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Laboratório de Análise de Sementes da Agrodefesa alcança nota máxima em teste nacional

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O Laboratório Oficial de Análise de Sementes (Laso/Labsem) da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) alcançou nota máxima no Programa de Ensaio de Proficiência em Sementes, promovido pela Rede Metrológica do Rio Grande do Sul, com anuência do Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa). Participante em outras edições, com exceção do período da pandemia (ano de 2020), o Laso/Labsem obteve, pela primeira vez, 100% de aproveitamento em todos os quesitos analisados, reconhecendo a excelência dos serviços prestados pelo laboratório. O resultado é referente a 2023.

O laboratório goiano participou a nível nacional da comparação interlaboratorial das matrizes de soja e feijão, processo extremamente rigoroso para atestar a qualidade e a confiabilidade dos resultados das análises. Em todo o país, 27 laboratórios testaram para matriz de sementes de soja; e nove testaram para matriz de sementes de feijão. “Estamos muito orgulhosos por termos alcançado a nota máxima em nossas análises. Participar desse tipo de programa mostra que estamos no caminho certo em nossa atuação e em oferecer sementes de qualidade”, avalia o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos.

Os ensaios de proficiência têm o propósito de determinar o desempenho individual dos laboratórios para os ensaios propostos; monitorar continuamente o desempenho dos participantes; propiciar subsídio aos laboratórios diante da identificação e solução de problemas analíticos; identificar diferenças laboratoriais; agregar valor ao controle de qualidade e fornecer confiança adicional aos usuários.

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Nos testes realizados no ano de 2023 com matrizes de soja e feijão, foram avaliados os seguintes ensaios: análise de pureza; teste de germinação; determinação de outras sementes por número; teste de vigor; teste tetrazólio; peso de mil sementes; verificação de outros cultivares e exames de sementes infestadas.

“Esse resultado para a equipe é o reconhecimento dos esforços empreendidos na obtenção deste conceito. O Governo de Goiás, por meio da Agrodefesa, tem investido muito no laboratório, com aquisição de equipamentos de ponta e na capacitação contínua de seus profissionais. A agência tem enviado fiscais para fazer cursos de referência fora do estado. Ao se sentirem valorizados e melhor qualificados, o resultado acaba aparecendo em forma da projeção da importância do laboratório”, afirma a gerente e responsável técnica do Laso/Labsem, Anna Carla Luccas.

Atuação

O Laboratório Oficial de Análises de Sementes (Laso/LabSem) atua com o objetivo de determinar a identidade e a qualidade de uma amostra de sementes por meio de métodos, padrões e procedimentos estabelecidos em legislação, com a finalidade de certificação, análise fiscal e prestação de serviços, além de assegurar a identidade e a qualidade do material de multiplicação e reprodução vegetal comercializado no Estado de Goiás.

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É ainda um dos cinco laboratórios estaduais oficiais credenciados pelo Mapa. Entre as espécies de sementes analisadas, destacam-se as de soja, arroz, feijão, milho, algodão, forrageiras em geral (pastagens), braquiárias, panicum, entre outras. Em 2023, por meio de um Acordo de Cooperação Técnica, o Laso/Labsem prestou serviço de análise de sementes nas amostras coletadas pelo Mapa, em razão de seu laboratório de análise em Goiás estar em reforma.

Além disso, o Laso/Labsem também realiza análises para a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Emater, Embrapa, Cidasc (Agência de Defesa de Santa Catarina), já teve uma parceria de longa data com a Adapar (Agência de Defesa do Paraná) e atualmente possui uma proposta de cooperação técnica com o Idaron (Agência de Defesa de Rondônia). “Temos uma capilaridade nacional por sermos um dos laboratórios oficiais credenciados pelo Mapa. Então, nossas análises fiscais contribuem para a fiscalização do comércio de sementes de outros entes da federação”, avalia a gestora.

Fonte: Comunicação Setorial da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) – Governo de Goiás

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Piscicultura em viveiros escavados cresce no Brasil com tecnologia de manejo e fortalece produção familiar

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A piscicultura brasileira segue em expansão e encontra nos viveiros escavados um dos principais sistemas de produção para pequenos e médios produtores. A adoção de tecnologias de manejo, aliada a práticas de gestão mais eficientes, tem impulsionado a produtividade e reduzido riscos na atividade aquícola.

