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Cooperados da Cocamar visitam região produtora de Água Boa (MT) e conhecem unidade de grãos recém-inaugurada

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Entre os dias 23 e 27 de junho, 17 cooperados da Cocamar, provenientes dos estados do Paraná e São Paulo, realizaram uma visita à região de Água Boa (MT), a 627 km de Cuiabá. A viagem foi organizada a pedido dos próprios produtores, interessados em aprofundar o conhecimento sobre a agricultura local e as oportunidades oferecidas pela região.

Agricultura diversificada com destaque para soja, milho e gergelim

A região de Água Boa destaca-se pela predominância da soja na safra de verão e do milho no inverno, além do cultivo de gergelim no período de entressafra. Durante a visita, o grupo percorreu diversas propriedades rurais, conheceu áreas com trabalhos técnicos realizados pela Cocamar e teve a oportunidade de visitar a unidade de recebimento de grãos da cooperativa, a maior da rede Cocamar, que atua nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Interação com produtores locais e apresentação técnica

Os cooperados foram recebidos na fazenda do Grupo Itaquerê, que possui 17 mil hectares, e também participaram de uma apresentação feita por um produtor da vizinha cidade de Canarana. O produtor explicou as características da região, destacando os índices pluviométricos médios, a produtividade e a rentabilidade das lavouras, além de apontar os principais desafios enfrentados pelos agricultores locais.

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Região marcada por propriedades de pequeno porte e influência paranaense

Diferentemente do padrão fundiário predominante em Mato Grosso, Água Boa concentra muitas propriedades pequenas, muitas delas pertencentes a produtores originários do Paraná. Familiarizados com a prática cooperativista, esses produtores solicitaram, há alguns anos, a atuação da Cocamar na região. Como resultado, a cooperativa inaugurou uma estrutura operacional que, no primeiro ano, já recebeu cerca de 130 mil toneladas de soja, volume recorde para uma unidade da rede.

Cooperados destacam potencial e oportunidades na região

Ao final da visita, os cooperados manifestaram grande satisfação com o potencial produtivo da região e as oportunidades para aquisição e arrendamento de terras. Eles também reafirmaram o apoio à iniciativa da Cocamar em investir em Água Boa, ressaltando a importância do suporte aos produtores locais para o desenvolvimento da agricultura regional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Seguro rural terá maior subvenção e Zarc Níveis de Manejo é ampliado para soja e milho safrinha

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O governo federal aprovou a ampliação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM) e o aumento da subvenção ao prêmio do seguro rural, reforçando os incentivos à adoção de boas práticas agrícolas. A medida, publicada no Diário Oficial da União, amplia o projeto piloto para novas regiões e culturas, com foco na safra 2026/2027.

A iniciativa, coordenada pelo Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, passa a contemplar a cultura da soja nos estados do Sul e em Mato Grosso do Sul, além da inclusão inédita do milho segunda safra no Paraná e no Mato Grosso do Sul.

Subvenção maior premia melhor manejo

A principal mudança está no aumento do percentual de subvenção ao prêmio do seguro rural para produtores que adotam níveis mais avançados de manejo do solo.

Para a soja, os percentuais definidos para a safra 2026/2027 são:

  • 20% para o Nível de Manejo 1 (NM1)
  • 30% para o NM2
  • 35% para o NM3
  • 40% para o NM4

Os índices representam um avanço de 5 pontos percentuais em relação ao piloto anterior, especialmente nos níveis mais elevados de manejo.

Já para o milho segunda safra, incluído pela primeira vez no ZarcNM, os incentivos são ainda mais robustos:

  • 40% para NM1
  • 45% para NM2
  • 50% para NM3 e NM4
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O modelo reforça a lógica de premiar produtores que investem em práticas que melhoram a qualidade do solo e reduzem riscos produtivos.

Recursos e alcance do programa

Nesta fase piloto, o ZarcNM segue restrito ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Para a safra 2026/2027, serão destinados R$ 1 milhão para a soja e R$ 1 milhão para o milho.

Apesar da redução em relação ao ciclo anterior — quando R$ 8 milhões foram disponibilizados para a soja no Paraná — a expectativa é de maior eficiência na utilização dos recursos.

Com base na experiência anterior, quando cerca de 2.096 hectares foram segurados, a estimativa é de que o novo orçamento permita a cobertura de até 10 mil hectares na próxima safra, considerando o avanço da adesão ao modelo.

Nova metodologia muda avaliação de risco

O ZarcNM representa uma evolução do zoneamento tradicional ao incorporar, além de fatores climáticos, o impacto direto do manejo agrícola na produtividade.

Enquanto o modelo convencional considera clima, tipo de solo e ciclo da cultura, a nova metodologia passa a incluir indicadores objetivos de manejo, especialmente relacionados à capacidade de retenção de água no solo.

Na prática, quanto melhor o manejo adotado pelo produtor, menor o risco hídrico e, consequentemente, menor a probabilidade de perdas por estiagem.

Essa abordagem marca uma mudança estrutural na forma de avaliar riscos agrícolas no Brasil, alinhando tecnologia, sustentabilidade e gestão produtiva.

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Pesquisa e inovação impulsionam o modelo

Os avanços do ZarcNM estão sendo discutidos na 9ª Reunião da Rede Zarc, realizada em Brasília, com a participação de cerca de 100 pesquisadores de 34 unidades da Embrapa, além de representantes do setor produtivo, instituições financeiras, seguradoras e órgãos governamentais.

Entre os temas em debate estão a evolução metodológica do zoneamento, sistemas de monitoramento, análise de dados e a expansão do modelo para outras culturas.

A expectativa é que, com o amadurecimento do projeto, o ZarcNM se consolide como uma ferramenta estratégica para a gestão de riscos no agronegócio brasileiro, incentivando práticas mais eficientes e sustentáveis no campo.

Perspectivas para o produtor

Com maior subvenção e ampliação de cobertura, o novo modelo tende a estimular a adesão ao seguro rural e fortalecer a cultura de gestão de risco no campo.

Ao vincular benefícios financeiros à qualidade do manejo, o ZarcNM cria um ambiente mais favorável à produtividade sustentável, ao mesmo tempo em que reduz a exposição do produtor a eventos climáticos adversos.

A tendência é que o programa ganhe escala nos próximos anos, consolidando-se como um dos pilares da política agrícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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