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Mercado de arroz começa a dar sinais de recuperação puxado por exportações

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Mercado dá primeiros sinais de recuperação

Depois de um longo período marcado por estagnação e pressão sobre os preços, o mercado brasileiro de arroz começa a apresentar sinais de reação. A avaliação é do analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, que destaca uma leve valorização nos preços e a retomada parcial dos negócios, impulsionadas principalmente pelo bom desempenho das exportações — atualmente o principal fator de sustentação do setor.

Cotações sobem no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional do grão, as cotações vêm se firmando em níveis ligeiramente superiores aos registrados nas semanas anteriores. Na região da Fronteira Oeste, negócios pontuais para arroz em casca com mais de 58% de grãos inteiros estão sendo fechados entre R$ 67 e R$ 68 por saca de 50 quilos (FOB).

Já na região portuária gaúcha, os preços CIF têm girado entre R$ 72 e R$ 73 por saca.

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Exportações ganham protagonismo

Segundo Oliveira, o principal motor da reação parcial é o aumento das exportações. A expectativa é de que os embarques de julho alcancem cerca de 200 mil toneladas (base casca). Esse desempenho indica que o setor segue com capacidade de escoamento, mesmo diante de um consumo interno retraído.

“A movimentação do canal externo tornou-se estratégica para aliviar a pressão dos estoques e dar fôlego à cadeia produtiva, ainda que de forma lenta”, ressalta o consultor.

Proposta: direcionar parte dos estoques para o exterior

Com o cenário ainda fragilizado, lideranças do setor sugerem que ao menos 10% dos estoques sejam direcionados às exportações. A medida, segundo eles, ajudaria a reduzir a oferta interna, impulsionar os preços e romper o ciclo prolongado de desvalorização que tem afetado o setor.

Demanda interna segue fraca

Apesar do avanço nas exportações, o consumo doméstico permanece enfraquecido. As indústrias continuam comprando em volumes reduzidos, frequentemente em lotes de apenas 1.000 sacas, o que, segundo Oliveira, impede uma retomada mais consistente e robusta do mercado.

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Além disso, o ritmo lento de compras aliado ao excesso de oferta dificulta a fluidez da comercialização da safra e limita a recuperação dos preços ao produtor.

Desempenho dos preços

A média da saca de 50 quilos no Rio Grande do Sul (com 58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista) fechou a quinta-feira (17) em R$ 67,45, representando:

  • Alta de 0,39% em relação à semana anterior;
  • Valorização de 2,05% frente ao mesmo período do mês passado;
  • Porém, uma queda acumulada de 41,88% em relação ao início de 2024.

Embora o setor ainda enfrente desafios, especialmente na demanda interna, os sinais de reação no mercado de arroz — puxados pelas exportações — indicam um caminho possível de recuperação. A continuidade desse movimento dependerá de estratégias coordenadas entre produtores, indústria e governo para garantir o escoamento da produção e a valorização do produto nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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