Em 2024, o Brasil produziu cerca de 968 mil toneladas de peixes cultivados, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR). O desempenho reforça o papel da piscicultura familiar, especialmente em sistemas de viveiros escavados, que concentram grande parte da produção nacional.

Tocantins se destaca na produção aquícola com espécies nativas

No recorte regional, o Tocantins registrou aproximadamente 18,1 mil toneladas de peixes cultivados em 2024, também de acordo com a PeixeBR. O estado se destaca pela produção de espécies nativas e pela forte presença de pequenos produtores na cadeia aquícola.

Esse cenário foi tema do programa Prosa Rural, da Embrapa, com base no Manual de Piscicultura Familiar em Viveiros Escavados, reunindo orientações técnicas sobre manejo, produção e organização da atividade no campo.

Viveiros escavados oferecem flexibilidade produtiva ao piscicultor

De acordo com a pesquisadora Ana Paula Rodrigues, da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO), o principal diferencial dos viveiros escavados é a flexibilidade de intensificação do sistema produtivo.

Segundo ela, o modelo pode ser ajustado conforme a realidade do produtor, variando entre sistemas extensivo, semi-intensivo e intensivo.

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No sistema extensivo, há menor uso de ração e maior dependência de alimento natural. Já o intensivo utiliza maior densidade de estocagem e alimentação exclusivamente com ração comercial. O semi-intensivo combina características dos dois modelos e é o mais adotado na prática.

Manejo técnico e gestão elevam eficiência da produção de peixes

O Manual de Piscicultura Familiar em Viveiros Escavados reúne orientações fundamentais para a atividade, incluindo construção de viveiros, qualidade da água, sanidade, alimentação e comercialização.

O material também traz ferramentas de gestão econômica e incentiva a organização coletiva dos produtores como estratégia para fortalecimento da piscicultura familiar.

A adoção de práticas técnicas contribui para reduzir perdas produtivas, melhorar o desempenho dos sistemas e aumentar a eficiência em pequenas propriedades rurais.

Controle alimentar é decisivo para rentabilidade da piscicultura

O manejo da alimentação é considerado um dos pontos mais críticos da atividade. A pesquisadora Ana Paula Rodrigues destaca a importância do controle do estoque de peixes no viveiro para ajuste correto da ração.

Segundo ela, o produtor precisa conhecer com precisão a quantidade e o peso dos animais.

“É muito importante o produtor saber quantos peixes ele tem no viveiro”, afirma a pesquisadora.

O uso de biometrias mensais e tabelas de alimentação permite ajustar a oferta de ração conforme a fase de crescimento dos peixes, garantindo maior eficiência produtiva.

Custos elevados reforçam importância da gestão na piscicultura

De acordo com o supervisor do SENAR, Vicente Neto, a piscicultura deve ser tratada como uma atividade empresarial, com foco em gestão e planejamento.

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Ele destaca cinco desafios principais: gestão da atividade, regularização fundiária, organização dos produtores, qualidade da água e manejo alimentar.

A ração pode representar até 90% do custo operacional, o que torna o controle alimentar um fator decisivo para a rentabilidade.

Organização coletiva amplia competitividade dos produtores

A formação de associações entre produtores é apontada como estratégia essencial para fortalecer a piscicultura familiar. A compra coletiva de insumos e a comercialização conjunta aumentam o poder de negociação e reduzem custos.

Segundo Vicente Neto, a falta de regularização fundiária limita o acesso ao crédito rural, enquanto a baixa organização reduz a competitividade no mercado.

O uso de ferramentas técnicas, como o manual da Embrapa, contribui para a profissionalização da atividade e melhora a tomada de decisão no campo.

Tecnologia e planejamento impulsionam piscicultura familiar no Brasil

O programa Prosa Rural reforça que o avanço da piscicultura depende da integração entre tecnologia, gestão e planejamento.

A combinação desses fatores aumenta a eficiência dos sistemas em viveiros escavados, reduz riscos produtivos e melhora a previsibilidade da atividade.

Com a modernização do manejo e o fortalecimento da organização produtiva, a piscicultura familiar se consolida como uma alternativa estratégica de geração de renda e desenvolvimento no meio rural brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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