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Agro ganha força com tensão global e alta das commodities agrícolas

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Os mercados agrícolas iniciaram março em alta moderada, sustentados por fatores geopolíticos, condições climáticas e movimentos estratégicos de investidores. Segundo análise do Rabobank, o índice S&P GS AG avançou 0,7% na semana encerrada em 3 de março de 2026.

Alta das commodities impulsiona desempenho do agro

O resultado positivo do setor foi puxado principalmente pela valorização de importantes commodities agrícolas. Entre os destaques estão:

  • Óleo de soja
  • Óleo de palma
  • Trigo
  • Milho
  • Café
  • Açúcar
  • Soja

Esses ganhos compensaram as quedas observadas em outros segmentos, como gado, algodão e cacau, mantendo o saldo semanal positivo para o mercado agrícola.

Investidores ampliam participação no mercado

Durante o período, investidores não comerciais aumentaram sua exposição às commodities agrícolas, com a compra líquida de 82.893 contratos.

Apesar desse movimento, o mercado ainda mantém uma posição vendida líquida de 100.055 lotes no agregado, indicando que, embora haja maior interesse comprador, o sentimento ainda carrega cautela.

Cacau recua com clima favorável na África Ocidental

O mercado de cacau registrou queda de 2% na bolsa de Nova York, pressionado pelas boas condições climáticas na África Ocidental, principal região produtora global.

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Mesmo com a desvalorização, fundos de investimento ampliaram suas posições compradas, reduzindo parcialmente a exposição vendida líquida no ativo.

Trigo sobe com incertezas geopolíticas

O trigo negociado na bolsa de Minneapolis teve alta de 3% na semana, impulsionado pelas tensões envolvendo o Irã.

O cenário geopolítico levou investidores a recompor posições, revertendo a tendência anterior e levando o mercado a registrar posição comprada líquida pela primeira vez desde junho de 2024.

Óleo de soja dispara com petróleo e biocombustíveis

O óleo de soja foi um dos principais destaques da semana, com valorização de 3,8%. O movimento foi influenciado diretamente pela alta do petróleo, em meio ao ambiente de instabilidade global.

Além disso, expectativas relacionadas a novas metas de biocombustíveis nos Estados Unidos reforçaram o interesse comprador, ampliando as posições líquidas positivas no mercado.

Cenário global segue como principal vetor do mercado

O desempenho das commodities agrícolas no início de março evidencia a forte influência do cenário internacional sobre o setor.

Tensões geopolíticas, dinâmica do mercado de energia e reposicionamento de investidores continuam sendo fatores determinantes para a formação de preços, mantendo o mercado sensível e atento aos desdobramentos globais nas próximas semanas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

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O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.

As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.

Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.

Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros

Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.

A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.

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O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.

Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27

Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.

A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.

Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.

Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo

A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.

Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.

“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.

As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.

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Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética

O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.

Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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