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Produtores australianos se impressionam com modelo de produção de algodão na Bahia

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O Oeste da Bahia recebeu, no último dia 7 de agosto, mais uma visita internacional interessada em conhecer de perto o modelo brasileiro de produção de algodão. Desta vez, foi a vez de um grupo de produtores rurais australianos, que fizeram escala nas instalações da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e no Centro de Análise de Fibras, em Luís Eduardo Magalhães (BA).

A delegação integra um tour técnico e cultural promovido pelo banco holandês Rabobank, com o objetivo de conhecer todas as etapas da cadeia produtiva do algodão no Brasil — da lavoura ao beneficiamento. O roteiro começou por São Paulo, passou pelo Mato Grosso e terminou na Bahia, com visitas a fazendas, unidades de beneficiamento e centros de inovação e sustentabilidade.

Intercâmbio de experiências e fortalecimento da imagem internacional

Segundo a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, a presença constante de players estrangeiros na região reforça o compromisso da entidade com a promoção do algodão brasileiro e baiano no mercado internacional.

“Além de apresentar a nossa estrutura, mostramos que temos um setor comprometido com a responsabilidade ambiental, social e com altos padrões tecnológicos”, afirmou.

Houve também troca de experiências sobre as semelhanças e diferenças entre os modelos produtivos de Brasil e Austrália. Os visitantes, vindos de um país referência em qualidade e tecnologia na cotonicultura, buscavam entender como o Brasil alcançou, em poucos anos, a liderança mundial nas exportações da fibra.

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Tecnologia, sustentabilidade e sucessão no campo

Alessandra destacou que o roteiro foi bem planejado, permitindo que os produtores australianos acompanhassem todas as etapas da produção e conhecessem as tecnologias utilizadas, bem como as estratégias para lidar com desafios como governança, clima, sustentabilidade, sucessão e custos de produção.

A presidente também ressaltou que a visita foi importante para compreender a realidade do produtor australiano, que enfrenta dificuldades semelhantes às brasileiras. “Eles ficaram surpresos com a organização, os programas de apoio ao pequeno produtor e, principalmente, com a juventude dos agricultores da região”, disse, apontando que a sucessão rural parece ser um desafio ainda maior para os australianos.

Gestão da água e práticas ambientais chamam atenção

De acordo com Felipe Oliveira, gerente do Rabobank em Rio Verde (GO), a delegação ficou particularmente impressionada com a gestão dos recursos hídricos e o trabalho ambiental realizado para garantir o uso eficiente da água — fator crucial para a produção de algodão em larga escala.

Centro de Análise de Fibras: tecnologia e qualidade

No Centro de Análise de Fibras, os produtores australianos acompanharam de perto os processos de análise, classificação e rastreabilidade da fibra produzida na Bahia.

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Tony Quigley, produtor da região central de Nova Gales do Sul, afirmou ter ficado “realmente impressionado não só com a escala, mas com a qualidade e os avanços tecnológicos adotados pelo Brasil”. Ele destacou que, embora considerassem a Austrália referência na cotonicultura, percebeu que os produtores brasileiros estão avançando rapidamente.

Para o gerente do centro, Sérgio Brentano, receber delegações internacionais é uma oportunidade estratégica de mostrar o uso de tecnologias avançadas que conciliam eficiência produtiva e responsabilidade ambiental. “Isso agrega valor ao nosso algodão e reforça nosso compromisso com a excelência”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bonsmara ganha espaço na pecuária tropical e Fazenda Santa Silvéria lidera expansão da genética no Brasil

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A busca por sistemas pecuários mais eficientes, rentáveis e adaptados às condições climáticas brasileiras tem impulsionado o avanço de raças com elevado potencial produtivo. Nesse cenário, a Fazenda Santa Silvéria consolidou-se como uma das principais referências nacionais na criação e no melhoramento genético da raça Bonsmara, contribuindo diretamente para a expansão dessa genética em diferentes regiões do Brasil e também no mercado internacional.

