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Clima e retração industrial causam prejuízos de até 60% na colheita da Ponkan no RS

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A colheita de citros avança no Rio Grande do Sul, mas os produtores têm enfrentado sérios desafios devido ao clima desfavorável, à retração da demanda industrial e à queda nos preços. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (24), esses fatores têm comprometido a rentabilidade das lavouras e, em alguns casos, provocado perdas significativas.

Perdas severas em São Sebastião do Caí

No Vale do Caí, as condições climáticas favoreceram o início da colheita, mas o excesso de chuvas resultou na queda precoce de frutos e na incidência de podridões. Em pomares de bergamota Ponkan em São Sebastião do Caí, os prejuízos chegam a até 60%. A situação é agravada pela retração da indústria, que tem dificultado o escoamento da produção. Além disso, geadas comprometeram a qualidade de limões, resultando em desvalorização. O controle da mosca-branca, uma praga recorrente, tem se mostrado ineficaz.

Demanda industrial retraída e comércio parado em Erechim

Em Erechim, a comercialização de frutas está praticamente paralisada. A incerteza gerada pela possível taxação de 50% sobre o suco de laranja exportado aos Estados Unidos provocou uma espera nas indústrias, que ainda não iniciaram a compra da fruta. Por enquanto, apenas a venda de laranja in natura continua ativa, com preços em torno de R$ 0,90 por quilo.

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Colheita avança em várias regiões

Bagé e São Gabriel: As laranjas seguem em fase de desenvolvimento, enquanto a bergamota está em maturação. Em São Gabriel, os frutos apresentam sabor adocicado e bom calibre. O limão é vendido a R$ 60,00 (caixa de 22 kg) e a laranja para suco a R$ 80,00 (25 kg), ambas voltadas ao mercado in natura. Em Maçambará, a laranja de mesa sem sementes alcança R$ 7,00/kg.

Caxias do Sul: A colheita das variedades precoces e de ciclo médio, como a bergamota Ponkan, está na reta final. Mesmo com preços reduzidos, o valor permaneceu estável na Ceasa/Serra, em R$ 2,25/kg. O frio recente beneficiou a coloração e o sabor das frutas.

Passo Fundo e Frederico Westphalen: Os produtores continuam com os tratos culturais, incluindo adubação e podas, nas variedades Rubi e Salustiana. A colheita das bergamotas Caí e Ponkan e das laranjas de umbigo e de suco segue em ritmo normal.

Preços variam conforme a variedade e a região
  • Bergamota Caí:
    • Pareci Novo: colheita próxima do fim, com preço de R$ 35,00 por caixa de 25 kg
    • Bom Princípio: safra chega a 90%, com valor médio de R$ 30,00
  • Bergamota Montenegrina:
    • Início da colheita, com preços entre R$ 50,00 e R$ 60,00, dependendo da qualidade e localização
  • Laranja Céu:
    • Colheita encerrada em Bom Princípio e São Sebastião do Caí
    • Em São José do Hortêncio, a colheita atingiu 90%
    • Céu paulista começa a safra, com preços entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por caixa
  • Laranja Valência:
    • Com baixa demanda, os valores variam de R$ 10,00 a R$ 25,00
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Limão Tahiti enfrenta lentidão nas vendas

A comercialização do limão Tahiti também ocorre em ritmo lento. Em Bom Princípio, a colheita atingiu 60% da área plantada (120 hectares), com preços entre R$ 35,00 e R$ 40,00 por caixa. Já em São Sebastião do Caí, o produto é vendido por R$ 30,00, enquanto em São José do Hortêncio, o valor chega a R$ 50,00 por caixa.

A situação atual da citricultura gaúcha acende o alerta para o setor, que, apesar do bom desempenho em algumas áreas, precisa lidar com oscilações climáticas, incertezas do mercado internacional e entraves na comercialização que afetam diretamente o produtor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas globais oscilam após decisões de juros; Selic a 14,25% e commodities pressionam mercados e ações do agro

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Os mercados financeiros globais operam em clima de cautela nesta quinta-feira (18), após as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Enquanto o Banco Central brasileiro reduziu a taxa Selic para 14,25% ao ano, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros norte-americanos inalterados, reforçando o discurso de vigilância sobre a inflação.

