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Pêssegos iniciam floração no Sul do Brasil com foco em sanidade e práticas culturais

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Início da floração em Caxias do Sul e Erechim

A Emater/RS-Ascar informou, nesta quinta-feira (17), que os pessegueiros de ciclo superprecoce e precoce já iniciaram a floração na região administrativa de Caxias do Sul. Em paralelo, a região de Erechim também começou a registrar o florescimento das plantas, com os trabalhos de poda já concluídos.

Durante esse período, os produtores têm intensificado os tratamentos fitossanitários voltados à prevenção da podridão-cinzenta e ao controle da crespeira-verdadeira, doenças comuns nesta fase do desenvolvimento das plantas.

Temperaturas favorecem gemas e controle de pragas

As temperaturas amenas dos últimos dias estimularam o intumescimento das gemas florais nos pomares de ciclo médio. Também foi observada a presença de cochonilha-de-tronco em diversas propriedades da região de Caxias do Sul, mas, segundo a Emater/RS-Ascar, os agricultores adotaram controle localizado da praga, e até o momento não há registro de perdas causadas por geadas.

Dormência e manejo em Pelotas

Na região de Pelotas, as baixas temperaturas mantiveram os pessegueiros em dormência, o que permitiu aos produtores realizarem importantes práticas culturais, como poda, roçada e aplicação de tratamentos de inverno.

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Esses cuidados envolvem o uso de caldas fungicidas e produtos à base de cobre, essenciais para manter a sanidade dos pomares. Além disso, os agricultores estão se preparando para a renovação das áreas de cultivo com o preparo e correção do solo, formação de camalhões, semeadura de plantas de cobertura e aquisição de mudas.

Adoção de cultivares tardias para atender ao mercado

Como parte do planejamento para atender à demanda de mercado, a região de Pelotas também está implantando cultivares de ciclo tardio, como a variedade Eldorado, visando ampliar a oferta de frutas fora do pico da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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E32 deve impulsionar demanda por etanol e fortalecer liderança do Brasil em bioenergia

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A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32) deve representar um novo avanço estratégico para o Brasil, com impactos relevantes sobre a demanda por biocombustíveis, a segurança energética e o compromisso ambiental. A medida deve ser analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no início de maio, segundo o Ministério de Minas e Energia.

A expectativa do setor é de um efeito imediato no mercado. A ampliação da mistura pode gerar um aumento de aproximadamente 850 milhões de litros por ano na demanda por etanol anidro, além de contribuir para a redução das importações de gasolina.

Medida chega em momento estratégico para o setor

O avanço do E32 ocorre em um período considerado crucial, marcado pela renovação dos contratos de fornecimento de etanol anidro para a nova safra. A definição traz maior previsibilidade ao mercado e contribui para o equilíbrio entre oferta e demanda.

Com a expectativa de crescimento na produção, especialmente impulsionada pela cana-de-açúcar e pelo etanol de milho, o setor projeta um acréscimo superior a 4 bilhões de litros na safra atual. Nesse contexto, o aumento da mistura surge como mecanismo importante para absorver esse volume adicional.

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Impacto direto na competitividade dos combustíveis

Outro efeito relevante da medida está na relação de competitividade entre os combustíveis. Com maior participação do etanol anidro na gasolina, há uma mudança na dinâmica de consumo, favorecendo também o etanol hidratado.

Esse movimento amplia a paridade econômica entre os combustíveis, que tende a superar a referência tradicional de 70%, tornando o etanol ainda mais atrativo ao consumidor final.

Avanço na agenda de descarbonização

Além dos efeitos econômicos, o E32 reforça o protagonismo do Brasil na transição energética global. O país já é referência internacional pelo elevado uso de biocombustíveis, tanto pela mistura obrigatória quanto pela ampla adoção de veículos flex fuel.

A proposta está alinhada às diretrizes do programa Combustível do Futuro, que prevê o aumento gradual da mistura de etanol na gasolina, podendo chegar a 35% (E35) nos próximos anos.

Mercado mais estável e novos investimentos

Com maior oferta de matéria-prima e aumento da demanda, a tendência é de um mercado mais equilibrado ao longo do ciclo produtivo. A expectativa inclui redução da volatilidade de preços, melhores condições ao consumidor e estímulo a novos investimentos no setor.

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O avanço também abre espaço para novas oportunidades na bioenergia, incluindo o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis como o SAF (combustível sustentável de aviação) e o bio bunker, ampliando ainda mais o papel estratégico do Brasil no cenário energético global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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