Pioneira na introdução do Bonsmara no país, a propriedade desenvolve um trabalho contínuo de seleção voltado para características consideradas estratégicas para a pecuária moderna, como fertilidade, rusticidade, docilidade, desempenho produtivo e adaptação ao clima tropical.

Genética desenvolvida para condições tropicais

De acordo com a proprietária da Fazenda Santa Silvéria, Clélia Pacheco, a adoção da raça surgiu da necessidade de manter a precocidade produtiva observada em fêmeas meio-sangue Angus, sem abrir mão da adaptação necessária para enfrentar os desafios das condições tropicais brasileiras.

O Bonsmara pertence ao grupo Bos Taurus Africanus, do tipo Sanga, característica que proporciona maior distância genética em relação aos zebuínos e às raças britânicas. Essa condição favorece ganhos expressivos de heterose nos programas de cruzamento industrial, resultando em animais mais produtivos, resistentes e adaptados.

Segundo a criadora, o principal diferencial da raça está na capacidade de produzir carne de alta qualidade em sistemas simplificados de produção, com excelente desempenho a pasto e utilização de touros em monta natural.

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Além da adaptação ao calor, o Bonsmara apresenta elevada fertilidade, facilidade de manejo e temperamento dócil, características que contribuem para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das fazendas.

Cruzamentos ampliam produtividade e qualidade da carne

O crescimento da raça no Brasil também está associado ao desempenho obtido nos cruzamentos industriais. A utilização de reprodutores Bonsmara sobre matrizes zebuínas ou fêmeas meio-sangue Angus tem proporcionado ganhos importantes em produtividade, rendimento de carcaça e qualidade da carne.

A raça é reconhecida pela produção de carne premium, com atributos valorizados pelo mercado consumidor, como maciez, sabor e suculência. Além disso, apresenta boa conversão alimentar e capacidade de desempenho em diferentes sistemas de produção, ampliando as oportunidades para pecuaristas de diversas regiões do país.

Seleção genética impulsiona expansão nacional e internacional

O programa de melhoramento desenvolvido pela Fazenda Santa Silvéria combina avaliações de desempenho, características funcionais e critérios rigorosos de adaptação. O objetivo é selecionar animais capazes de manter altos índices produtivos mesmo em condições desafiadoras de clima e manejo.

Esse trabalho permitiu a disseminação da genética Bonsmara para todas as regiões brasileiras e também para países da América Latina e da África, fortalecendo a presença da raça em sistemas produtivos voltados para eficiência e sustentabilidade.

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Sustentabilidade e eficiência caminham juntas

A busca por maior produtividade também está alinhada aos princípios de sustentabilidade. Animais geneticamente superiores tendem a permanecer menos tempo no ciclo produtivo, reduzindo a emissão de gases por quilo de carne produzida.

Ao mesmo tempo, sistemas baseados em pastagens bem manejadas favorecem a retenção de carbono no solo e contribuem para uma pecuária mais equilibrada do ponto de vista ambiental.

Para os especialistas da fazenda, a combinação entre genética, nutrição e manejo continua sendo a principal estratégia para garantir competitividade econômica e responsabilidade ambiental no campo.

Leilão disponibilizará reprodutores selecionados

Como parte do trabalho de difusão da genética Bonsmara, a Fazenda Santa Silvéria realizará, no próximo dia 1º de julho, às 20h, a 22ª edição do Leilão Bonsmara Santa Silvéria.

O evento ocorrerá em formato 100% virtual, com transmissão pela Central Leilões, e ofertará reprodutores desenvolvidos dentro de um programa de melhoramento genético direcionado às demandas da pecuária tropical brasileira.

Os animais disponibilizados foram selecionados para atuação a campo, reunindo características de adaptação, fertilidade, desempenho produtivo e qualidade genética voltadas ao aumento da eficiência dos rebanhos comerciais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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