rua Desembargador José de Mesquita para se deslocar ao Centro, é possível fazer o retorno na Av. Mato Grosso e acessar a Av. Barão de Melgaço.

Para seguir sentido Rodoviária, pode-se acessar o bairro Araés, atravessar a Av. Mato Grosso e ir pela Rua Américo Salgado.

Para quem costuma subir a Av. Mato Grosso para acessar a Av. Presidente Marques, não há muita opção de desvio. O indicado é manter a cautela e seguir pelo trajeto habitual.

#PraCegoVer

A imagem mostra a interdição de meia pista da Av. Mato Grosso, com cones fazendo a divisão da via. Há maquinário na pista direita, onde acontecem as obras da Concessionária Águas Cuiabá.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Preço baixo do arroz ameaça sustentabilidade da cadeia e acende alerta para produtores e indústrias

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A redução do preço do arroz ao consumidor tem ampliado as preocupações sobre o equilíbrio econômico da cadeia produtiva. Apesar de beneficiar temporariamente os consumidores, valores muito baixos podem pressionar produtores, indústrias e distribuidores quando deixam de acompanhar os custos acumulados ao longo do processo de produção e comercialização.

Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o principal desafio do setor arrozeiro não está em vender cada vez mais barato, mas em garantir uma cadeia sustentável, capaz de manter qualidade, investimentos e segurança no abastecimento.

“O preço baixo nas prateleiras pode esconder desequilíbrios importantes entre o valor recebido pelo produto e todos os custos envolvidos até a chegada ao consumidor final”, avalia o executivo.

Custos de produção e processamento pressionam margens do arroz

O arroz beneficiado envolve uma série de etapas antes de chegar ao varejo. O processo inclui aquisição do arroz em casca, beneficiamento, classificação, embalagem, transporte, impostos, armazenagem e despesas comerciais.

Quando o preço final não cobre adequadamente esses custos, a pressão financeira acaba sendo distribuída entre os diferentes elos da cadeia, reduzindo margens e limitando investimentos.

De acordo com a avaliação do setor, o problema não está nas empresas que conseguem reduzir custos por meio de tecnologia, gestão eficiente e ganhos de produtividade. O alerta está relacionado a disputas comerciais baseadas exclusivamente em preços baixos, sem considerar a estrutura necessária para manter a atividade.

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Arroz depende de uma cadeia produtiva estruturada

Antes de chegar à mesa do consumidor, o arroz percorre uma longa trajetória que envolve diversas etapas:

  • preparo e manejo das lavouras;
  • irrigação e tratos culturais;
  • colheita;
  • secagem;
  • armazenagem;
  • classificação dos grãos;
  • beneficiamento;
  • embalagem;
  • transporte e distribuição.

Cada fase exige investimentos, mão de obra, equipamentos e planejamento para garantir qualidade e regularidade no fornecimento.

A redução contínua da rentabilidade pode comprometer a capacidade das empresas de modernizar instalações, investir em tecnologia e manter padrões elevados de produção.

Margens menores podem afetar inovação e competitividade do setor

A perda de rentabilidade por períodos prolongados representa um risco para a estrutura da cadeia arrozeira. Empresas com histórico de atuação no mercado podem enfrentar dificuldades para renovar equipamentos, ampliar eficiência operacional e acompanhar novas demandas dos consumidores.

Além disso, produtores rurais podem ser impactados pela menor capacidade de investimento em tecnologia, manejo e aumento de produtividade.

Para especialistas, a sustentabilidade do setor depende de um equilíbrio entre preço competitivo e remuneração adequada para todos os participantes da cadeia.

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Mudança no consumo aumenta desafios para o mercado de arroz

A pressão sobre o setor ocorre em um cenário de transformação dos hábitos alimentares dos consumidores.

O avanço dos alimentos ultraprocessados, mudanças nas preferências nutricionais e a redução do consumo de carboidratos associada ao uso crescente de medicamentos para controle de peso também influenciam a demanda por arroz.

Diante desse ambiente, o setor busca alternativas para estimular o consumo e fortalecer o posicionamento do produto no mercado.

Eficiência e agregação de valor são caminhos para o futuro do arroz

A avaliação da cadeia produtiva é que a competitividade do arroz não deve depender apenas da redução de preços, mas principalmente de ganhos de eficiência, diferenciação e valorização do produto.

Estratégias como inovação, melhoria da produtividade, fortalecimento das marcas e comunicação com o consumidor podem contribuir para recuperar demanda e garantir maior estabilidade ao mercado.

O desafio do setor arrozeiro é construir um modelo sustentável, no qual produtores, beneficiadores, varejistas e consumidores sejam atendidos sem comprometer a continuidade da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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