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Cuiabá supera 20 mil atendimentos e fortalece estrutura esportiva no 1º semestre de 2025

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, alcançou importantes avanços na área esportiva entre março e junho de 2025. De acordo com relatório apresentado pelo secretário Jefferson Carvalho Neves, mais de 20 mil atendimentos foram realizados diretamente à população, por meio de programas, eventos e ações que ampliaram o acesso ao esporte e lazer na capital.

Com foco na promoção da qualidade de vida e democratização da prática esportiva, a gestão municipal promoveu atividades como manhãs esportivas, escolinhas e modalidades variadas em 11 espaços públicos. Paralelamente, intensificou investimentos em infraestrutura, com a limpeza de 51 unidades esportivas e 117 podas de grama em miniestádios, além de obras de revitalização em ginásios, incluindo troca de lâmpadas e melhorias estruturais no Ginásio Verdinho.

Entre os destaques do período, está a realização da 48ª edição dos Jogos Estudantis Cuiabanos (JECS), que registrou crescimento de 20% no número de escolas participantes e 67% de aumento no número de atletas inscritos, consolidando o evento como uma das maiores competições escolares da cidade.

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A Secretaria também obteve êxito na gestão eficiente de recursos públicos. Por meio de medidas de economia, como cancelamentos, não renovações e renegociações de contratos, foi possível gerar uma economia de R$ 10,4 milhões. Parte desse montante foi redirecionado para fomentar eventos como as corridas de rua (Bom Jesus de Cuiabá, do Legislativo e do Rotary Club), além da Taça Cuiabá de Voleibol e os próprios JECS, totalizando R$ 2,05 milhões investidos com o apoio de emendas parlamentares.

“Estamos ampliando oportunidades, fortalecendo a base esportiva e mostrando que é possível fazer mais com menos, com responsabilidade e planejamento”, afirmou o secretário Jefferson Neves.

Outro importante avanço foi a força-tarefa executada em parceria com a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), que resultou na manutenção de 36 unidades esportivas da capital entre janeiro e junho. As ações incluíram corte e poda de gramados, manutenção na iluminação, troca de redes e traves, além de reforço na segurança de quadras de areia. Serviços de limpeza, capinagem, roçagem, varrição e pintura de meio-fio também foram executados.

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Entre os espaços contemplados estão o Campo do bairro Cidade Alta, Miniestádio Santa Isabel, Miniestádio Pascoal Ramos, Campo do Santa Amália, Miniestádio São João Del Rey, Ginásio Dom Aquino, Ginásio da Lixeira, Miniestádio do Parque Cuiabá, Parque das Águas e o Complexo Poliesportivo Verdinho. Também foi iniciada a reforma geral do Ginásio Planalto, um dos espaços esportivos mais tradicionais da cidade.

Como parte do esforço contínuo de valorização do esporte, a Prefeitura entregou à comunidade seis quadras públicas de beach tennis no Complexo Poliesportivo Dom Aquino. As estruturas já atendem cerca de 80 alunos semanalmente, por meio de escolinhas gratuitas, fortalecendo ainda mais a inclusão esportiva em Cuiabá.

#PraCegoVer

Imagem o momento da prova da categoria A – Masculino, durante os Jogos Estudantis Cuiabanos na piscina olímpicas da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB).

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Fertilizante feito com dejetos de porco pode reduzir dependência de fósforo

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Uma tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começa a se consolidar como alternativa para reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados importados. Trata-se da estruvita, um insumo obtido a partir de resíduos da suinocultura que, em testes conduzidos pela Embrapa, foi capaz de suprir até 50% da demanda de fósforo na cultura da soja sem perda relevante de produtividade.

Nos experimentos, a produção alcançou 3.500 quilos por hectare, resultado próximo da média nacional de 3.560 quilos por hectare registrada em 2025 com adubação convencional. O desempenho indica que o produto pode ser incorporado ao manejo como complemento ao fósforo solúvel, especialmente em sistemas que buscam maior eficiência no uso de nutrientes e redução de custos.

A estruvita é formada pela precipitação química de nutrientes presentes em dejetos animais, gerando cristais de fosfato de magnésio e amônio. O processo transforma um passivo ambiental — comum em regiões de produção intensiva de suínos — em insumo agrícola, com potencial de reaproveitamento dentro da própria cadeia produtiva.

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Do ponto de vista agronômico, o diferencial está na liberação gradual do fósforo. Em solos tropicais, onde o nutriente tende a ser rapidamente fixado e perder disponibilidade, essa característica melhora o aproveitamento pelas plantas. A reação alcalina do material também contribui para maior eficiência no solo, em contraste com fertilizantes convencionais, predominantemente ácidos.

Os estudos também avançam no desenvolvimento de formulações organominerais. Em avaliações iniciais, essas combinações apresentaram maior difusão de fósforo no solo em comparação com a estruvita granulada, ampliando o potencial de uso em diferentes sistemas produtivos.

Além do desempenho agronômico, a tecnologia traz implicações econômicas e ambientais. Ao reduzir a dependência de insumos importados,  que ainda representam cerca de 75% do consumo nacional de fertilizantes, a estruvita se insere como alternativa estratégica em um dos principais componentes de custo da produção agrícola.

Outro impacto relevante está na gestão de dejetos da suinocultura. A recuperação de nutrientes permite reduzir a carga de fósforo e nitrogênio aplicada ao solo, diminuindo o risco de contaminação ambiental e abrindo espaço para maior intensificação da produção nas granjas.

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Apesar do avanço internacional, com unidades de produção em operação em países como China, Estados Unidos e Alemanha, o uso da estruvita ainda é incipiente no Brasil. A principal lacuna está no conhecimento sobre o comportamento do insumo em condições tropicais, marcadas por solos ácidos e alta presença de óxidos de ferro e alumínio, que influenciam a dinâmica do fósforo.

A pesquisa conduzida pela Embrapa, com participação de universidades e centros de pesquisa nacionais, busca justamente adaptar a tecnologia à realidade brasileira e viabilizar sua adoção em escala.

O avanço ocorre em linha com o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê a ampliação da produção interna e o desenvolvimento de fontes alternativas mais eficientes. Se confirmados os resultados em escala comercial, a estruvita tende a se consolidar como uma solução nacional para um dos principais gargalos estruturais da agricultura brasileira.

Fonte: Pensar Agro

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