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Descapitalização das famílias pressiona consumo e gera instabilidade nos preços do frango no atacado

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O mercado brasileiro de carne de frango apresentou comportamento misto ao longo da semana, tanto no segmento de frango vivo quanto no atacado. Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, observa-se um sinal de equilíbrio entre oferta e demanda, ainda que o cenário não seja uniforme em todas as regiões.

Exportações limitadas aumentam atenção do setor

Um dos fatores de alerta para o setor é a não retomada das compras por parte de mercados importantes como a União Europeia e a China. Essa limitação tem impactado as perspectivas dos produtores brasileiros.

Apesar disso, os custos com nutrição animal seguem estáveis, o que ajuda na composição das margens da atividade, segundo Maia.

Consumo interno é afetado pela descapitalização das famílias

A atual quinzena tem sido marcada por menor poder de compra das famílias, o que influencia negativamente o consumo de carne de frango no atacado. No entanto, a competitividade do frango frente a outras proteínas, como a carne bovina, favorece a demanda por alguns cortes.

Para a primeira quinzena de agosto, a expectativa é de recuperação, impulsionada pela entrada dos salários na economia, o que deve estimular a reposição de estoques entre atacado e varejo.

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Variações de preços nos cortes congelados e resfriados em São Paulo

De acordo com levantamento da Safras & Mercado, os preços no atacado de São Paulo oscilaram ao longo da semana:

  • Cortes congelados – Atacado
    • Peito: caiu de R$ 10,00 para R$ 9,90
    • Coxa: estável em R$ 6,90
    • Asa: subiu de R$ 10,40 para R$ 10,60
  • Cortes congelados – Distribuição
    • Peito: caiu de R$ 10,10 para R$ 10,00
    • Coxa: subiu de R$ 7,00 para R$ 7,10
    • Asa: subiu de R$ 10,60 para R$ 10,80
  • Cortes resfriados – Atacado
    • Peito: caiu de R$ 10,10 para R$ 10,00
    • Coxa: estável em R$ 7,00
    • Asa: subiu de R$ 10,50 para R$ 10,70
  • Cortes resfriados – Distribuição
    • Peito: caiu de R$ 10,20 para R$ 10,10
    • Coxa: subiu de R$ 7,10 para R$ 7,20
    • Asa: subiu de R$ 10,70 para R$ 10,90
Cotações do frango vivo mantêm estabilidade nas principais regiões

O levantamento da Safras & Mercado também mostrou estabilidade nos preços do frango vivo nas principais praças:

  • Minas Gerais: R$ 5,75/kg
  • São Paulo: R$ 5,80/kg
  • Santa Catarina (integração): R$ 4,70/kg
  • Oeste do Paraná (integração): R$ 4,80/kg
  • Rio Grande do Sul (integração): R$ 4,75/kg
  • Mato Grosso do Sul: R$ 5,60/kg
  • Goiás: R$ 5,70/kg
  • Distrito Federal: R$ 5,75/kg
  • Pernambuco: R$ 6,00/kg
  • Ceará: R$ 6,20/kg
  • Pará: R$ 6,50/kg
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Exportações recuam em julho

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, o Brasil exportou 231,985 mil toneladas de carne de aves e miudezas comestíveis em julho (até o dia 14), com uma média diária de 16,570 mil toneladas. O valor total gerado foi de US$ 419,585 milhões, com média diária de US$ 29,970 milhões.

O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 1.808,70.

Em comparação com julho de 2024, os números mostram recuos:

  • Valor médio diário: -16,3%
  • Quantidade média diária: -12,5%
  • Preço médio por tonelada: -4,3%

Esses resultados reforçam o cenário de cautela no setor, que segue atento tanto ao mercado interno quanto às perspectivas de recuperação nas exportações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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