AGRONEGÓCIO

Escolas municipais de Cuiabá adotam sistema de notas numéricas para avaliar alunos

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A partir do segundo semestre deste ano letivo (2025), os estudantes da rede pública municipal de Cuiabá passarão a ser avaliados exclusivamente por notas numéricas de 0 a 10, aplicadas pelos professores em cada disciplina. A mudança substitui o modelo anterior e visa tornar mais claro para pais e responsáveis o desempenho escolar dos alunos.

Com a nova regra, a média mínima exigida por bimestre será de 6,0. Ao final dos quatro bimestres, o estudante será aprovado se alcançar a soma mínima de 24 pontos no ano letivo. A alteração vale para todas as unidades escolares da rede municipal e está prevista na Portaria nº 254/2024, assinada pelo secretário municipal de Educação, Amauri Monge, publicada em 8 de maio.

O prefeito Abilio Brunini é favorável à alteração dos critérios para aprovação escolar. “O apoio e acompanhamento da família será muito importante porque o aluno que não tiver a nota adequada vai reprovar. Vamos cobrar também a melhoria da qualidade de ensino com a devida aplicação da política pedagógica pelos professores”.

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Segundo o secretário, a mudança busca fortalecer o acompanhamento familiar do processo de aprendizagem. “Se o pai, mãe ou responsável identificar que o desempenho está abaixo do satisfatório, a direção e a coordenação pedagógica estão de portas abertas para dialogar, recomendar aulas de reforço se necessário, visando a melhor formação escolar e humana das crianças”, destacou Amauri.

Para a professora Thatiany Soares Correa, mentora de aprendizagem da Secretaria de Educação, a medida reforça a parceria entre escola e família. “É uma estratégia de recomposição da aprendizagem. Deixa mais claro aos responsáveis o que seus filhos precisam para melhorar o desempenho escolar e estimula o diálogo com a comunidade escolar em busca do melhor resultado”, explicou.

A rede pública municipal de Cuiabá atende atualmente 59.456 estudantes. Todos já receberam kits de material didático e escolar, com itens como cadernos, lápis, estojo, canetinhas e, conforme a série, também livros didáticos e cadernos de desenho, um investimento que assegura melhores condições para o processo de ensino e aprendizagem.

#PraCegoVer

A foto ilustra um ambiente escolar repleto de crianças e acompanhados de adultos que são professores numa unidade infantil.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Governo de Santa Catarina lança projeto de R$ 10,1 milhões para ampliar uso de sementes certificadas de arroz

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O Governo de Santa Catarina lançou nesta quinta-feira (14) o Projeto Sementes Certificadas de Arroz, uma nova ação voltada ao fortalecimento da cadeia produtiva do arroz irrigado no estado. A iniciativa foi apresentada durante o Seminário Sul Catarinense de Arroz Irrigado, realizado em Turvo, e integra o Programa Terra Boa, coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape).

A proposta busca ampliar o uso de sementes certificadas nas lavouras catarinenses, elevando os índices de produtividade, qualidade e sustentabilidade da produção de arroz. O projeto também pretende reduzir os riscos associados ao uso de sementes irregulares, conhecidas como “piratas”, que ainda são utilizadas por parte dos produtores.

Aprovado pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural (Cederural), o programa prevê investimento de R$ 10,1 milhões para a safra 2026/2027. O apoio financeiro contempla a aquisição de até 77 mil sacas de sementes certificadas, com limite de até 40 sacas de 50 quilos por produtor e subsídio máximo de R$ 4,8 mil por beneficiário.

A expectativa do governo estadual é beneficiar mais de 2 mil agricultores familiares e produtores rurais em diferentes regiões produtoras de arroz de Santa Catarina.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, a iniciativa reforça o compromisso do governo com o fortalecimento do setor orizícola catarinense.

“O Projeto Sementes Certificadas de Arroz amplia o apoio ao produtor rural, incentivando o uso de sementes de qualidade para garantir mais segurança, produtividade e competitividade no campo. Trata-se de uma cadeia estratégica para Santa Catarina, especialmente pela forte presença da agricultura familiar”, destacou o secretário.

Projeto prioriza qualidade, rastreabilidade e segurança na produção

As sementes contempladas pelo programa deverão ser de variedades desenvolvidas pela Epagri e produzidas por associados da Associação Catarinense de Produtores de Sementes de Arroz Irrigado (Acapsa). Além disso, os materiais precisarão possuir registro regular junto à Cidasc e ao Ministério da Agricultura, assegurando rastreabilidade, qualidade genética e segurança ao produtor rural.

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A operacionalização do projeto ficará sob responsabilidade da Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro), por meio de acordo de cooperação com a Sape. A iniciativa também conta com parceria da Epagri, Acapsa, cooperativas e casas agropecuárias credenciadas.

Santa Catarina registra safra recorde de arroz

Santa Catarina consolidou sua posição entre os principais polos produtores de arroz do Brasil após alcançar produção recorde de 1,3 milhão de toneladas na safra 2024/2025. O cultivo ocupou área de aproximadamente 145 mil hectares, colocando o estado como o segundo maior produtor nacional do grão.

A orizicultura possui forte peso econômico no agronegócio catarinense, movimentando mais de R$ 2,3 bilhões em Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP).

Outro destaque do setor é a predominância da agricultura familiar. Dos 5.916 estabelecimentos produtores de arroz existentes no estado, cerca de 82% pertencem a agricultores familiares, reforçando a importância social da atividade para geração de renda e manutenção das economias regionais.

Uso de sementes “piratas” preocupa setor produtivo

Apesar dos bons resultados produtivos, o setor enfrenta desafios relacionados à elevação dos custos de produção. Entre as preocupações está o avanço do uso de sementes não certificadas, prática adotada por alguns produtores na tentativa de reduzir despesas.

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De acordo com informações da Epagri, sementes irregulares apresentam menor qualidade, reduzem o potencial produtivo das lavouras e aumentam significativamente os riscos de contaminação por arroz vermelho, considerada uma das principais plantas daninhas da cultura.

O diretor de Cooperativismo e Desenvolvimento Rural da Sape, Léo Kroth, alerta que o uso desse tipo de material também pode gerar problemas jurídicos e financeiros aos produtores.

“Além dos prejuízos produtivos, sementes sem certificação podem comprometer o acesso a seguros agrícolas e gerar insegurança em casos de perdas nas lavouras”, enfatizou Kroth.

Com a nova política de incentivo, o governo catarinense aposta no fortalecimento da cadeia produtiva do arroz irrigado, buscando elevar a competitividade do setor e garantir maior sustentabilidade econômica aos produtores rurais do estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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