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Produtores de caqui comemoram boa safra e melhora nas vendas na Serra Gaúcha

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A colheita de caqui foi oficialmente encerrada na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (24). De acordo com o boletim, a produção foi considerada satisfatória, com boa carga de frutos.

Com o término da colheita, os pomares já entraram no período de dormência. Após as últimas geadas, restam poucas folhas nas árvores, marcando a transição para o período de manejo e preparo para o próximo ciclo.

Frutas em câmara fria ajudam a manter preços estáveis

Mesmo após o fim da colheita, ainda há oferta de caquis armazenados em câmaras frias. Essa estratégia tem colaborado para manter os preços relativamente estáveis na Ceasa/Serra.

Os produtores estão comercializando a fruta de forma gradual, priorizando os frutos de melhor qualidade. “Houve melhora na comercialização, principalmente para as de melhor qualidade”, relataram os produtores locais.

Preços sobem na Ceasa

Na Ceasa, os preços médios do caqui apresentaram leve alta:

  • Variedade Kyoto: passou de R$ 3,25 para R$ 3,85 o quilo.
  • Variedade Fuyu: subiu de R$ 3,17 para R$ 3,67 o quilo.
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Alguns produtores optaram por armazenar os frutos visando a venda futura. No entanto, o armazenamento demanda investimentos, já que os caquis precisam ser acondicionados em sacos de 10 ou 20 quilos, contendo sachês específicos que reduzem os efeitos do etileno, prolongando a conservação da fruta.

Produtores aproveitam período para manejo de inverno

Com o fim da colheita, os produtores também iniciaram práticas importantes de manejo no campo. Entre as ações realizadas estão:

  • Aplicação de calda sulfocálcica: utilizada no tratamento de inverno para eliminar o inóculo da antracnose, uma doença comum nos pomares.
  • Poda preliminar de inverno: focada na retirada de ramos mal posicionados, quebrados ou ladrões, favorecendo o desenvolvimento saudável das plantas para a próxima safra.

O cenário atual é considerado positivo pelos produtores, que apontam uma boa safra, avanço nos preços e organização do manejo como fatores que devem contribuir para a continuidade dos bons resultados no cultivo de caqui na região da Serra Gaúcha.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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