No Brasil, o Ibovespa Futuro abriu em leve baixa, refletindo ajustes dos investidores após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O dólar comercial voltou a operar acima de R$ 5,14, em meio às preocupações com o cenário internacional e as perspectivas para a inflação global.

Selic cai para 14,25% e mercado avalia próximos passos

O Banco Central promoveu o terceiro corte consecutivo de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, levando a Selic para 14,25% ao ano. Apesar do movimento de flexibilização monetária, a autoridade monetária sinalizou cautela diante da persistência de riscos inflacionários e das incertezas externas.

Analistas avaliam que futuras reduções dependerão do comportamento da inflação, da atividade econômica e do ambiente internacional, especialmente das decisões do Fed e das oscilações dos preços das commodities.

Bolsas internacionais têm desempenho misto

Nos Estados Unidos, os índices futuros de Wall Street registravam alta moderada, sustentados pelo alívio geopolítico no Oriente Médio e pela expectativa de estabilidade econômica após a reunião do Fed.

Na Europa, o cenário foi mais cauteloso. O índice DAX, da Alemanha, operava próximo da estabilidade, enquanto CAC 40, da França, e FTSE 100, do Reino Unido, registravam leves perdas.

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Na Ásia, o fechamento foi misto. O destaque positivo ficou para Japão e Coreia do Sul, com ganhos expressivos dos índices Nikkei e Kospi. Em contrapartida, Hong Kong recuou fortemente, pressionada pelas expectativas de juros mais elevados nos Estados Unidos.

Fechamento dos principais índices asiáticos
  • Nikkei (Japão): +1,65%
  • Kospi (Coreia do Sul): +2,25%
  • Taiex (Taiwan): +1,28%
  • Straits Times (Singapura): +0,70%
  • CSI300 (China): +0,21%
  • SSEC (Xangai): -0,43%
  • Hang Seng (Hong Kong): -1,59%
  • S&P/ASX 200 (Austrália): -0,62%
Tecnologia lidera ganhos na China

As ações de tecnologia chinesas foram destaque positivo após a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China anunciar medidas de incentivo à inovação e ao financiamento de empresas de setores considerados estratégicos.

Entre os segmentos priorizados estão inteligência artificial, computação quântica, fusão nuclear e interfaces cérebro-computador. O anúncio impulsionou principalmente as empresas listadas nos mercados voltados à inovação tecnológica.

O índice STAR 50, referência para empresas de tecnologia na China, avançou quase 4%, alcançando novo recorde de fechamento. O movimento reforça o interesse do governo chinês em acelerar investimentos em tecnologias de próxima geração.

Petróleo recua e pressiona ações ligadas a commodities

Outro fator relevante para os mercados foi a queda dos preços internacionais do petróleo após avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã. A redução das tensões geopolíticas diminuiu o prêmio de risco incorporado à commodity.

No Brasil, o movimento tende a pressionar ações do setor petrolífero, como Petrobras e Prio. Já o minério de ferro apresentou viés de baixa nos mercados asiáticos, o que pode limitar o desempenho de empresas exportadoras ligadas ao setor mineral.

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Para o agronegócio, a trajetória das commodities energéticas segue sendo um dos principais fatores de influência sobre custos de produção, logística, fertilizantes e margens de exportação.

Mercado corporativo movimenta a Bolsa brasileira

Entre os destaques corporativos do dia estão:

  • Aprovação de dividendos e juros sobre capital próprio por grandes companhias brasileiras;
  • Novo programa de recompra de ações da Ultrapar;
  • Aprovação, pelo Cade, da aquisição do controle da Brava Energia pela Ecopetrol;
  • Expectativas sobre os próximos balanços corporativos e seus impactos sobre o desempenho do Ibovespa.
Perspectivas para o agronegócio

O cenário atual combina fatores positivos e desafios para o setor agropecuário. A redução da Selic tende a favorecer o crédito e os investimentos produtivos, enquanto a valorização do dólar continua beneficiando exportadores brasileiros.

Por outro lado, as oscilações nas commodities globais, a política monetária norte-americana e o comportamento da economia chinesa permanecem no radar dos produtores, cooperativas e empresas ligadas ao agronegócio.

Nos próximos dias, investidores acompanharão atentamente os desdobramentos da política monetária global, a evolução dos preços de petróleo e minério de ferro e os indicadores econômicos da China e dos Estados Unidos, que continuam sendo determinantes para os mercados e para o desempenho das commodities agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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