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Preço do arroz em casca sobe em julho no RS, mas acumula queda significativa no ano

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Valorização em julho no Rio Grande do Sul

Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul registraram alta ao longo do mês de julho, impulsionados pela demanda sólida e pela oferta limitada no mercado. Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que, apesar do movimento de valorização recente, o ritmo das negociações permanece cauteloso.

Produtores mantêm cautela nas vendas

A maior parte dos produtores ainda realiza vendas pontuais, focadas principalmente no cumprimento de obrigações financeiras. O cenário atual faz com que os agricultores aguardem condições mais vantajosas para comercializar volumes maiores.

Perspectiva de exportações influencia mercado interno

A expectativa de aumento nas exportações tem sido um dos fatores que sustentam as cotações internas do arroz em casca, mantendo o interesse dos compradores e limitando uma queda mais acentuada dos preços.

Queda acumulada no ano preocupa orizicultores

Apesar da valorização observada em julho, o preço do arroz em casca acumula uma retração expressiva de aproximadamente 30% no ano, segundo o Cepea. Essa forte redução compromete a rentabilidade do cultivo, dificultando o planejamento para a próxima safra.

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Impactos no planejamento da próxima safra

Diante do cenário de preços pressionados, muitos produtores demonstram desânimo e já planejam reduzir a área destinada ao plantio do arroz. Essa decisão pode refletir diretamente na produção futura e no abastecimento do mercado.

Resumo: O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul vive um momento de alta mensal sustentada por demanda e exportações, mas a significativa queda acumulada no ano traz desafios para os produtores, que veem ameaçada a rentabilidade e repensam o planejamento para a próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Drones reduzem uso de inseticidas na cana-de-açúcar com tecnologia de controle biológico apoiada pela Embrapii

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Inovação leva drones ao controle biológico na cana-de-açúcar

Uma tecnologia desenvolvida com apoio da Embrapii está transformando o manejo de pragas na cultura da cana-de-açúcar no Brasil. O sistema utiliza drones para realizar a liberação mecanizada de agentes biológicos no campo, reduzindo a necessidade de inseticidas químicos.

A solução foi criada pela empresa Sardrones em parceria com a Unidade Embrapii da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), com foco no controle da broca-da-cana, uma das principais pragas que afetam a produtividade do setor sucroenergético.

Controle biológico deixa de ser manual e ganha escala com drones

O projeto surgiu a partir de um desafio operacional comum no campo: o controle biológico tradicional exige grande esforço humano e apresenta limitações de escala.

Segundo o agrônomo Gustavo Scarpari, fundador da Sardrones, o método manual expõe trabalhadores a condições adversas e baixa eficiência operacional.

“É um trabalho perigoso, com calor, presença de animais e esforço físico elevado com baixo rendimento”, explica.

Para superar esse cenário, a proposta foi mecanizar o processo por meio de drones capazes de distribuir vespas da espécie Cotesia flavipes, inimigas naturais da broca-da-cana.

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Tecnologia garante liberação precisa e rastreabilidade no campo

O sistema utiliza embalagens biodegradáveis acopladas a dispensers instalados nos drones, que realizam a liberação controlada dos agentes biológicos sobre a lavoura.

Durante o voo, as aeronaves sobrevoam os canaviais e liberam os insetos de forma programada, garantindo maior uniformidade na aplicação.

Todo o processo é monitorado por mapas de voo, permitindo rastreabilidade completa das áreas atendidas e maior controle sobre a eficiência da operação.

Parceria com Embrapii e Esalq/USP acelerou desenvolvimento

O avanço da tecnologia contou com o apoio da Embrapii e da parceria com pesquisadores da Esalq/USP, que contribuíram para a otimização do sistema de aplicação.

Segundo o professor e entomologista José Maurício Bento, o trabalho envolveu a definição de parâmetros técnicos fundamentais para a eficiência do método.

“Trabalhamos na definição da melhor forma de aplicação, número ideal de liberações, horários e custo-benefício, além de avaliar a eficiência do método”, afirma.

Redução de defensivos químicos e ganhos em sustentabilidade

Um dos principais impactos da tecnologia é a redução do uso de inseticidas químicos na lavoura de cana-de-açúcar.

De acordo com os especialistas, o controle biológico contribui para a preservação de organismos benéficos e reduz a pressão ambiental associada ao uso de defensivos.

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“O principal ganho é evitar aplicações químicas”, destaca Bento.

Solução também gera impacto econômico para o setor sucroenergético

Além dos benefícios ambientais, a tecnologia também pode gerar ganhos econômicos para produtores e usinas.

A redução do uso de insumos químicos e a eficiência do controle biológico contribuem para a melhoria da rentabilidade da produção.

Segundo Scarpari, o avanço pode até influenciar a valorização do produto final no mercado.

“Quanto mais biológico se usa, maior a chance de obter prêmio no preço do açúcar”, afirma.

Tecnologia já avança para outras culturas agrícolas

Embora inicialmente aplicada na cana-de-açúcar, a tecnologia já começa a ser utilizada em outras cadeias produtivas, como soja, milho, café e fruticultura.

A expansão reforça o potencial de escalabilidade da solução e sua adaptação a diferentes sistemas agrícolas.

Para especialistas, iniciativas como essa mostram como a integração entre pesquisa científica, demanda do setor produtivo e investimento em inovação acelera a transformação tecnológica no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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